Drenagem linfática – TÓRAX – Anatomia I

0
21

Lima & Santana Propaganda, sua agência de publicidade e propaganda em Santos

.
são os linfonodos baixos (nível 1), aqueles situados atrás
do músculo são o grupo intermediário (nível 2), enquanto os linfonodos situados entre a
borda superior do peitoral menor e a borda inferior da clavícula são os linfonodos superiores
ou apicais (nível 3). Pode existir um ou dois outros linfonodos entre os músculos peitorais
menor e maior; este grupo interpeitoral de linfonodos também é conhecido como linfonodos
de Rotter. Os vasos linfáticos eferentes derivados diretamente da mama passam ao redor
da borda axilar anterior através da fáscia axilar para os linfonodos peitorais; alguns podem
passar diretamente para os linfonodos subescapulares. Alguns vasos passam da parte
superior da mama para os linfonodos axilares apicais, às vezes interrompidos pelos
linfonodos infraclaviculares ou por pequenos e inconstantes linfonodos interpeitorais. A
maioria dos demais vasos drena para os linfonodos paraesternais a partir das partes medial
e lateral da mama; eles acompanham os ramos perfurantes da artéria torácica interna. Os
vasos linfáticos ocasionalmente seguem os ramos cutâneos laterais das artérias intercostais
posteriores em direção aos linfonodos intercostais.
Cirurgia axilar no câncer de mama
A dissecção dos linfonodos axilares pode ser realizada porque a presença de
metástases em linfonodos axilares tem um forte significado prognóstico e pode influenciar
as decisões sobre a terapia adjuvante. Entretanto, a dissecção dos linfonodos axilares pode
levar a problemas pós-operatórios crônicos, tais como dor, formação de seroma, mobilidade
reduzida do braço, sensação prejudicada e linfedema. Os vasos e nervos têm que ser
cuidadosamente identificados na cirurgia como marcos anatômicos.
Drenagem linfática no câncer de mama e papel da biópsia do linfonodo sentinela
O mapeamento linfático com a biópsia do linfonodo sentinela se tornou uma
importante técnica no estagiamento de pacientes com câncer de mama inicial. Um coloide
radiomarcado é injetado no tecido subareolar do quadrante indicado da mama ou no tecido
peritumoral e no tecido intradérmico por sobre o câncer de mama primário. No momento da
cirurgia, um corante azul vivo é injetado após a anestesia geral ter estabilizado. A
combinação do radioisótopo com o corante fornece o meio mais preciso de localizar o
linfonodo sentinela (Rubio & Klimberg, 2001; Tanis et al., 2001). O linfonodo sentinela
representa o primeiro linfonodo de drenagem da axila, e é cirurgicamente removido para
uma cuidadosa análise histopatológica para detectar a presença de metástases. O
procedimento do linfonodo sentinela procura identificar este primeiro linfonodo drenante, e,
se negativo para metástases de câncer, evita uma cirurgia mais radical em mulheres que
não têm disseminação cancerígena, reduzindo assim a morbidade associada à dissecção
axilar. Nas mulheres em que se descobre metástases no linfonodo axilar, um tratamento
seletivo para a axila através de dissecção axilar completa ou radioterapia é oferecido. A
maioria dos linfonodos sentinelas é encontrada na parte baixa da axila dentro do grupo do
nível 1 de linfonodos, mas às vezes pode ser encontrado em linfonodos axilares de
escalões mais altos. Isto ocorre em 5%-10% dos casos; os linfonodos são denominados de
“metástases salteadas” (“skip-metastases”). Ocasionalmente, o linfonodo sentinela é
identificado em uma posição extra-axilar – no interior do parênquima mamário em um
linfonodo intramamário, na cadeia de linfonodos torácicos internos, ou na fossa
supraclavicular.
"-GRAY’S Anatomia, Capítulo 55: Mediastino| Standring, Susan, PhD, DSc,
FKC,https://www.evolution.com.br/epubreader/grays-anatomia-40ed
"LINFONODOS MEDIASTINAIS
Os linfonodos mediastinais (Figs. 55.4 e 56.3) são classificados em estações
regionais de linfonodos por cirurgiões torácicos para os propósitos de estagiamento do
câncer pulmonar. As estações são definidas da seguinte maneira: Estação 1: os linfonodos
mediastinais mais altos se encontram acima de uma linha horizontal no nível do qual a veia
braquiocefálica esquerda cruza a traqueia. Estação 2: os linfonodos paratraqueais
superiores se encontram abaixo da linha dos linfonodos mediastinais mais altos e acima de
uma linha traçada horizontalmente ao nível da borda superior do arco da aorta. Estação 3:
os linfonodos pré-vasculares e retrotraqueais se encontram atrás da traqueia, mas em
frente aos grandes vasos. Estação 4: os linfonodos paratraqueais inferiores se encontram
abaixo da margem superior do arco da aorta e abaixo da margem superior dos brônquios
lobares superiores correspondente. Do lado direito, esta é a margem superior do brônquio
lobar superior direito; a maioria dos linfonodos nesta área tende ser posicionada
anterolateral à traqueia. Do lado esquerdo, os linfonodos estão localizados abaixo da
margem superior do arco da aorta e acima da margem do brônquio lobar superior esquerdo.
Eles se encontram medialmente ao ligamento arterioso e estão usualmente laterais à
traqueia. Estação 5: os linfonodos subaórticos se encontram na janela aortopulmonar e
estão situados lateralmente ao ligamento arterioso, ou à aorta, ou à artéria pulmonar
esquerda, mas proximalmente à primeira divisão da artéria pulmonar esquerda. Estação 6:
os linfonodos para-aórticos se encontram entre a margem superior do arco da aorta e
lateralmente à parte ascendente da aorta e ao arco da aorta. Estação 7: os linfonodos
subcarinais se encontram abaixo da carina da traqueia, mas não estão associados aos
brônquios lobares inferiores. Estação 8: os linfonodos paraesofágicos se encontram a cada
lado do esôfago, bem abaixo do nível dos linfonodos subcarinais. Estação 9: os linfonodos
do ligamento pulmonar se encontram no interior do ligamento pulmonar.
Fig. 55.4 Linfonodos torácicos.(De Sobotta, 2006.)
O envolvimento destes linfonodos por células cancerosas tem importantes
implicações prognósticas e influencia a escolha do tratamento (Mountain e Dresler, 1997). O
sistema de estagiamento para o câncer de pulmão classifica o envolvimento dos linfonodos
hilares ipsilaterais como N1, os linfonodos mediastinais ipsilaterais como N2, os linfonodos
hilares/mediastinais contralaterais como N3 e os linfonodos supraclaviculares/escalenos
como M1 (metástases distantes).
Estes grupos não estão nitidamente demarcados. Os linfonodos pulmonares se
tornam contínuos com os linfonodos broncopulmonares, e estes por sua vez se misturam
com os linfonodos traqueobronquiais inferiores e superiores, os quais são contínuos com o
grupo paratraqueal. Os vasos aferentes dos linfonodos traqueobronquiais drenam os
pulmões e os brônquios, a parte torácica da traqueia, o coração e alguns vasos eferentes
dos linfonodos mediastinais posteriores. Seus vasos eferentes ascendem sobre a traqueia
para se unir com vasos eferentes dos linfonodos paraesternais e braquiocefálicos, como os
troncos broncomediastinais direito e esquerdo. O tronco direito pode ocasionalmente se unir
a um ducto linfático direito ou a um outro tronco linfático do lado direito, e o tronco esquerdo
pode se unir ao ducto torácico, mas usualmente eles se abrem independentemente na
junção jugulosubclávia ipsilateral, ou próximo a esta (Cap. 28).'
"DUCTO TORÁCICO
Em adultos, o ducto torácico, incluindo a confluência dos troncos linfáticos (ou a
cisterna do quilo, na pequena proporção de indivíduos nos quais esta última é sacular), tem
38-45 cm de comprimento, e se estende da segunda vértebra lombar até a base do pescoço
(Fig. 55.5). Começando a partir do pólo superior da confluência próxima à borda inferior da
décima-segunda vértebra torácica (Cap. 62), o ducto torácico atravessa o espaço retrocrural
do músculo diafragma com a aorta, as veias ázigo e hemiázigo, em seguida ascende no
mediastino posterior, à direita da linha mediana, entre a parte torácica da parte descendente
da aorta (à sua esquerda) e a veia ázigo (à sua direita). A coluna vertebral, as artérias
intercostais direitas derivadas da aorta, e os segmentos terminais das veias hemiázigo e
hemiázigo acessória são



Fonte