Máscaras de proteção distribuídas pela prefeitura são vendidas de forma ilegal em Ilha Comprida, SP | Santos e Região

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    Máscaras de tecido voltadas para a proteção contra a Covid-19, que são distribuídas pela Prefeitura de Ilha Comprida, no litoral de São Paulo, estão sendo comercializadas ilegalmente a R$ 5. O item é confeccionado e distribuído gratuitamente pelo Fundo Social de Solidariedade (FSS) da cidade desde março do ano passado. O caso foi confirmado pela prefeitura e será apresentado para a Polícia Civil.

    Ao G1, a presidente do FSS, Juliana Peitl, contou que no último domingo (18), um homem foi na casa de um dos colaboradores da instituição e ofereceu o kit com duas máscaras pelo preço de R$ 5. “Elas estavam no pacotinho, exatamente do jeito que a gente distribui aqui. O suspeito disse que o dinheiro seria depositado para o Fundo Social para uma ação”, explica ela.

    Como o colaborador sabe que as máscaras não são vendidas, ele questionou o homem a respeito da ação. O suspeito desconversou, conforme informou Juliana, e então, foi embora. O morador acredita que a pessoa que passou vendendo as máscaras não reside na cidade.

    O caso foi levado para a presidente do FSS, que decidiu emitir o alerta nas redes sociais da administração municipal, informando que o item não era vendido, mas sim, distribuído.

    O comunicado foi postado nas redes sociais da prefeitura da cidade — Foto: Reprodução/Redes sociais

    “Depois que fizemos uma nota para a população, várias pessoas disseram que uma pessoa passou na sua casa vendendo o kit. É utilizar de muita má fé, de uma ação que ajuda na proteção a saúde da população de Ilha Comprida”, desabafa Juliana. Ela frisa que, em nenhum momento, a entidade fez a venda dos itens.

    A ação, feita há mais de um ano, conta com cerca de 60 voluntários, que confeccionam as máscaras de pano com os materiais cedidos pela prefeitura. Até o momento, mais de 120 mil itens foram confeccionados e distribuídos gratuitamente na cidade. A entrega é feita diretamente no FSS e também fica disponível nos postos de saúde da cidade.

    “É um trabalho muito bonito e já ouvimos até do prefeito e da secretária de Saúde que a distribuição ajudou muito no controle da pandemia em Ilha Comprida. Aí vem uma pessoa dessa e se aproveita de uma ação tão bonita para ganhar dinheiro em cima”, afirma a presidente.

    Juliana afirma que, a partir de agora, a instituição fará o controle das máscaras distribuídas, com o registro de nome e endereço daqueles que retirarem o item. O caso será apresentado na Delegacia Sede de Ilha Comprida.

    Máscaras são distribuídas em kits para a população — Foto: Divulgação/Prefeitura de Ilha Comprida

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