Ex-garota de programa pede ajuda para tirar silicone

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Embora já tenha vivido uma vida de luxo como garota de programa, a costureira Danielle Nazário, de 34 anos, agora pede ajuda nas redes sociais para retirar os implantes de silicone dos seios e do bumbum.

Com o nome fictício de Ana Júlia, ela ganhou fama ao se tornar alvo de polêmicas em 2014, quando estampou um outdoor oferecendo seus serviços na Terceira Ponte, entre Vitória e Vila Velha.

Mas, desde 2016, Danielle largou a antiga profissão e se dedica às atividades de costura em seu ateliê, em Cariacica. Com o intuito de deixar toda a história de prostituição para trás, atualmente, ela deseja passar por uma mudança no visual.

Danielle, acima, como Ana Júlia, na foto que virou polêmica, e ao lado, como está hoje. “Quero ser amada pelo que sou”, diz (Foto: Acervo pessoal)

“Fiz esses procedimentos para virar um objeto sexual, mas me arrependo muito. São coisas que me senti obrigada a fazer, tanto para agradar a mim mesma quanto aos homens, mas que não condizem mais com o que eu acredito”.

Para arrecadar o dinheiro do procedimento, que vai custar R$ 15 mil, Danielle abriu uma vaquinha na internet. Até o momento, conseguiu juntar R$ 625. “Fiz consultas a quatro médicos e todos me deram essa faixa de preço. Retirar o implante dos seios não é arriscado, mas dos glúteos exige mais cuidado, pois pode provocar complicações pós-cirúrgicas”.

Outro motivo que a faz querer tirar as próteses é a dor que sente no dia a dia. “Parece que algo comprime o meu bumbum. Já os seios doem ao fazer atividades domésticas, como varrer a casa”, conta.

Como garota de programa, ela chegou a faturar R$ 60 mil por mês, ter cinco imóveis e carro de luxo. “Tinha muito dinheiro, mas minha alma não estava bem”, diz.

Hoje, Danielle leva uma vida simples, trabalhando e frequentando a igreja. “Foi Deus quem abriu os meus olhos para mudar de vida. Quero ser amada pelo que sou, pela minha essência, não pelo que aparento ser”.

“Boa autoestima não tem a ver só com a perfeição do corpo”

“Se uma mulher estiver dentro do padrão que a sociedade exige, isso não quer dizer que ela gosta do que vê no espelho. Com o intuito de chegar a uma ‘beleza ideal’, muitas pessoas almejam cirurgias plásticas e até se endividam para fazer alguns procedimentos.

Mas, mesmo com as alterações, muitas delas se frustram, porque não conseguem se sentir bonitas. Só que esse padrão de beleza não existe, ainda mais num período de redes sociais em que temos filtros de Instagram, alterações de imagens no Photoshop, entre outros.

No caso da Danielle, vemos uma pessoa que não se identificou com a própria aparência, que se viu vivendo na superficialidade.

Acredito que isso aconteceu porque todo excesso esconde uma falta. Se alguém faz muitos procedimentos, pode haver algo maior por trás, como um sentimento ruim sobre si mesma e as coisas ao redor.

De modo geral, possuir uma boa autoestima não tem a ver só com a ‘perfeição’ do corpo, mas também com as relações afetivas dessa mulher, como ela vê o mundo e, ainda, se busca um equilíbrio espiritual.”

Monique Nogueira, psicóloga



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