Médico curado de Covid-19 se emociona ao receber alta e faz alerta: ‘Não é uma gripezinha’ | Vale do Paraíba e Região

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    Percorrer corredores do hospital é algo comum para o pediatra Romário Pacheco Filho, 47 anos, de Caraguatatuba (SP). Mas nesta terça-feira (14), a passagem por um local corriqueiro como esse o deixou emocionado. Sentado em uma cadeira de rodas e com máscara no rosto, foi aplaudido por médicos e enfermeiros. A salva de palmas foi por ele ser curado do novo coronavírus (Covid-19) e ter recebido alta (veja o vídeo acima).

    O semblante emocionado é reflexo do alívio que sentiu ao vencer doença que o deixou bastante preocupado nos últimos dias.

    “Mesmo a gente tendo experiência na área médica, é uma doença diferente, um vírus muito agressivo. Não é uma gripezinha. É um vírus bem agressivo e você fica psicologicamente abalado. Você não sabe como vai ser o comportamento no seu organismo. Dá muita apreensão”, contou Romário.

    Pediatra Romário Pachedo Filho, de Caraguatatuba, se curou da Covid-19 — Foto: Divulgação/PMC

    Pediatra Romário Pachedo Filho, de Caraguatatuba, se curou da Covid-19 — Foto: Divulgação/PMC

    “Sou pediatra há 20 anos e não percebemos o quanto somos queridos, pela população, pelos colegas de profissão, enfermagem e médico. Fiquei bem emocionado com a salva de palmas. Graças a Deus, estou em casa. Agradeço muito eles (toda equipe do hospital) pelo tratamento, foi muito humano. É um serviço heróico que eles fazem”, acrescentou o pediatra.

    Ao mesmo tempo que relata os dias ruins, Romário também destaca o desejo de voltar a atuar e ajudar a população. Em Caraguatatuba, ele trabalha como pediatra em três Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs) e em um pronto-atendimento privado da cidade.

    “Vou trabalhar com força total para ajudar. Minha mensagem é que tudo isso vai passar. Não devemos nos desesperar, mas temos que seguir as recomendações da saúde. Vamos proteger a todos”, disse.

    No último dia 5, Romário amanheceu com o nariz obstruído, mas achou que não era nada estranho. Foi no momento do almoço que notou uma diferença: o paladar tinha desaparecido.

    “Foi quando caiu a ficha. De uma hora para outra, perdi o paladar. Estava tudo sem gosto, a comida parecia estranha. Depois, deu febre alta, de 39.5. Procurei auxílio médico e fiz uma tomografia. Apesar de ser o primeiro dia de sintoma, já deu alteração no exame”, relata.

    A falta de ar não foi sentida pelo pediatra. Porém, a febre continuou constante e o paladar não voltou. Aliás, por causa dessa dificuldade na alimentação, perdeu dez quilos nesses dias em que esteve com o novo coronavírus. No dia que fez a tomografia, também fez o exame da Covid-19 de um laboratório particular credenciado pelo Ministério da Saúde. O resultado foi positivo. Um outro exame, que foi encaminhado para São Paulo, ainda não saiu o laudo.

    “Acho que peguei de outros médicos. Aqui em Caraguá, teve uns três médicos que pegaram antes de mim. Dois deles estavam contaminados e não estavam sabendo. Eu tive contato com eles. Contato com paciente acho difícil porque a gente toma todos os cuidados, coloca equipamento de proteção. Mas, na hora que estamos no quarto só com os médicos, acabamos relaxando um pouco”.

    Como a febre não passava, ele foi internado no hospital Stella Maris, de Caraguatatuba. Passou três dias na UTI. “Não tive nenhuma intercorrência grave. Mas você não pode receber visitas durante esse período. Esse isolamento você tem que ter”, disse.

    Na última segunda-feira (13), deixou a UTI. E na manhã desta terça, Romário saiu aplaudido do hospital. Ele segue em quarentena até domingo (19).



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