Criança vence leucemia rara pela 2ª vez e se recupera de outra doença após transplante de medula em SP | Mais Saúde

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    Yasmin descobriu a leucemia mielóide aguda (LMA) em março de 2019, após apresentar manchas nas escleras, membrana branca do olho, e começou o tratamento com quimioterapia. Após cinco sessões, a medula da pequena entrou em remissão e não havia mais sinais de atividade da doença no sangue. Em janeiro, a doença voltou e a família passou a buscar por um doador 100% compatível.

    A pequena fez o transplante de medula óssea no dia 20 de fevereiro, após uma incansável luta para a encontrar a medula compatível. Para a surpresa da família, a irmã mais nova da menina era o doador que estavam procurando. No dia 7 de março veio a notícia tão esperada: a medula pegou e Yasmin estava curada. “Um dia antes, ela tinha 250 neutrófilos (células responsáveis pela defesa do organismo). Mas no dia 7 ela acordou com 680. Eu nem acreditei, a gente comemorou até com bolo”, conta a mãe Daniela Cristina Marques de Araujo Brito.

    Menina se curou da leucemia mielóide aguda (LMA) em março deste ano — Foto: Arquivo pessoal/Daniela Cristina Marques de Araujo Brito

    Menina se curou da leucemia mielóide aguda (LMA) em março deste ano — Foto: Arquivo pessoal/Daniela Cristina Marques de Araujo Brito

    A mãe relata que pouco tempo antes da pega da medula, Yasmin começou a ficar doente, e apresentou alguns sintomas como diarreia e vômito. A previsão dos médicos, segundo Daniela, era de que ela melhoraria assim que acontecesse a pega da medula, no entanto, isso não ocorreu. “Ela teve muitos episódios de diarreia e vômito e os médicos começaram a ficar preocupados e falaram que não era normal. Passaram a desconfiar que era a doença do enxerto contra o hospedeiro (Dech) no intestino”, explica.

    Yasmin passou por alguns exames, como tomografia e ressonância magnética, e até coleta de fragmentos do intestino para que os profissionais conseguissem descobrir a doença. “Eu fiquei muito preocupada. Os médicos me disseram que consideram grave e que iam acompanhar de perto”, afirma. Yasmin passou a ficar em jejum e os médicos entraram com alguns corticoides.

    A doença do enxerto contra hospedeiro é uma reação que o órgão transplantado tem sobre o corpo e, segundo o hematologista Ronald Palotta, pode ocorrer em até 40% dos casos, depende do doador e do regime de condicionamento, entre outras coisas.

    “É quando as células do doador olham para o corpo do receptor e o agridem. É uma rejeição ao contrário. No transplante de rim, o órgão é rejeitado pelo corpo. No de medula, o órgão rejeita o corpo. Quem agride essas células do intestino, do fígado ou da pele, são os linfócitos (células de defesa) desta nova medula”, explica Patolla.

    Irmãs se abraçam durante transplante de medula óssea em SP — Foto: Arquivo pessoalIrmãs se abraçam durante transplante de medula óssea em SP — Foto: Arquivo pessoal

    Irmãs se abraçam durante transplante de medula óssea em SP — Foto: Arquivo pessoal

    Geralmente, o tratamento é feito com corticoides, no entanto, Yasmin não reagiu bem. Diante disso, os médicos da menina decidiram entrar com um novo procedimento: a terapia com células mesenquimais, que nada mais são do que células extraídas do cordão umbilical. “Então, eles pegaram células dendríticas, que são células apresentadoras do antígeno (moléculas que se ligam aos anticorpos) do doador e infundiram na paciente”, afirma.

    De acordo com Pallota, isso traz maior tolerância e modula mais as agressão dos linfócitos ao trato-gastrointestinal. É a forma de controlar a agressão. Com o novo tratamento, Yasmin está muito melhor e aguarda ansiosa pela alta, para ver o pai e a irmã de pertinho, já que só os vê em videochamadas. “O caminho foi longo, mas graças a Deus ela está bem. Quando gente for para a casa, ela vai ter que ficar em isolamento, zero visitas. Eu tenho fé que ela nunca mais vai ter o câncer de novo, e nossa última internação vai ser essa”, finaliza a mãe.

    Yasmin Marques Brito, de Cubatão, SP, lutava contra leucemia mielóide aguda — Foto: Arquivo pessoalYasmin Marques Brito, de Cubatão, SP, lutava contra leucemia mielóide aguda — Foto: Arquivo pessoal

    Yasmin Marques Brito, de Cubatão, SP, lutava contra leucemia mielóide aguda — Foto: Arquivo pessoal



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