Hidrolipo: entenda o que é e qual é a diferença para a lipoaspiração | Saúde

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A diarista Maria Jandimar Rodrigues, de 39 anos, morreu após realizar uma hidrolipo, procedimento estético para perda de gordura, em um shopping do Rio. Mas, afinal, como é feita cirurgia? Quais são os riscos?

Nesta reportagem, entenda:

  1. Como reduzir os riscos do procedimento?
  2. O que é hidrolipo?
  3. Qual a diferença de uma lipoaspiração para uma hidrolipo?
  4. Quais os prós e os contras de o procedimento ser realizado com anestesia local?
  5. Quais os riscos de realizar esse procedimento em uma clínica, e não em hospital?

A hidrolipo, também chamada de lipoaspiração tumescente, é o nome dado a uma lipoaspiração realizada com anestesia local, ou seja, a paciente fica acordada durante todo o procedimento.

A cirurgia leva o prefixo “hidro” no nome porque o médico injeta uma solução de anestésico, soro fisiológico e adrenalina com o intuito de diminuir os vasos capilares e reduzir a perda de sangue.

“Conceituou-se que a hidrolipo seria essa lipoaspiração, injetando anestésico, soro fisiológico e adrenalina feita com anestesia local, no consultório médico e com o paciente acordado”, explica Wendell Uguetto, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e membro do corpo clínico do Hospital Albert Einstein.

Vídeo mostra vítima de hidrolipo sendo operada sem anestesia

2. Qual a diferença de uma lipoaspiração para uma hidrolipo?

A hidrolipo é uma alternativa à lipoaspiração convencional para as pessoas que desejam remover áreas de gordura de pontos específicos do corpo.

“Como eu tenho uma restrição de anestésico, eu consigo fazer [o procedimento] em poucas áreas. É uma cirurgia que pode ser um pouco desconfortável para o paciente. Já a lipoaspiração convencional, que é feita em ambiente hospitalar, o paciente está dormindo. É totalmente confortável para o paciente e a gente, como cirurgião, consegue retirar muito mais volume”, diz Uguetto.

3. Quais os prós e os contras de o procedimento ser realizado com anestesia local?

A técnica ficou conhecida por ser mais rápida, cômoda e barata do que uma lipoaspiração convencional, mas deve ser utilizada com parcimônia porque pode ser tornar tóxica se administrada em excesso.

“Existe uma coisa chamada de toxicidade pelo anestésico local. [Se utilizado] mais do que uma ou duas ampolas, ele se torna tóxico e o paciente pode ter uma parada cardíaca no próprio consultório médico”, diz Uguetto.

Segundo o cirurgião, em um hospital esse risco é reduzido porque há acompanhamento de um anestesista todo o tempo.

“Quando é feito no centro cirúrgico, não existe um limite porque é dado gota a gota e o fígado vai metabolizando. Nossa anestesista vai administrando e o paciente não tem risco de toxicidade”, explica o cirurgião.

4. Quais os riscos da hidrolipo?

Além do risco de toxicidade por uso de anestésico local, há ainda aqueles comuns em qualquer lipoaspiração: “Os riscos de uma hidrolipo e da lipo são muito semelhantes, como perfuração, trombose, embolia pulmonar e outros“, explica o especialista.

5. Como reduzir os riscos do procedimento?

Para reduzir os riscos do procedimento, Uguetto recomenda que o paciente procure um profissional capacitado, com registro e em um centro de referência, que faça a cirurgia em um ambiente hospitalar e, tão importante quanto, que exija exames pré-operatórios.



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