Em Canoas, 40,6% da população adulta está com sobrepeso – Canoas

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Programa Canoas Mais Leve

Foto: Paulo Pires/GES/PAULO PIRES


Dados recentes divulgados pela Secretaria Estadual da Saúde apontam que 70% da população adulta gaúcha apresenta sobrepeso. Entre as crianças de zero a cinco anos, o índice é de 38,7%. Em Canoas, 40,6% dos adultos e 14,9% das crianças de até cinco anos estão com excesso de peso ou são obesos. Os dados assustam.

A pesquisa realizada em 2018 foi divulgada recentemente e avaliou usuários da rede pública de saúde, atendidos pelo Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional. O estudo abrangeu todas as regiões do estado. Os números colocam o Rio Grande do Sul entre os estados brasileiros com os maiores índices de obesos.

A coordenadora da Política de Alimentação e Nutrição da Secretaria Estadual da Saúde, Maísa Beltrame Pedroso, explica que os resultados fizeram disparar um sinal de alerta, que resultou na intensificação das ações para prevenir e conter o crescimento da obesidade no estado. “A obesidade é um dos mais graves problemas de saúde, visto que é a causadora de muitos outros problemas sérios como hipertensão, cardiopatias e, em casos mais extremos, o câncer.”

Segundo Maísa, ainda não há, por parte dos gestores públicos e da sociedade, a real preocupação com a obesidade, mesmo havendo diversas ações de combate a esta doença. “Falta conscientização”, lamenta.

Ações intensificadas

Para frear este crescimento, uma das metas do Plano Estadual de Saúde (PES) é reduzir a velocidade deste crescimento. Para tanto, estão sendo intensificados programas já existentes e implantados novos, todos com foco na alimentação consciente e saudável. Ela explica que a equipe da secretaria está trabalhando junto aos gestores públicos municipais a orientação da população para uma alimentação saudável. Os agentes da saúde reforçam a importância da alimentação saudável, e estimulam o consumo de “comida de verdade”, preparadas em casa, e consumidos nos horários certos, e não só refeições industrializadas e fast-foods. “Este trabalho de orientação é fundamental. Qualificar o consumo dos alimentos é combater a obesidade”, enfatiza.

Para as crianças, a recomendação de alimentação saudável inicia nos primeiros meses de vida. A orientação é que haja o aleitamento materno exclusivo até o sexto mês de vida. A partir daí, até os dois anos de vida, junto com a amamentação, devem iniciar outros alimentos como frutas, legumes e carnes. “Mas esta introdução dos novos alimentos tem que ser consciente. Lamentavelmente, temos casos de crianças de dois anos obesas, que consomem salgadinhos e refrigerante como refeições.”

Desafio

Para Maísa Beltrame Pedroso, incentivar a população a ter uma alimentação saudável é o maior desafio, diante da grande oferta de comidas “rápidas”. “Vamos continuar incentivando a população a consumir alimentos saudáveis e de forma consciente. Da mesma forma mostraremos aos gestores que a obesidade é um problema sério e que temos que enfrentar juntos. Esse combate não é apensas dos órgãos de saúde, mas sim, de todos os governantes. Vamos juntos mudar esta realidade com políticas públicas, alimentação saudável e atividade física.”

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