Luz Saúde disponibiliza 138 camas para tratar doentes do SNS

0
12

Lima & Santana Propaganda, sua agência de publicidade e propaganda em Santos

.

A Luz Saúde, um dos maiores prestadores privados de cuidados de saúde, reorganizou a sua atividade para colocar à disposição dos hospitais públicos 138 camas, das quais 30 são destinadas a doentes com covid-19.

“Na sequência de contactos formais ocorridos nos últimos dias com responsáveis das Administrações Regionais de Saúde (ARS) do Norte, Centro e Lisboa e Vale do Tejo (LVT), bem como diretamente com alguns hospitais de referência do Serviço Nacional de Saúde (SNS), o Grupo Luz Saúde, no conjunto nacional das suas unidades, disponibilizou-se para alocar um total de 138 camas para tratamento de doentes não covid e covid, naquilo que considera ser uma oferta de serviços de saúde robusta, diversificada e completa, incluindo situações de maior complexidade quer médica, quer cirúrgica”, indica ao Expresso a empresa do universo Fidelidade.

Esta capacidade está comprometida com o Ministério da Saúde através da celebração de protocolos, alguns já assinados e outros em vias de serem fechados. “Com esta disponibilidade e perante a situação de emergência nacional que se vive, reiteramos o nosso empenho em ser parte ativa no esforço coletivo que a atual crise sanitária a todos exige”, sublinha ao Expresso Isabel Vaz, presidente executiva da Luz Saúde. E acrescenta que o grupo mantém “o firme propósito, manifestado desde a primeira hora, de colaborar com as autoridades de saúde, quer através de uma atuação assistencial direta, quer na procura de soluções para controlar a propagação da covid-19 em Portugal”.

Camas a norte, no centro e em Lisboa e Vale do Tejo

A Norte, através dos hospitais de Póvoa de Varzim, Guimarães e Vila Real, foram libertadas 15 camas de internamento para doentes com patologia médica em fase aguda, não covid. “Em particular com o Hospital de São João no Porto, foi estabelecido um acordo com o Hospital da Luz Arrábida para transferir 26 doentes a necessitar de cirurgias complexas, nomeadamente oncológicas e do foro vascular arterial, com probabilidade de virem a necessitar de cuidados intensivos pós-operatórios, o que representa uma disponibilidade de cerca de dez camas, das quais cinco de cuidados intensivos e intermédios. Este acordo vigorará até 31 de dezembro, podendo prolongar-se para 2021 consoante as necessidades que vierem a ser solicitadas pelo Hospital de São João”, informa a Luz Saúde.

Além de auxiliar a atividade cirúrgica complexa do Hospital de São João, a rede Hospital da Luz “mantém-se disponível para responder às necessidades do SNS ao nível da atividade cirúrgica programada de doentes não covid, nomeadamente no âmbito do programa SIGIC [de combate às listas de espera dos inscritos para cirurgia], para o qual disponibiliza atualmente 34 camas”. A este respeito, a Luz Saúde informa que, de maio a setembro, as respetivas unidades operaram mais de 3200 doentes, numa média de 640 doentes por mês ao abrigo do SIGIC.

Para a área de influência da ARS LVT, o Hospital da Luz Lisboa poderá acolher doentes covid vindos do SNS, mantendo mesmo assim os tratamentos dos seus doentes que estejam infetados com o novo coronavírus. Para o SNS estão disponíveis 30 camas, das quais 22 em enfermaria (18 adultos, duas pediátricas e duas para obstetrícia) e as restantes oito são de cuidados intensivos e intermédios (seis adultos e duas para crianças).

“A este número acrescem cinco camas de internamento para doentes com patologia médica em fase aguda de doença não covid no Hospital da Luz Setúbal e 30 camas para cuidados de convalescença no âmbito da RNCCI [Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados] pelo Hospital do Mar [Bobadela]”, acrescenta a rede de saúde privada.

Além disso, também foi dada indicação à ARS LVT de que existem meios no Hospital da Luz Lisboa para responder à via verde AVC e à via verde coronária, assim como para cirurgia pediátrica complexa que possa exigir cuidados intensivos e intermédios pós-operatórios.

Na região centro, o Hospital da Luz Coimbra reúne seis camas de internamento para doentes com patologia médica em fase aguda não covid e as unidades de Aveiro e Oiã dispõem de oito camas para internamento de casos com necessidade de cuidados hospitalares de reduzida complexidade. Recentemente, o CHBV – Centro Hospital do Baixo Vouga (concentra os hospitais de Aveiro, Águeda e Estarreja), no âmbito de “uma prospeção de mercado” consultou o Hospital da Luz Aveiro sobre a disponibilidade de camas para medicina interna, indicou ao Expresso a presidente do Conselho de Administração, Margarida França.

Na altura, foi-lhe referido pelo administrador executivo das três unidades Luz nesta zona do país, José Loreto, que estando o Hospital Luz Aveiro vocacionado para cirurgia e, como já tinha alguns doentes dessa especialidade internados e só dispunha de dois internistas, não conseguiria acomodar o pedido. Em alternativa, o responsável sugeriu receber os doentes na unidade de Oiã, mas o CHBV teria de ceder internistas para seguirem lá os doentes. “Não estamos pressionados e ainda não precisámos de recorrer fora a camas, apenas não quisemos esperar pelo momento de ser mesmo necessário e atuámos tendo em conta que, no último nível do nosso plano de contingência, está previsto transferir doentes não covid”, esclarece ainda Margarida França.

O Grupo Luz Saúde lembra que, em março, procedeu à reorganização da sua rede de hospitais, “através de um plano estruturado de resposta direta às necessidades dos seus doentes e, neste contexto excecional de pandemia, também a eventuais necessidades que viessem a ser manifestadas pelo SNS”. Na altura, o Ministério da Saúde optou por concentrar o tratamento dos infetados – desprogramando a atividade assistencial não urgente, tendo aberto de novo essa porta – mas, agora, a segunda vaga de covid-19 está a colocar uma pressão sem precedentes sobre a rede hospitalar do Estado.

Entretanto, entre março e outubro, a Luz Saúde realizou cerca de um milhão de consultas, mais de 28 mil cirurgias, 72 500 episódios de internamentos, 115 mil urgências, 2500 partos, 900 mil exames de especialidade e 425 mil exames de imagiologia. Também os dois outros grandes grupos hospitalares privados, CUF (Grupo José de Mello) e Lusíadas Saúde estão a colaborar com o SNS, como já foi noticiado pelo Expresso.



Fonte



Outros sites desenvolvidos pela Lima & Santana Propaganda


Lima & Santana Propaganda