Flores e cartões com histórias de mulheres negras são distribuídos no Terminal Jabaquara, na Zona Sul de São Paulo | São Paulo

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    Lima & Santana Propaganda, sua agência de publicidade e propaganda em Santos

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    Flores e cartões com história de mulheres negras estão sendo distribuídos nesta sexta-feira (24) no Terminal de ônibus do Jabaquara, na Zona Sul de São Paulo, em homenagem às mulheres negras.

    A ação é organizada pela Secretaria Estadual dos Transportes Metropolitanos e pela Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo e antecipa comemoração do dia Internacional das Mulheres Negras, Latino-americanas e Caribenhas, celebrado em 25 de julho.

    Os cartões distribuídos no terminal contam a história de dez mulheres negras que inspiram pela força, pela garra, pelas conquistas. A inciativa é uma homenagem e também um convite de união por mais representatividade e igualdade racial.

    Outras atividades estão programadas para o sábado (25), entre elas, o grupo Ilú Obá de Min que vai fazer uma aula-espetáculo com toques de ritmos afros usados pela bateria do bloco às 16h.

    Ana Paula Nascimento de 49 anos, é pedagoga e desde 2008 atua como empreendedora por subsistência. Ela conta que se encontrou como empreendedora social. Atualmente, trabalha como gerente de comunidade da proposta de coworking público do Teia Cidade Tiradentes, e passou a disponibilizar conteúdo online que versa sobre empreendedorismo semanalmente. Ela conta que se dedicou muito para chegar a posição que ocupa hoje.

    “Geralmente, quando uma mulher negra chega naquele lugar, ela batalhou muito para chegar nele. Eu tenho 49 anos, é a primeira vez na minha vida que eu consigo chegar a um cargo de liderança”, relata.

    “A conotação da palavra guerreira para a mulher negra coloca ela em um lugar de desumanização porque, como ela é uma mulher forte, ela não é merecedora de um abraço, de um carinho, ela não é merecedora de atenção porque ela vai dar conta, ela é uma mulher que nasceu para isso, ela está aí para fazer isso e isso é muito penoso para uma mulher negra e a gente está aberto sempre ao diálogo, sempre”, completa.

    Maria Vitória Paiva é psicóloga, mestre em relações relações étnico raciais e especialista em dependência química. Ela atende voluntariamente vítimas de racismo e de injúria racial.

    “Aqui no espaço do instituto afinando vidas nós atendemos como psicoterapia. Tem outras atividades também como curso de formação profissional, de coaching, constelação familiar, então, é um espaço que nós atendemos o público majoritariamente negro e também feminino, porque de modo geral quem busca mais ajuda nessa questão da saúde mental ainda é a maioria, os homens estão chegando, mas a maioria ainda de mulher negra”, afirma.

    “Um dos grandes obstáculos é que crianças negras, de modo geral, elas não são incentivadas, elas não são elogiadas, elas são meio que negligenciadas na sala de aula. Existe essa luta das mulheres por igualdade, né? Igualdade significa igualdade de oportunidade. Desmistificar também tudo isso faz parte do processo, né? A gente não precisa estar o tempo todo lutando, também precisa descansar e relaxar”, completa.



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