Guarujá é a 4ª cidade da Baixada Santista a confirmar casos de sarampo; região tem 24 casos | Mais Saúde

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    Guarujá, no litoral de São Paulo, é a quarta cidade da Baixada Santista a confirmar casos de sarampo. A secretaria de Saúde do município informou, na terça-feira (20), que dois casos foram registrados. Com isso, a região já tem 24 casos confirmados da doença.

    Os pacientes que tiveram os exames confirmados para sarampo pelo Instituto Adolfo Lutz foram uma professora, de 38 anos, que trabalha em Cubatão, e uma criança de 11 meses. Ambas são moradoras do bairro Morrinhos e apresentaram os primeiros sintomas no fim de julho.

    O bairro já recebeu a ação de bloqueio e regiões próximas também tiveram aplicação de doses. Conforme levantamento feito na última semana, Guarujá possui 16 casos suspeitos de sarampo que aguardam confirmação. A Secretaria monitora e realiza ações de bloqueio nas áreas que apresentam estes casos suspeitos também.

    Com a confirmação dos casos, a vacinação de rotina, que já acontece nas unidades, sofreu alteração. Desde a última segunda-feira (19), já estão sendo vacinadas pessoas a partir dos 6 meses (conforme nova recomendação do Ministério Saúde. Veja abaixo) e também já estão sendo vacinadas pessoas a partir dos 6 meses até 59 anos, sendo que na faixa etária de 6 meses a 29 anos são necessárias duas doses (com intervalo de 30 dias entre as doses).

    Já para quem tem de 30 a 59 anos, a recomendação da Prefeitura é a dose única. Quem já tomou as duas doses ou já teve a doença não pode tomar vacina. Vale lembrar que a dose é somente para aquelas pessoas que não estão em dia ou que não apresentem comprovação das doses.

    Além de Guarujá, Santos, Praia Grande e Peruíbe também têm casos confirmados da doença. Em Santos são cinco casos confirmados em moradores da cidade e 15 suspeitos. Além desses, três casos confirmados são moradores de São Paulo que têm família no município.

    Em Praia Grande são 20 casos suspeitos e oito confirmados; já Peruíbe contabiliza nove casos confirmados e 12 suspeitos.

    Em São Vicente, 15 casos suspeitos; Mongaguá tem três suspeitas; Bertioga, um caso suspeito da doença; Itanhaém tem sete suspeitos e Cubatão não tem registros.

    O Ministério da Saúde divulgou uma nova recomendação nesta terça-feira (20): todas as crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias devem receber uma dose adicional, a chamada “dose zero”. A recomendação vale para todo o país, e deve alcançar 1,4 milhão de crianças. O ministério ressalta que essa dose não substitui ou elimina a necessidade de tomar as demais que integram o calendário nacional de vacinação: com 1 ano e 1 ano e 3 meses.

    Antes, o reforço era indicado somente para aquelas que fossem viajar para municípios com surto da doença no país. De acordo com o ministério, o grupo formado pelas crianças menores de 1 ano é o mais afetado pela doença.

    Na região, Santos, Praia Grande e Peruíbe já vacinam os bebês pois as cidades foram as primeiras a serem inclusas na lista de vacinação ampliada contra o sarampo por conta dos casos confirmados.

    A prefeitura de São Vicente informou que ainda não recebeu informativo oficial sobre a nova medida e que, no momento, não há estoque para atender a nova demanda. A Secretaria de Saúde aguarda as orientações da Divisão de Imunização do Estado de São Paulo.

    Mongaguá também informou que ainda não foi notificada sobre a nova recomendação.

    Guarujá informou que dispõe de um estoque de pouco mais de 1.400 doses, para atender somente a demanda dentro do público-alvo, e já pediu mais 2.500 doses para a vacinação de rotina, em virtude da redução da faixa etária. A expectativa é que Guarujá receba mais doses, e principalmente, que o abastecimento seja normalizado o quanto antes pelo Governo Federal.

    O sarampo é uma doença altamente contagiosa, transmitida por um vírus ao tossir, espirrar, falar ou respirar.

    Os sintomas são febre tosse, irritação nos olhos e manchas vermelhas na pele. O sarampo pode causar pneumonia, infecção no ouvido e encefalite aguda. A cada mil crianças doentes, até três podem morrer de complicações.

    Em nota, o Instituto Adolfo Lutz informou que foi montada uma força-tarefa para atender à demanda por exames de sarampo.



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