Família que morava em imóvel atingido por avião de Eduardo Campos ainda aguarda indenização | Santos e Região

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    O caso completa sete anos em 2014. Em entrevista à TV Tribuna, Edna da Silva relata que nunca recebeu um telefonema dos responsáveis pelo ocorrido. Os réus, no processo que já está em última instância, são os empresários que seriam os donos do avião.

    “Nem quiseram saber se estávamos bem. Naquela época tinha uma criança dentro de casa, que é minha neta, e ela tinha apenas 9 anos. Então [depois do acidente] ficamos de casa em casa, pulando de galho e galho, até conseguir um imóvel, porque a gente não tinha nada e tinha que comprar tudo”, relata.

    Edna morava no apartamento em que a turbina da aeronave caiu e destruiu tudo, incluindo móveis e eletrodomésticos. Além disso, todos os objetos pessoais foram queimados e um dos filhos dela teve queimaduras ao socorrer a sobrinha. Desde então, ela relata que a família sobreviveu com a ajuda de amigos e parentes.

    Terreno em que caiu avião em que estava Eduardo Campos e mais seis pessoas — Foto: Paulo Whitaker/Reuters

    “Vamos para sete anos parados, que a gente se endividou por conta dos pertences que perdemos. Em dezembro [do ano passado] eu consegui pagar a última dívida que eu tinha feito em três anos, para pagar um cartão que usei para comprar móveis e recomeçar. Mas como eu não consegui quitar esse valor, foi triplicado, então parcelei e paguei esses juros todos”, conta.

    O advogado da família, Joaquim Barboza, explica que uma mudança no Código Civil permite que o valor estipulado na sentença do juiz, em segunda instância, já comece a se transformar em bloqueio de bens para os réus. “Já foi executado, mas estamos aguardando agora a efetivação da penhora. Deve ser expedida carta precatória para o endereço dos bens, por isso da necessidade do advogado dos réus sempre informar os endereços corretos, para que não ocorra da carta precatória vir negativa, como já ocorreu”.

    Edna relata que o valor atualizado da indenização que os advogados dela pedem é de pouco mais de R$ 2 milhões e que aguarda por justiça. “Eu peço pela consciência deles. Por que será que não tem consciência de que isso afetou vidas? E que até hoje traumatiza? Então a gente se sente abandonado”, lamenta.

    De acordo com a Aeronáutica, a aeronave Cessna 560XL, prefixo PR-AFA, decolou do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, com destino à Base Aérea de Santos, em Guarujá. O avião arremeteu devido ao mau tempo e, pouco tempo depois, perdeu o contato com o controle de tráfego aéreo.

    O avião caiu em um terreno baldio em meio a comércios e prédios residenciais, no bairro Boqueirão. Os destroços atingiram outras residências vizinhas. Dez pessoas tiveram ferimentos leves e precisaram ser encaminhadas para hospitais da região, sendo liberadas em seguida.

    Além de Eduardo Campos, morreram no desastre Alexandre Severo e Silva, fotógrafo; Carlos Augusto Leal Filho, assessor; Pedro Valadares Neto, assessor e ex-deputado federal; Marcelo de Oliveira Lyra, cinegrafista; e os pilotos Geraldo Magela Barbosa da Cunha e Marcos Martins.

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