Julgamento de ex-PM que matou policial na frente do filho no Piauí é adiado após advogado marcar cirurgia plástica | Piauí

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O Tribunal de Justiça do Piauí adiou o julgamento do ex-policial militar Francisco Ribeiro dos Santos Filho, acusado de matar a tiros o cabo Samuel de Sousa Borges na frente do filho, em fevereiro de 2019. A sessão estava marcada para próxima quarta-feira (27), mas foi suspensa a pedido do advogado que marcou uma cirurgia gastroplastia redutora e estará impossibilitado de comparecer na data.

Ainda não há previsão para um novo julgamento. No despacho, o juiz de direito da 1ª Vara do Tribunal Popular do Júri, Antônio Reis de Jesus Nollêto, quando da realização da sessão, caso o advogado não possa atuar na causa, deixou consignado que um dos defensores integrantes do Núcleo do Júri da Defensoria Pública do Estado do Piauí patrocine a defesa do denunciado.

Francisco também é acusado três homicídios em Teresina. Ele estava preso em um presídio militar, em São Luís, porém ele foi expulso da corporação e não tem mais o direito ao recolhimento dado aos oficiais. O ex-PM foi transferido para um presídio no Piauí.

Morte do policial do Piauí

Policiais discutem durante abordagem e antes de homicídio — Foto: Reprodução

O cabo Samuel de Sousa Borges, do Batalhão de Rondas Ostensivas de Natureza Especial (BPRone), foi morto a tiros na frente do filho, próximo a uma escola na Zona Leste de Teresina, após uma discussão com o acusado.

A própria vítima gravou um vídeo (veja abaixo) no momento que aborda Francisco e em que é atingido por três disparos. De acordo com a Polícia Civil, Francisco Ribeiro estaria em atitude suspeita, em uma moto sem placa e portando duas armas.

Vídeo gravado por PM assassinado em 2019 é divulgado pela polícia

Francisco foi indiciado por homicídio qualificado por motivo fútil pela morte do cabo Samuel, de acordo com o inquérito do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP). Ele chegou a ser preso, mas foi solto em outubro de 2019 e será julgado no Tribunal do Júri, ainda sem data prevista.

Delegado Francisco Costa, o Barêtta, coordenador do DHPP — Foto: Lucas Marreiros / G1

De acordo com a investigação, Francisco Ribeiro cometeu o primeiro homicídio em 16 de agosto de 2018. Felipe da Silva Araújo, de 30 anos, foi assassinado com três tiros após ter sido perseguido. “O acusado nega a autoria desse crime, diz que sua arma tinha sido roubada, mas não registrou queixa”, afirmou o coordenador do DHPP, delegado Francisco Costa, o Barêtta.

O policial militar maranhense também é acusado de matar Pedro Henrique de Sousa Florêncio, de 20 anos e Diego Armando Alves do Nascimento, de 16 anos, no dia 6 de dezembro de 2018. Ao DHPP, Francisco Ribeiro Filho disse que matou as vítimas porque elas tentaram roubar sua moto.

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