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Lima & Santana Propaganda, sua agência de publicidade e propaganda em Santos

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Sbado, 9/5/2020 19:06.

“Não devemos buscar a perfeição ou seguir tudo o que vemos nas redes sociais”

Ana Paula Majcheré psicóloga de maternagem e mãe do Pietro, de 7 anos, e da Laura, 5 anos

“Meu objetivo como psicóloga é levar uma maternidade mais leve, alegre e tranquila para as mães, eu cuido do Instagram @gestandoeaprendendo, sou idealizadora dele. Sou formada desde 2011, atuo desde 2012 na área clínica, e especificamente com maternidade em 2016, depois de me tornar mãe, o que ressignificou a minha vida completamente.

A quarentena tem tido momentos desafiadores porque é bem difícil administrar a rotina, cuidar das tarefas escolares das crianças e fazer os meus atendimentos online. Eu combino com os meus filhos que eu tenho que trabalhar, atender meus pacientes. Me fecho no quarto e eles não podem me interromper, a menos que seja muito importante. Já fui interrompida, por exemplo, porque deu um problema no computador enquanto o Pietro estava fazendo aula online, pedi desculpa para a paciente e fui ‘socorrer’ ele.

Para as mães que estão passando pela mesma situação que eu, home-office, dar conta da casa, dos filhos, das aulas e tarefas, a dica principal é tentar não se cobrar tanto. O trabalho acaba sendo prioridade junto com os filhos, e por isso peço que elas se preocupem menos com a organização e limpeza, mantendo os cuidados contra o Coronavírus, mas não algo que seja martirizante. Um dia deixe a louça, outro a bagunça, a roupa… dando prioridade para o que realmente é fundamental.

Essa pandemia trouxe à tona o quanto são valiosos os momentos com os filhos, poder ensinar sobre paciência, autocuidado, higiene. Está sendo muito mais positivo do que o contrário. Vai ser um Dia das Mães diferentes, muitas de nós não poderemos ver nossas próprias mães, mas vivenciaremos com nossos filhos.

Espero que as pessoas não saiam lotando restaurantes de forma irresponsável, mas que tenhamos um dia leve, tranquilo e que possamos ver que isso tudo é só uma fase difícil que vai passar. Agora mais do que nunca não devemos buscar a perfeição ou seguir tudo o que vemos nas redes sociais, nos comparando com mães que fazem mil e uma atividades diferentes.

É momento para nos tranquilizarmos e tentarmos diminuir ainda mais os nossos pesos, angústias, tarefas. Temos que nos conectar com as mães que somos, com nossos filhos, e levar essa fase como um grande aprendizado”.


Ana, Yasmin e o marido Paulo no Chile

“As mamães não precisam enfrentar tudo sozinhas”

Ana Carla Fortes Antonio, 37 anos, administradora, arquiteta e mãe em tempo integral da Yasmin, de um ano e três meses

“Somos uma família real, cheia de desafios, medos e também de dificuldades. Eu e meu marido, Paulo Antônio, sonhávamos com um filho, e quando veio a confirmação nos preparamos muito, porém nenhuma bibliografia foi capaz de me preparar para o pós-parto, para a chuva de hormônios e para aquelas madrugadas intermináveis com a bebê chorando.

O período inicial foi punk, em alguns momentos me vi perdida em minha própria casa com tantas novas obrigações. Porém, aos poucos, tudo foi se encaixando e com o apoio da minha família e principalmente de outras mulheres nos grupos de apoio aqui em Balneário, percebi que todas as mamães passam por isso. Não era só a minha casa e a minha cabeça que estavam um tanto confusas.

Com humildade, recuperei minha autoestima, determinação e sigo forte, inspirando outras mulheres através do meu exemplo. Hoje partilho o nosso dia a dia no Instagram @ana.maedayasmin, mostrando como a rotina pode ser leve, descontraída e recheada de aprendizados e conquistas, com dicas de beleza, saúde e das viagens da nossa família. Até já apresentamos a neve para a Yasmin, quando ela tinha apenas sete meses, numa linda e inspiradora viagem ao Chile, comprovando que os limites são impostos por nós, e não pelas crianças.

Em apenas sete meses o nosso perfil ultrapassou os 25 mil seguidores, numa rede de troca de informações com famílias no Brasil e no mundo. Vejo que as mamães não precisam enfrentar tudo sozinhas e aproveito para convidá-las a nos seguirem, assim todas podemos aprender mais, pois o período é de isolamento social, mas o universo digital nos permite estarmos em casa, mas sozinhas nunca mais”.


Ellen, Catharina e Teodora

“É muito rico quando as mães se envolvem e se ajudam”

Ellen Mendesé fotógrafa de partos humanizados e mãe de Teodora, 5 anos e da Catharina, de 3 anos; ela está grávida de mais uma menina, Coralina

“Estou trabalhando com a parte de edição e organização do meu trabalho; a parte prática de estar nos partos eu não estou podendo fazer. Os hospitais onde eu trabalho não estão liberando por segurança, e em casas também não. Com as minhas filhas, em casa, não estamos seguindo uma rotina muito determinada, mas normalmente gostamos de plantar, cozinhamos muito todos os dias, elas me ajudam descascando, mexendo o bolo, fazendo uma bolacha ou pão. É a forma que melhor entretêm elas.

Vemos TV, fazemos exercícios, pintura, recorte. Vamos inventando atividades todos os dias. Elas são crianças que estão acostumadas a correr na escola, subir em árvore, e estando sentindo falta disso. Minha parte com as redes sociais é mais para levar informações para as mães, utilizo minha página de trabalho (@ellenmendesfotografiadeparto) e minha pessoal (@ellenmendes_mendes) para falar sobre amamentação, parto, indicações de cesariana, educação não-violenta.

O que eu tenho fora o Insta são grupos de WhatsApp, com atividades práticas para levar informações como disciplina positiva, alimentação, criação com apego. Um novo olhar para a criança que tento fazer com as minhas filhas e compartilho com quase 200 mulheres nesses grupos. Tem muita troca de experiências.

É muito rico quando as mães se envolvem e se ajudam com informações de qualidade. Como trabalho diretamente com as mães vejo que elas têm essa necessidade muito forte. Quando a maternidade é isolada pode ser muito cruel, ainda há muitos mitos que vêm sendo trazidos desde antigamente e que dificultam, como não poder dormir com o bebê, o leite ser fraco. Quando nos unimos ficamos muito mais fortes.

Este Dia das Mães vou passar com as minhas filhas e por isso vai ser perfeito. A parte triste é que minha avó e minha mãe já faleceram. Almoçamos normalmente com a minha sogra, mas não poderemos por conta da pandemia. Seria muito pior se eu não tivesse as minhas filhas, mesmo na bagunça e na loucura estar com elas já é o suficiente”.



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