Moradores reclamam de transtornos na Ponte dos Barreiros após início de obras estruturais em São Vicente | Santos e Região

    0
    53

    Lima & Santana Propaganda, sua agência de publicidade e propaganda em Santos

    .

    Após a Prefeitura de São Vicente, no litoral paulista, iniciar os trabalhos estruturais na Ponte dos Barreiros e, na última quinta-feira (5), implantar a operação “Pare e Siga”, permitindo que os veículos cruzem a ponte em uma das faixas, moradores da Área Continental da cidade relataram nesta terça-feira (10) diversos transtornos gerados àqueles que trafegam pela ponte.

    Conforme divulgado pela prefeitura, após a conclusão do canteiro de obras para as intervenções na Ponte dos Barreiros, os trabalhos estruturais foram iniciados na ponte. Segundo o órgão, a implantação do sistema “Pare e Siga” visa permitir que a empresa contratada inicie a colocação dos tapumes para isolar um dos lados da ponte, colocando os equipamentos necessários para a execução da obra.

    O sistema de trânsito funcionará 24h por dia até a conclusão da obra, que está prevista para 12 meses. Para minimizar os transtornos, a administração havia explicado que seria realizado um esquema especial.

    De segunda a sábado, entre 6h às 9h (horário de pico), seria priorizado o fluxo de veículos da Área Continental para a Área Insular. Das 17h às 20h, a preferência seria invertida. Nos demais horários e aos domingos, o fluxo ocorreria de maneira alternada, de acordo com a demanda.

    Porém, de acordo com moradores da Área Continental, esta preferência não tem acontecido no horário de pico da manhã. André Luiz Garrido dos Santos Bastos, motorista de aplicativo, relatou que tem enfrentado congestionamento diariamente no local, ficando cerca de 50 minutos parado antes de atravessar a ponte.

    “O povo não está aguentando mais. Estamos [ele e a esposa] querendo nos mudar, porque ficamos presos. O patrão não quer saber se a ponte está com problema, quer que a pessoa chegue no horário. Isso é um desrespeito com a população”, relata Bastos, que ainda afirma não ver funcionários executando a obra enquanto passa pela ponte e relata que uma ambulância já foi impedida de atravessar o trajeto.

    Além do risco de roubos por ficar parado por muito tempo, ele ainda cita problemas financeiros causados pela interdição parcial, já que, por vezes, precisa utilizar uma rota alternativa por Praia Grande, no litoral de São Paulo, o que acaba o fazendo gastar mais gasolina.

    Usuários do transporte público

    Já a vendedora Naiara Serra Oliveira, realiza o percurso por meio do transporte público. Ela relata que precisa sair de casa mais cedo e, na última segunda-feira (9), voltando para casa, na Área Continental, fez em 2h30 um trajeto que, geralmente, faz em 1h20 de ônibus. Na manhã desta terça-feira, ela saiu de casa mais cedo e, mesmo assim, afirma que chegou atrasada no trabalho.

    A moradora esclarece que, no sistema implantado pela prefeitura, os usuários precisam esperar o acesso ser liberado para atravessarem a ponte, para ambos os lados e, chegou a ter que esperar três liberações para que o ônibus em que estava conseguisse atravessá-la.

    O G1 tentou contato com a Prefeitura de São Vicente, via e-mail, mas, até a publicação desta reportagem, não obteve resposta.

    VÍDEOS: G1 em 1 Minuto Santos



    Fonte