Hospital Ana Costa anuncia fim do Programa de Residência Médica e profissionais reagem contra decisão | Mais Saúde

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    Após receberem o aviso de que o Programa de Residência Médica do Hospital Ana Costa de Santos, no litoral de São Paulo, seria encerrado, profissionais que fazem parte do programa se posicionaram contra a decisão. De acordo com o grupo, a medida vai afetar o atendimento à população e prejudicar médicos que se especializavam por meio desta oportunidade.

    O programa de residência recebe médicos recém-formados, que se especializam atuando nas unidades de saúde. Os médicos participam de um processo seletivo e, ao passarem, recebem uma bolsa e começam a trabalhar no local sob supervisão de profissionais qualificados em diversas áreas, como ortopedia, ginecologia, entre outras.

    Para uma das residentes que conversou com o g1 nesta quarta-feira (6), e preferiu não se identificar, o programa é positivo para todos os envolvidos, já que ajuda os profissionais recém-formados a se especializarem e qualificarem, presta atendimento à população, aumentando o número de especialistas disponíveis na região, e oferece mão de obra mais barata para o hospital.

    De acordo com a profissional, no dia 23 de setembro, a diretoria do hospital avisou, por meio de uma assembleia com os médicos, que o programa não receberia novos residentes a partir de 2022, devido aos gastos desencadeados pela pandemia de Covid-19. Aqueles que já fazem parte do programa não seriam prejudicados e continuariam trabalhando normalmente.

    A profissional acredita que a medida vai impactar o atendimento à população na região. “Esse é um dos principais hospitais formadores de médicos residentes na Baixada Santista. Quando você faz parte de um programa desses, você acaba sendo obrigado a apresentar uma qualidade boa nos serviços”, conta. Além disso, os profissionais que já atuam na unidade podem ser sobrecarregados com a demanda de pacientes e menos profissionais.

    Outro residente que conversou com o g1 disse que, atualmente, a Baixada Santista conta com cinco faculdades de medicina, sendo duas em Santos, duas em Guarujá e uma em Cubatão. Desta forma, a demanda de recém-formados vem crescendo, sendo importante um programa onde esses estudantes possam se especializar, a fim de oferecer um serviço de qualidade à população.

    O médico ressalta que, com a chegada da pandemia, os residentes foram o principal grupo a se posicionar na linha de frente de enfrentamento ao coronavírus, por isso, seria injusto prejudicar essa classe em um momento em que a pandemia está sendo controlada.

    Ele afirma que a mão de obra de residentes é muito mais barata do que o custo para contratar especialistas terceirizados, e que a medida faria com que a oferta de empregos para esta categoria na região diminuísse. Além disso, o especialista explica que, mesmo com o controle da pandemia, diversos moradores precisam de tratamentos pós-Covid, o que intensifica a busca por especialistas.

    “A mão de obra dos residentes é a mais acessível, e é na residência que os médicos se preparam mesmo para atuar, porque terminamos a faculdade como clínicos gerais, apenas. Eu acho que eles não pensaram nos impactos que isso vai causar na região”, conclui.

    Em nota, a assessoria do Hospital Ana Costa esclareceu que seu programa de residência médica está sendo reestruturado, motivo pelo qual não haverá a entrada de novos residentes no ano de 2022. A medida reflete os impactos provocados nas operações hospitalares em todo o país no último ano, exigindo a mobilização em torno da pandemia. O hospital ressalta que a formação de todos os residentes atuais será concluída, e reforça que a qualidade de atendimento ao paciente continuará sendo conduzida com excelência pelo corpo clínico da unidade.

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