Jornal do Oeste | Otimizar o tempo: almoçar fora é uma opção

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Para alguns fazer as refeições fora de casa é uma forma de economizar. Outros garantem que preferem preparar os alimentos, mas é preciso otimizar o tempo e fica inviável retornar para residência. Para atender os mais diversos públicos os proprietários desses estabelecimentos precisam inovar e ofertar serviços de qualidade, pois a clientela está cada vez mais exigente.

“O bife precisa ser atrativo. Variedade de saladas e diversas opções de comida saudável e aquela mais suculenta”, brinca a administradora Talita Alves. “Tem dias que a gente quer algo mais saudável, mais leve, tipo na segunda-feira. Já na quarta-feira é preciso repor as energias para finalizar a semana de trabalho e isso dá vontade de comer massa e doce”, relata com bom humor.

Segundo o último levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 34% dos brasileiros gastam com alimentação fora do lar, sendo consumido uma média de 25% da sua renda. Uma pesquisa da Fiesp/Ibope, aponta que a preferência dos brasileiros é pelos restaurantes por quilo (27%), seguido pelas lanchonetes ou redes de fast food (19%).

“Minha família está nesses 27% que preferem restaurante por quilo. Vejo a viabilidade econômica, pois assim colocamos no prato de fato o que iremos comer, pagando apenas pelo consumo, evitamos desperdício de alimento e temos opções de escolhas, pois quando o estabelecimento oferta somente pratos prontos ficamos restritos a esse cardápio”, declara Talita.

Para a administradora, fica inviável retornar para casa, preparar o almoço e voltar ao trabalho no período de uma hora. Ela conta que a família já fez os cálculos e o gasto com combustível inviabilizou a ideia, por isso, de segunda a sexta, o marido e ela almoçam em restaurantes.

A média de consumo da refeição de cada um fica entre R$ 15 a R$ 20, com a bebida inclusa. Esse gasto mensal impacta nas compras do supermercado, pois dessa forma, eles preparam apenas o jantar. “É claro que se gasto fosse revertido em compras iria render mais refeições, contudo contabilizamos os outros gastos como combustível, gás e energia elétrica, mas o que pesa de fato é tempo. Não vivemos em nosso município condições de engarrafamento no trânsito, mas residir longe do local de trabalho interfere muito”.

 

ECONOMIA? – “Cada família precisa avaliar os custos e os benefícios em fazer as refeições em casa ou em um restaurante. Observamos que os proprietários desses segmentos têm ‘segurado’ ao máximo os preços e deixam para repassar aos clientes os reajustes, somente, quando já não conseguem mais arcar com eles”, pontua a economista Kelen Camargo.

Enquanto os restaurantes conseguem manter os preços, a economista destaca que o tempo é a principal justificava que leva as pessoas a comerem fora de casa. Outro ponto citado por ela é a estrutura familiar. Ela comenta que diante de uma sociedade em muitos casais optam não ter filhos, eles preferem investir na alimentação fora de casa por ser mais prático.

“As pessoas que gostam e já estão condicionadas a fazerem as refeições fora de casa, podem até reduzir a quantidade de vezes que vão a um restaurante ou trocar por uma opção mais barata, contudo, elas dificilmente deixam de consumir. Esse hábito faz com que o setor tenha faturamento constante”, avalia a economista.

 

QUALIDADE – A gerente de um estabelecimento do setor Mariana Julis afirma que para manter os atendimentos é preciso ‘jogo de cintura’. “Durante o ano vivemos diversas oscilações. Como exemplo, cito o setor de hortifruti que enfrenta condições climáticas como clima seco, muito chuvoso, geada e tudo isso gera impacto na produção e consequente no valor final do produto para nós. Quando possível substituímos os alimentos e evitamos repassar os valores elevados aos consumidores”.

Outra preocupação da gerente é atender as necessidades da demanda. Ela comenta que o trabalho de elaboração do cardápio é fundamental para ofertar opções nutritivas e variadas. “Sabemos que o almoço é a refeição menos praticada no ambiente doméstico, com base nisso, nosso objetivo é propiciar um ambiente aconchegante, com alimentos frescos, saudáveis e saborosos, para atender os mais variados paladares e fazer com que o almoçar fora de casa seja algo prazeroso”, finaliza.



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