Governo de SP muda regras para transição de fases do plano estadual e facilita reabertura de atividades | São Paulo

    0
    46

    Lima & Santana Propaganda, sua agência de publicidade e propaganda em Santos

    .

    O governo de São Paulo alterou alguns critérios que determinam a transição de fases no Plano São Paulo, medida estabelecida pela gestão estadual para determinar a flexibilização da quarentena e, com isso, liberar mais atividades.

    Entre as mudanças estão: a alteração da taxa máxima de ocupação de leitos de UTI necessária para que cidades avancem para a fase verde de 60% para um valor entre 70 e 75%; a impossibilidade de regiões avançarem ou regredirem de fase por ponto percentual; e óbitos e internações para cada 100 mil habitantes passaram a ser considerados como critério de classificação das regiões.

    “Termos melhores critérios de estabilidade através da inclusão de margens de segurança, ou seja, por um ponto decimal a gente não vai avançar para uma fase nova, nem regredir da fase onde se encontra para exatamente trazer essa estabilidade. Isso vai estar bem descrito nas tabelas que vão ser publicadas na atualização do decreto do plano São Paulo”, disse a secretária de desenvolvimento econômico Patrícia Ellen.

    Governo de São Paulo anuncia ajustes nos critérios de classificação do plano São Paulo. — Foto: Divulgação/Governo do estado

    Outro critério alterado foi a taxa máxima de ocupação de leitos de UTI necessária para que as cidades avancem de fase. Anteriormente, era necessário que do total de leitos disponíveis para o tratamento da Covid-19 na região, no máximo, 60% dos leitos estivessem ocupados para que a região mudasse da fase verde para a amarela, agora o percentual é de 75%.

    No entanto, de acordo com Patrícia Ellen, o aumento do percentual não significa que menos leitos estarão disponíveis para a população. Segundo, a secretária, houve um aumento no número de equipamentos desde o início da pandemia os quais passaram de 3.600 para 9 mil leitos, entre públicos e privados, sendo que 8.100 são somente de gestão direta do estado.

    “O limite era 60%, com 60% eu queria dizer que 40% da capacidade estava disponível, 40%, de 3.600 leitos, que foi quando nós iniciamos queria dizer que nós precisávamos ter pelo menos 1.440 leitos disponíveis para ter segurança da gestão da pandemia no estado. Agora, com os 25%, lembrando que a gente mais que dobrou a quantidade de leitos, nós estamos dizendo que mesmo com 25%, a gente reduz de 40 para 25, mas a gente garanti que vai ter pelo menos 2.275 leitos sempre disponíveis livres, porque mudou o nosso cenário com a ampliação dos leitos por habitantes e as pessoas precisam ser atendidas”, disse a secretária.

    Internações por 100 mil habitantes

    A secretária disse ainda que o estado passará a considerar como um dos critérios para a transição da fase amarela para verde a quantidade de internações a cada 100 mil habitantes.

    “O terceiro ponto é a atualização na régua, principalmente, na transição da fase amarela para a fase verde. Outros países e estados estão em uma etapa mais avançada da pandemia que nos permitiu aprender que alguns critérios mínimos de números absolutos internações a cada 100 mil habitantes, óbitos a cada 100 mil habitantes precisam ser adicionados nessa transição para a fase verde e também algumas regras adicionais de estabilidade também precisam ser incluídas e é o que fizemos”, disse Patrícia.

    A secretária afirmou ainda que nenhuma região passará da fase amarela para a fase verde se tiver mais de 40 internações a cada 100 mil habitantes e 5 óbitos a cada 100 mil habitantes.

    “Nenhuma região vai transacionar para verde se não alcançar menos do que 40 internações a cada 100 mil habitantes , 5 óbitos a cada 100 mil habitantes. Então, além da redução é necessário também alcançar esses números absolutos para mostrar que de fato a gente está entrando em uma fase mais segura da pandemia”, disse Patrícia.

    Anteriormente, os cinco critérios utilizados para basear a classificação das Divisões Regionais de Saúde são: ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTIs); total de leitos por 100 mil habitantes; variação de novas internações, em comparação com a semana anterior; variação de novos casos confirmados, em comparação com a semana anterior; variação de novos óbitos confirmados, em comparação com a semana anterior.

    Por fim, o último critério adicionado é que a região não poderá passar para a fase verde se não permanecer ao menos 4 semanas na fase amarela.

    “O último ponto que foi adicionado de estabilidade é que uma região não pode transicionar para o verde sem ficar, pelo menos quatro semanas na fase amarela, para que essa transição garanta essa estabilidade para que a gente tenha um controle responsável da pandemia”., disse.

    Atendimentos de outras comorbidades

    Em entrevista concedida nesta segunda-feira (27), João Gabbardo, coordenador-executivo do comitê de saúde estadual, disse que a medida foi solicitada pela equipe técnica em função dos custos e da demanda de leitos para outras comorbidades. Entretanto, ele não revelou quais serão os novos índices.

    “A capital de São Paulo está trabalhando hoje com um pouco mais de 64% de ocupação. Temos aí mais de 30% dos leitos ociosos. O que acontece: A tendência de São Paulo é de redução do número de leitos porque tem reduzido o número de casos, tem reduzindo o número de internações, e esses leitos ficarem ociosos, tem a questão do custo, mas tem uma outra coisa que é mais importante que o custo, existem as necessidades das pessoas por outras situações que não são Covid. As pessoas continuam tendo infarto, Acidente Vascular Cerebral (AVC), acidentes automobilísticos, e todas essas demandas precisam de atendimento de UTI e esses leitos estavam sendo priorizados para Covid”, disse o coordenador em entrevista à GloboNews na manhã desta segunda (27).

    Gabbardo afirmou ainda que o comitê vê redução do número de internações por coronavírus e solicitou a alteração.

    “Neste momento, com essa redução da necessidade, há possibilidade de que nós tenhamos uma disponibilidade um pouco maior para o atendimento das outras situações que também são necessárias. Essa é a solicitação, é isso que o Centro de Contingência avaliou, e o governador deve anunciar nos próximos dias, talvez anuncie ainda hoje, alguma modificação em relação a essa necessidade do cumprimento da disponibilidade de leitos de UTI.”

    Para começar a reabertura gradual do estado em 1º de junho, o governo dividiu o território de acordo com as 17 Divisões Regionais de Saúde (DRS). A Grande São Paulo ainda foi subdividida em microrregiões. A flexibilização da quarentena é feita de modo diferente em cada uma dessas regiões.

    Esses critérios definem em qual das cinco fases de permissão de reabertura a região se encontra:

    • Fase 1 – Vermelha: Alerta máximo
    • Fase 2 – Laranja: Controle
    • Fase 3 – Amarela: Flexibilização
    • Fase 4 – Verde: Abertura parcial
    • Fase 5 – Azul: Normal controlado

    Nesta sexta-feira (24) o governo de São Paulo anunciou a flexibilização da quarentena nas regiões de Campinas, Araçatuba e Araraquara, no interior do estado. A situação das regiões no Plano São Paulo, que regulamenta a reabertura gradual das atividades econômicas, foi atualizada: Campinas e Araçatuba avançaram da fase vermelha – a mais restrita, em que apenas atividades essenciais estão liberadas – para a fase laranja. Já a região de Araraquara passou da fase laranja para a amarela. Nenhuma região do estado retrocedeu.

    O governador João Doria determinou ainda a renovação da quarentena a partir da próxima segunda-feira (27). A nova quarentena será a oitava desde o início da pandemia e vai até o dia 10 de agosto.

    Neste domingo (26), o estado de São Paulo registrou 4.501 novos casos confirmados de Covid-19, elevando o total para 483.982 confirmações desde o início da pandemia.

    A média móvel de novos casos, que considera os registros diários dos últimos 7 dias, voltou a indicar tendência de alta neste sábado (25).

    Trata-se da primeira vez em que os casos estão em alta no estado desde 6 de julho, com aumento de 33% neste domingo na comparação com 14 dias atrás. Já a média móvel de mortes por dia está em estabilidade, com variação de +5,9% em relação a duas semanas atrás (leia mais sobre a média móvel abaixo).

    Ainda segundo o governo do estado, também foram registradas neste domingo 89 novas mortes por Covid-19, elevando o total no estado de SP para 21.606 óbitos.

    Sobre tais dados, Gabbardo afirmou que São Paulo está aumentando a testagem e que a tendência de aumento dos casos pode ser tanto reflexo da interiorização da doença como resultado de um aumento real da pandemia em todo o estado.

    Ele também defendeu que a elevação foi provocada por ‘questões técnicas’ na contabilização dos casos. “Isso aconteceu no Brasil inteiro em decorrência dessa demanda reprimida que tivemos por um período”.



    Fonte



    Outros sites desenvolvidos pela Lima & Santana Propaganda


    Lima & Santana Propaganda