Gestora ambiental passa a produzir velas aromáticas à base de cimento e soja após desistir da carreira | Santos e Região

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    Não sentindo mais identificação com a carreira que estava seguindo, a gestora ambiental Júlia Vieira, de 24 anos, moradora de Iguape, no litoral paulista, tomou a iniciativa de empreender, no fim de 2020, e decidiu criar velas aromáticas à base de cimento e soja, que são mais saudáveis para o ser humano.

    “Eu não sentia identificação com a carreira que estava seguindo. Foi um momento de crise, eu caí na real e percebi que precisava fazer uma escolha que fizesse sentido para mim, e não só para os outros. Foi quando decidi estudar sobre velas e empreender”, conta.

    As velas que Júlia escolheu produzir são feitas em uma base de cimento, com argamassa para porcelanato, e cada ‘linha’ possui um aroma e cor. A cera utilizada é à base de soja, uma mistura entre cera com parafina de petróleo e a cera de soja. O pavio é 100% de algodão, tornando a vela menos tóxica para o ser humano do que as convencionais.

    Ao começar a estudar sobre saboaria artesanal e velas aromáticas, Júlia conta que foi se encantando com os benefícios e, principalmente, pela parte artesanal. “Sempre gostei de colocar a mão na massa, ver as coisas tomando forma. Então, quando comecei a produzir as velas, me apaixonei mais ainda. É difícil você encontrar velas nesse estilo, e foi daí que surgiu a ‘Límbica’”, explica.

    A marca recebeu esse nome porque, de acordo a gestora, os aromas são detectados no nosso cérebro próximo ao sistema límbico, que é onde ficam nossas emoções, memórias, ou seja, é a parte emocional do cérebro.

    Velas usam cera à base de soja, menos tóxica para humanos — Foto: Divulgação/Límbica

    O G1 conversou com a professora e especialista em identidade olfativa Sophia Marques, que falou sobre as sensações que os aromas provocam em nós. “O olfato está ligado diretamente ao sistema límbico do nosso cérebro, e a nossa memória olfativa é uma das mais duradouras. Cada cheiro pode desencadear reações e emoções diferentes”, afirma.

    Ainda de acordo com Sophia, cada essência tem um benefício, diretamente ligado ao nosso emocional, mudando o nosso humor e a sensação de bem-estar no ambiente. Determinadas fragrâncias podem deixar o local mais harmonioso, outras acalmam, que é o caso da vela com aroma de baunilha, por exemplo. Outros aromas podem aumentar o estado de alerta, que geralmente são os mais cítricos.

    A especialista ainda ressalta que devemos nos atentar a quais sensações queremos provocar com cada cheiro. “Os quartos merecem perfumes mais suaves, como lavanda, camomila, que irão induzir a uma boa noite de sono. Na cozinha, por exemplo, evite, pois podem confundir o paladar”, disse.

    Segundo a gestora ambiental, velas para banheiros, por exemplo, têm que ter um toque mais floral. Para salas de estar, são indicados aromas mais aconchegantes, como baunilha e toque de rosas.

    As vendas começaram em dezembro, de forma online. As velas de tamanho médio custam R$ 30, e as grandes, R$ 50. O cliente escolhe a linha que preferir. A jovem conta que está satisfeita com o retorno. “No Natal, eu tive um retorno muito legal, financeiramente falando. Também tenho recebido muitos elogios dos clientes por conta do cheiro e do visual. Fiquei aliviada, porque dá aquele medo quando você está empreendendo pela primeira vez, mas estou bem feliz”, afirma.

    Após entrar no mundo do artesanato, ela já pensa em se especializar em identidade olfativa, para ter uma visão técnica e mais profissional, e com isso incluir novos produtos, aumentando o catálogo e as vendas.

    “Este ano vou focar ainda mais, entrar de cabeça no negócio, ficar 100% com isso. As vendas estão sendo pela minha rede social, mas já estou montando um site, também, devido à demanda. A partir deste ano, vou incorporar outros produtos, mas que façam sentindo e se complementem, como um ritual. Acredito que isso vai mudar bastante o negócio”, conclui.

    Velas têm ‘linhas’ com aromas e cores diferentes — Foto: Divulgação/Límbica



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