Delegado vai solicitar prontuário médico de professora morta após realizar cirurgias plásticas em SC | Santa Catarina

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O delegado, Aderlan Camargo, responsável pelas investigações da morte da professora da rede pública, Roberta Lopes dos Passos, informou ao g1 que vai solicitar ao hospital o prontuário médico da paciente. O sepultamento da professora ocorreu na sexta-feira (24) em Itajaí, no Vale.

Segundo o delegado, nos próximos dias familiares da vítima que “acompanharam de perto o procedimento e seus desdobramentos” serão ouvidos.

“Será oficiado o hospital para que forneça prontuário médico [da vítima]. Como o esposo da falecida já tinha registrado bo para informar os fatos, haverá mudança na tipificação [da investigação]. Agora será investigado eventual prática do crime de hoje homicídio culposo”, afirmou ao g1 o delegado.

Além do ofício que será encaminhado à unidade de saúde para o fornecimento dos dados médicos da vítima, o delegado informou que profissionais da medicina que atenderam Roberta também prestarão depoimento.

O inquérito policial foi instaurado na quinta-feira (22), data que a família de Roberta realizou o Boletim de Ocorrência relatando uma possível lesão corporal culposa, quando não há intenção.

A professora da rede pública deixou dois filhos, um de três e outro de seis anos.

Roberta foi internada em estado grave após uma cirurgia estética — Foto: Leandro Akajhdfud/ Arquivo Pessoal

Em nota enviada ao g1 SC na quinta-feira (23), o médico Sérgio Keinet, que realizou os procedimentos, informou que não houve problemas durante a cirurgia e que presta todas as informações sobre o caso (leia a íntegra do texto mais abaixo).

Procurado, o hospital em que Roberta fez o procedimento informou que “segue rígidos protocolos de cuidados e que acompanha seus pacientes antes, durante e depois de cada procedimento“. A unidade de saúde disse que está apurando o caso.

Roberta estava na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em coma induzido, no Hospital do Coração em Balneário Camboriú, no Litoral Norte, desde 16 de dezembro.

Ela deu entrada no local após sofrer uma hemorragia depois de fazer uma abdominoplastia, mamoplastia e lipoaspiração abdominal em um hospital de Tijucas.

Professora estava em coma induzido — Foto: Leandro Akajhdfud/ Arquivo Pessoal

Leandro conta que o procedimento levou aproximadamente seis horas. Foi a mãe de Roberta que acompanhou a filha após a cirurgia. No pós-cirúrgico, a mulher teria reclamado de dores, mas a família informou que a equipe médica explicou que o desconforto era comum.

No dia seguinte, durante o período da manhã, a situação de Roberta piorou e ela foi levada para outro hospital, onde ficou até a madrugada desta sexta. De acordo com o esposo da professora, durante a transferência descobriu que a mulher havia sofrido uma parada cardíaca durante o procedimento.

“Conversando com o médico no hospital [de Balneário Camboriú], ele me disse que no prontuário dela constam oito minutos de parada. Lá tratavam um caso que estava apenas demandando cuidados, mas quando chegou aqui já me disseram que o estado dela era super grave, com risco de óbito, disse.

Roberta é mãe de dois meninos — Foto: Leandro Akajhdfud/ Arquivo Pessoal

Íntegra da nota do cirurgião

“Me solidarizo, assim como toda a equipe assistencial do Hospital São José-Tijucas, com a família neste momento muito difícil.

Seguem algumas considerações:

Toda a cirurgia ocorreu dentro da absoluta normalidade. Quando a Roberta estava em recuperação no quarto do hospital, tanto eu como a anestesista passamos visitas no pós operatório, ocasiões em que não foram identificadas nenhuma intercorrência grave.

Na manhã de quinta-feira, dia 16, por volta das 07 horas, quando estava chegando no hospital recebi ligação informando que Roberta não estava bem. Após nova reavaliação do estado de saúde, foram realizados os procedimentos necessários e houve a transferência da Roberta para a Unidade de Terapia Intensiva do Hospital do Coração em Balneário Camboriú.

Estou acompanhando, juntamente com a equipe do Hospital, e mantendo contatos diários com os médicos da UTI, e sempre que solicitado, presto informações e assistência necessária no que se refere às cirurgias por mim realizadas.”

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