Homem com câncer raro mostra antes e depois e luta por melhora: ‘Quero minha saúde de volta’ | Mais Saúde

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    Ilson Almeida Pupo, de 45 anos, luta há cinco contra um câncer de pele raro, e busca ajuda para seguir com os tratamentos. Natural de Registro, no interior de São Paulo, ele começou a ter sintomas aos 40 anos, com ardência no corpo, manchas e coceira. Ao procurar tratamento, foi diagnosticado com micose fungoide, um tipo de câncer de pele. Hoje, ele mostra o antes e depois e luta por qualidade de vida.

    “Quem está dando essa força me motiva para seguir em frente. Entreguei nas mãos de Deus, porque o que eu quero é minha saúde de volta”, desabafa Ilson.

    Apesar de natural de Registro, hoje ele reside em Campinas, também no interior paulista. Ilson conta que começou a observar os sintomas ao jogar futebol. O suor fazia com que o corpo ardesse muito, o que não era comum. Em seguida, ele começou a apresentar manchas e coceira. Posteriormente, começaram a surgir protuberâncias, e o corpo começou a minar líquido.

    Ilson relata que, na época, trabalhava na área de logística. Ele buscou hospitais e demorou um pouco para descobrir o câncer. Depois de diversos exames e biópsia, ele começou o tratamento. Mesmo sem cura, o uso de medicações e o acompanhamento médico ajudam a frear o avanço da doença. Ele ainda fez quimioterapia, radioterapia e fototerapia para conter o câncer.

    Ilson começou a sentir os sintomas ao ter ardência na pele enquanto jogava futebol — Foto: Arquivo Pessoal

    Dentre as consequências, a perda do cabelo foi algo que ele cita como um dos momentos de dificuldade. “Caíam tufos quando passava a mão”, relembra. Hoje, após anos do diagnóstico, ele conta que tem altos e baixos na doença, e que precisou passar por diversas internações, quando surgiram alterações nos exames. Ele ainda relata que a mudança na aparência é uma questão que o deixou mal por muito tempo.

    “Muda o humor. Eu me olhava no espelho, e hoje já não olho mais. Choro muito, começo a lembrar do passado. Essa enfermidade mexe comigo. Às vezes, fico estressado, passo a noite e o dia deitado na cama. O ânimo vai embora”, relata.

    A pandemia foi outro fator que preocupou Ilson, que chegou a ter suspeita de Covid-19. O medo fez com que ele se protegesse mais e ficasse sem voltar a Registro, cidade onde os pais e familiares ainda moram. Mesmo longe, eles decidiram começar uma campanha de doação, para ajudar nos custos dos medicamentos.

    Ilson relata que o custo da medicação é alto, e fala que ficou surpreso com a onda de solidariedade que surgiu de antigos conhecidos. Ele, que está internado no Hospital PUC – Campinas, um hospital-escola onde ele faz acompanhamento, diz que ficou comovido com a ajuda, e hoje tem priorizado apenas a saúde. “Só o que quero é ficar bem e ter minha saúde”, finaliza.

    Descamação e manchas começaram a aparecer em todo o corpo de Ilson — Foto: Arquivo Pessoal

    Segundo a dermatologista Maria Cristina Domingues Fernandes, a micose fungoide é um tipo de câncer de pele conhecido como linfoma cutâneo. A doença é rara e costuma atingir pessoas com mais de 50 anos e, em alguns casos, crianças. Ela está entre os linfomas cutâneos, e o diagnóstico pode demorar anos.

    “O diagnóstico para essa doença é demorado, e pode durar anos até o paciente conseguir. É preciso fazer exames e biópsia”, explica a dermatologista. Além do difícil diagnóstico, ela reitera que a doença não tem cura. Dentre os tratamentos que podem estacionar o câncer, Maria Cristina cita a radioterapia, quimioterapia e fototerapia. Além disso, o paciente pode fazer tratamento com medicações receitadas.

    Por ser uma doença rara, que envolve a pele e a parte sanguínea, muitas vezes deve ser tratada por vários especialistas. “O tratamento pode ser feito com um oncologista, um hematologista e um dermatologista, é uma doença que pode ser tratada clinicamente por três especialistas”, esclarece. Apesar do difícil diagnóstico, com o tratamento correto, o câncer pode ser contido e controlado.

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