Menina que nasceu com 500g precisa de 9 cirurgias para respirar sem aparelhos em SP | Mais Saúde

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    A pequena Allana Miloch Fonseca, de dois anos, luta pela vida desde que nasceu prematura, pesando pouco mais de 500 gramas. Foram sete meses internada e intubada antes de receber alta e, até hoje, só consegue respirar por meio de um aparelho chamado cânula de traqueostomia. Para mudar essa realidade, sua família, que é de Santos, no litoral paulista, corre contra o tempo para que a menina consiga realizar as nove cirurgias que precisa para conseguir respirar sozinha.

    Alana e a irmã gêmea nasceram prematuras, na 26ª semana de gestação – o equivalente a seis meses. Enquanto a irmã nasceu com 700 gramas e precisou ficar internada por dois meses antes de receber alta, Alana ficou sete meses internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sendo que cinco desses meses permaneceu intubada. “Ela ficou sete meses na UTI desenganada pelos médico, ninguém acreditava que ela iria sobreviver”, relembra a funcionária pública Dienifer Bragiato Fonseca Miloch, de 31 anos, mãe do bebê.

    Por ter ficado tanto tempo intubada, a mãe explica que a menina teve que fazer traqueostomia para ter chance de receber a alta, e até hoje depende do aparelho para respirar 24 horas. Segundo relata a funcionário pública, a menina demanda de cuidados diários, que incluem aspirar a traqueia, o que é doloroso e desconfortável.

    “Ela também não consegue falar e não emite nenhum som. Há cerca de um ano eu ainda corria atrás de médico para saber porque ela não respirava sem a traqueo, até que encontrei uma médica de São Paulo, particular, que pediu exames e descobriu que ela tem estenose subglótica grave, grau 3”, diz.

    Esta estenose, conforme relatório da otorrinolaringologista que a acompanha, obstrui 90% da traqueia da criança. “Paciente respira por traqueostomia e encontra-se em risco de vida, pois se ocorrer decanulação acidental, pode evoluir a óbito por parada cardiorrespiratória. Além disso, pode haver formação de rolhas de secreção que obstruem a cânula. O risco de infecção pela presença da cânula de traqueostomia na traqueia é muito alto. Traqueíte e pneumonia que também podem levar a um quadro grave de Insuficiência Respiratória”, destacou a profissional no relatório médico.

    Para retirar o aparelho que hoje a permite respirar e acabar com essa obstrução, a bebê precisa realizar uma traqueoplastia, que envolve nove procedimentos cirúrgicos que irão reconstruir a traqueia.

    “Todos os procedimentos, que precisam de equipe médica especializada, ficaram em R$ 600 mil. O tempo indicado para fazer essa cirurgia era até três anos, mas como a traqueia começou a fechar mais, a doutora teme que feche totalmente e não tenha mais como corrigir, por isso quer começar os procedimentos em janeiro de 2022, então estamos correndo contra o tempo para conseguir o valor até lá. Até o momento só conseguimos R$ 120 mil. Temos campanhas de arrecadação nas redes sociais. Minha filha preciso disso para viver”, finaliza Dienifer.

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