Governo Federal leiloa áreas de dois clubes santistas | Santos e Região

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    O Ministério da Economia publicou no Diário Oficial da União o leilão de duas áreas na cidade de Santos, litoral de São Paulo. O pregão está marcado para às 15h do dia 5 de agosto. Ambos os terrenos ficam no bairro do Marapé e são ocupados por dois clubes tradicionais: a Associação Atlética Portuguesa (conhecida como Portuguesa Santista) e a Associação Atlética dos Portuários de Santos.

    Segundo o edital, dois terrenos serão leiloados. O maior deles, de 93.168,58 m², compreende a área onde atualmente ficam o ginásio, as quadras esportivas, a piscina e os estacionamentos do clube Portuários (totalizando 73.970,63m²) e a piscina e algumas áreas sociais e de estacionamento da Portuguesa Santista (19.197,75m²). O preço mínimo para este terreno é de R$ 30.442.394,00.

    Terreno onde fica localizada a Portuguesa Santista, em Santos — Foto: Rodrigo Nardelli/G1

    O terreno menor, de 3.072m², fica exatamente ao lado do estádio Ulrico Mursa, quase na esquina da Avenida Pinheiro Machado com a Rua Joaquim Távora. O valor mínimo que o Governo Federal pede pela área é de R$ 11.208.837,12.

    Os interessados tem até às 14h59 do dia 5 de agosto para encaminhar as propostas. O vencedor será aquele que oferecer a mais vantajosa para o Governo Federal. No mesmo edital, porém, há algumas ressalvas. Os clubes travam uma disputa judicial com a União pela ocupação do maior terreno e o vencedor do leilão também ficará responsável pelas pendências jurídicas da área.

    Terreno do Clube Portuários, em Santos, será leiloado — Foto: Rodrigo Nardelli/G1

    Os dois terrenos pertencem a União e eram administrados pela Companhia Docas de Santos, atual Santos Port Authority. Na década de 70, a Companhia Docas autorizou os clubes a utilizarem as áreas. A sede do Clube Portuários foi transferida do bairro do Macuco para o do Marapé (atual sede). Na mesma época, a Portuguesa Santista, que já tinha recebido de doação o terreno onde foi construído o estádio Ulrico Mursa, também conseguiu permissão para ampliar o espaço do clube.

    Com o passar dos anos, o terreno que era administrado pela antiga Companhia Docas passou a ser gerido pelo Governo Federal, que iniciou as ações de reintegração de posse por parte da União.

    Terreno localizado no bairro do Marapé e que abriga a Associação Atlética Portuguesa em Santos — Foto: Rodrigo Nardelli/G1

    Para os presidentes dos dois clubes, o leilão das áreas não é visto como um problema. Ambos os clubes possuem áreas próprias vizinhas aos terrenos que serão leiloados.

    “Na atual situação fica difícil de investir por causa da briga judicial com a União. Mas, se a questão for resolvida, pode-se encontrar um parceiro, um investidor que realize um bom empreendimento e agregue valor ao clube”, disse Carlos Ribeiro, presidente da Portuguesa Santista.

    O presidente da Associação Atlética dos Portuários, Márcio de Carvalho Felipe, pensa da mesma forma. “No caso do Portuários, a briga na Justiça ainda está em primeira instância, começou em 2017. Então, na pior das hipóteses, podemos ter tempo para soluções”.

    Associação Atlética dos Portuários de Santos, no litoral de São Paulo — Foto: Rodrigo Nardelli/G1

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