Justiça nega pedido de prisão temporária de suspeito de matar companheira a facadas em Juiz de Fora | Zona da Mata

    0
    67

    Lima & Santana Propaganda, sua agência de publicidade e propaganda em Santos

    .

    O Tribunal do Júri de Juiz de Fora negou o pedido de prisão temporária do vigilante, de 38 anos, suspeito de matar a companheira, de 37 anos, em Juiz de Fora. O crime ocorreu no dia 11 de junho no Bairro Marumbi. A solicitação foi feita pela Delegacia Especializada de Homicídios da Polícia Civil.

    Segundo a corporação, o filho da mulher, um adolescente, de 15 anos, testemunhou o crime. Ela chegou a ser encaminhada ao Hospital Doutor Mozart Geraldo Teixeira (HPS), mas não resistiu aos ferimentos e morreu na unidade hospitalar.

    Já o suspeito fugiu para uma área de matagal na cidade, onde ficou escondido por quatro dias até ser encontrado, nesta segunda-feira (15). Durante o depoimento, o homem confessou o crime, de acordo com o delegado, Rodrigo Rolli.

    Após prestar esclarecimentos, a autoridade policial informou ao G1 que o suspeito foi liberado porque não havia manifestação do Poder Judiciário, até por volta das 19h da segunda-feira quanto ao mandado de prisão temporária solicitado. Além disso, ele não estava mais em situação de flagrante.

    Na decisão, assinada pelo juiz Paulo Tristão, nesta terça-feira (16), ele cita que caberá prisão temporária quando for:

    “I – quando imprescindível para as investigações do inquérito policial; II – quando o indiciado não tiver residência fixa ou não fornecer elementos necessários ao esclarecimento de sua identidade; III – quando houver fundadas razões, de acordo com qualquer prova admitida na legislação penal, de autoria ou participação do indiciado nos seguintes crimes: a) homicídio doloso…”.

    Durante o documento, o magistrado ressalta que “embora tenha confessado ter assassinado a vítima, não foi preso em flagrante e se apresentou à autoridade policial, que por sua vez, não informou em qual das três hipóteses acima transcritas está fundando o pedido”.

    O juiz termina informando que o pedido “poderá ser reapreciado se demonstradas as hipóteses legais da prisão temporária ou mesmo da preventiva”.

    Ainda segundo o texto, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) se manifestou favoravelmente ao pedido de prisão temporária expedido pela Polícia Civil.

    Conforme o delegado Rodrigo Rolli, as investigações continuam e o filho da vítima deve ser ouvido nos próximos dias.



    Fonte