Julgamento de impeachment do prefeito Válter Suman acontece há mais de 12 horas em Guarujá, SP | Santos e Região

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    A Câmara de Guarujá, no litoral de São Paulo, está há mais de 12 horas julgando o pedido de impeachment contra o prefeito Válter Suman (PSDB). A sessão de julgamento no plenário começou pouco antes das 20h de quarta-feira (15). A previsão é que a decisão ocorra ainda nesta quinta-feira (16).

    A sessão foi aberta ao público, com 50% das galerias liberadas para os moradores. Os visitantes devem respeitar todos os protocolos sanitários, sendo obrigatório o uso de máscara e distanciamento social. No início da sessão, houve uma pequena manifestação da população no plenário, tanto a favor do impeachment como contra.

    Segundo apurado pelo g1, desde o início da sessão acontece a leitura do processo, que foi elaborado em um período de dois meses e tem mais de 1,8 mil páginas. O julgamento não foi pausado durante a madrugada e os vereadores fizeram a leitura dos três primeiros volumes do relatório.

    Por volta das 8h da manhã desta quinta, os vereadores avançavam a leitura do quarto e penúltimo volume. Segundo a assessoria de imprensa da Câmara, são cerca de 500 páginas. Na sequência, será realizada a leitura do quinto e último volume do relatório e cada um dos 17 vereadores poderá falar durante 15 minutos cada.

    Depois disso, o advogado do prefeito Válter Suman tem 2 horas para apresentar a defesa e, depois, os vereadores irão votar se são favoráveis ou contrários ao impeachment. Segundo apurado pelo g1, são necessários 12 votos para decidir a favor ou contra o afastamento do chefe do Executivo.

    Após a votação, o presidente José Nilton Lima de Oliveira, o ‘Doidão’ (PSB), proclamará o resultado, determinando que seja lavrado em ata e expedindo o necessário.

    Vereadores de Guarujá estão há mais de 12 horas lendo processo em sessão de julgamento de impeachment do prefeito Válter Suman. — Foto: Nina Barbosa/g1

    A Comissão Processante criada para analisar o processo de impeachment do prefeito Válter Suman concluiu o relatório final na última semana. Poucos dias antes, em 3 de dezembro, Suman protocolou sua defesa na Câmara Municipal. Ele foi apontado como suposto líder de uma organização criminosa que desviou verba pública da Saúde, segundo investigação da Polícia Federal.

    A Comissão Processante foi instaurada após uma denúncia formulada pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT), por intermédio do presidente, José Manoel Ferreira Gonçalves, que pedia pela apuração de eventuais irregularidades relacionadas a contratos firmados entre empresas privadas e a prefeitura na área da Saúde.

    A comissão é formada pelos vereadores Fernando Martins dos Santos (MDB), Juninho Eroso (PP) e Sirana Bosonkian (PTB).

    Em 11 de novembro, Suman explicou a origem de bens e dinheiro em depoimento à Comissão Processante. O prefeito respondeu a questões elaboradas pelos vereadores, e o depoimento dele durou cerca de uma hora.

    Antes disso, foram ouvidos três depoentes. José Manoel Ferreira Gonçalves, presidente do diretório municipal do Partido Democrático Trabalhista (PDT) e autor da denúncia, compareceu à comissão no dia 3 de novembro.

    Marcelo Nicolau, ex-secretário de Educação, foi o primeiro a depor na Comissão nesta segunda (8) — Foto: Abner Reis/g1

    Em 8 de novembro, dois ex-secretários prestaram esclarecimentos aos vereadores. Marcelo Feliciano Nicolau, ex-secretário de Educação, foi apontado como beneficiário de vantagens indevidas e chegou a ser preso pela PF junto com o prefeito.

    Em seguida, Rogério Rudge depôs. Ele é ex-secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Portuário e foi apontado como operador financeiro do prefeito Válter Suman. Ele teria ajudado o prefeito a ocultar o patrimônio ilícito.

    A Comissão Processante esteve reunida na última sexta-feira (10) para leitura e ciência do parecer emitido pelo relator, o vereador Edmar Lima dos Santos (PP). Após deliberações entre os membros, a Comissão Processante protocolou junto à presidência da Câmara de Guarujá, na segunda-feira (13), o relatório final que está sendo lido na sessão de julgamento.

    O prefeito de Guarujá, Válter Suman, e o secretário de Educação, Marcelo Nicolau, foram presos pela Polícia Federal em 15 de setembro. A residência de Suman foi alvo de um dos mandados de busca e apreensão da ‘Operação Nácar’, que apura um esquema de desvio de dinheiro na rede pública de Saúde. Após depoimento na Delegacia da Polícia Federal de Santos, ambos foram levados ao Centro de Detenção Provisória (CDP) de São Vicente.

    Em 16 de setembro, os políticos passaram por audiência de custódia e permaneceram presos. No dia seguinte à prisão, a vice-prefeita da cidade, Adriana Machado (PSD), assumiu o cargo à frente da administração municipal.

    Prefeito de Guarujá, Válter Suman, foi preso durante operação da Polícia Federal nesta quarta-feira (15) — Foto: Matheus Tagé/Jornal A Tribuna

    Na noite de 17 de setembro, a Justiça Federal concedeu a liberdade provisória a Válter Suman e Marcelo Nicolau.

    A decisão afirmou que a privação de liberdade é excessiva e que ambos foram soltos por não apresentarem risco de fuga. No dia seguinte, eles saíram do presídio.

    Prefeito de Guarujá, Válter Suman, foi solto após Justiça Federal conceder liberdade provisória — Foto: Alexsander Ferraz/Jornal A Tribuna

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