Governador da BA diz que casas serão reconstruídas mesmo se recursos federais não forem enviados: ‘não vou ficar de braço cruzado’ | Bahia

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    O governador da Bahia, Rui Costa, anunciou que o estado irá reconstruir casas de vítimas das chuvas, mesmo que o estado não receba recursos federais. O anúncio foi feito através das redes sociais.

    “Me reuni na noite de hoje com prefeitos da região sul, uma das mais afetadas pelas enchentes dos últimos dias, e pedi agilidade no cadastramento das pessoas que perderam seus imóveis e no levantamento dos principais danos provocados pelas chuvas. Não vou ficar de braço cruzado esperando recurso. Vamos garantir auxílio financeiro e a reconstrução das cidades, rodovias estaduais e pontes”, disse o governador.

    Recusa a ajuda da Argentina

    O governo federal, por meio do Ministério das Relações Exteriores, negou o pedido do governador da Bahia, Rui Costa, para autorização do envio de ajuda humanitária da Argentina às cidades afetadas pelas chuvas no estado.

    Na tarde desta quarta-feira (29), Rui Costa pediu autorização para a missão estrangeira por meio das redes sociais.

    “Com a união de esforços, vamos superar este difícil momento. Agora, a missão argentina aguarda a autorização do Ministério das Relações Exteriores para que possam vir à Bahia. Agradeço aos argentinos e peço ao Governo Federal celeridade na autorização para a missão estrangeira”, escreveu.

    “Na hipótese de agravamento da situação, requerendo-se necessidades suplementares de assistência, o Governo brasileiro poderá vir a aceitar a oferta argentina de apoio da Comissão Capacetes Brancos, cujos trabalhos são amplamente reconhecidos”, diz outro trecho do documento.

    Ao todo, 24 pessoas morreram em decorrência das fortes chuva na Bahia. De acordo com a Superintendência de Proteção e Defesa Civil (Sudec), 91.258 pessoas desabrigadas ou desalojadas e 629.398 pessoas foram afetadas pela chuva. O número de feridos aumentou de 358 pessoas para 434. Nesta quarta, 136 cidades estão sob decreto de situação de emergência.

    Maior acumulado de chuvas em 32 anos

    Foto aérea mostra ruas inundadas após por fortes chuvas em Itajuipe (BA) no sul da Bahia, em 27 de dezembro — Foto: Amanda Perobelli/Reuters

    Itamaraju, no sul do estado, foi o município onde mais choveu no Brasil em dezembro deste ano, com 769,8mm de chuva, segundo dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). Esse número representa mais que o quíntuplo da climatologia deste mês (148,0mm).

    A climatologia da chuva entre setembro e dezembro em Itamaraju é de 499,7mm; em Ilhéus é de 434,4mm; e em Porto Seguro é de 507,7mm. Logo, nesse período, as chuvas nessas regiões estão bem acima da média.

    Segundo o meteorologista do Inema, Mauro Bernasconi, o acumulado de chuvas tem relação com a formação de “corredores de umidade constantes”, que vêm da Amazônia, atualmente pela Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), que é uma faixa de nuvens que se estende do sul da região amazônica até a área central do Atlântico Sul.

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