Justiça determina que Governo de SP indenize viúva de carcereiro morto a tiro em R$ 200 mil | Santos e Região

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    Após cinco anos da morte do marido que atuava na Polícia Civil, uma viúva de Santos, no litoral paulista, conseguiu a determinação da Justiça para receber indenização de R$200 mil. O caso aconteceu em 2015, quando o carcereiro Claudio Roberto Delarcos Fleury foi morto com um tiro ao tentar impedir um assalto em uma padaria no bairro Campo Grande.

    Em entrevista ao G1 nesta quarta-feira (28), o advogado que representa a viúva, Felipe Pires de Campos, explicou que eles conseguiram a indenização em primeira instância. O Estado recorreu, mas o Tribunal de Justiça manteve a decisão e os valores pedidos. Além dos R$200 mil, foi determinado que a pensão à esposa seja paga com base nos valores da promoção que o policial recebeu.

    Claudio foi assassinado em outubro de 2015, ao tentar impedir um assalto na padaria em um dia que estava de folga. Na época, dois homens foram presos pelo latrocínio do profissional que atuava na Polícia Civil. A viúva ficou sozinha para cuidar dos dois filhos, que hoje tem 12 e 19 anos, e não recebeu nenhum indenização.

    “Em 2019 ela me procurou desesperada, porque administrativamente ela não havia conseguido obter êxito no recebimento desse valor”, explica. O advogado passou, então, a buscar o direito judicialmente. Ele alega que, pela lei estadual, os familiares de um policial que morreu por conta da função, devem receber indenização no valor de R$200 mil.

    “Em primeiro grau obtemos êxito para mostrar que ele morreu por ser policial mesmo estando de folga. ele obviamente foi morto naquela padaria porque os bandidos naquela oportunidade descobriram que ele era policial, até porque ele estava armado”, explicou o advogado. De acordo com ele, a decisão é positiva para a viúva, que passou anos sem este recurso e cuidando sozinha dos dois filhos.

    “Ela estava precisando disso, porque ficou com dois filhos menores de idade e ainda lidou com a perda do marido, o que não foi nada fácil”, explica. A decisão do Tribunal de Justiça foi publicada na última semana, após completar dois anos do crime que vitimou o marido.

    O Estado, pela Procuradoria Geral, alegou à Justiça de que não havia relação entre o crime com a função policial da vítima, alegando que ele não se identificou. O G1 questionou o Estado se eles entrariam com recurso, e em nota a Procuradoria afirmou que “a referida ação está sob análise”.

    Carcereiro da Polícia Civil deixou dois filhos menores de idade — Foto: Reprodução



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