Motorista do Samu morre após se recuperar da Covid-19 e recebe homenagem em SP; vídeo | Mais Saúde

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    Um motorista do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de 67 anos morreu, na madrugada desta terça-feira (5), em Cubatão (SP), após passar duas semanas internado em um leito de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) com o novo coronavírus. Segundo a filha, Adelson José da Silva havia sido transferido após se recuperar da Covid-19 e estava em processo de recuperação da doença, quando morreu devido a uma infecção bacteriana nos pulmões.

    Colegas de trabalho, amigos e familiares fizeram uma homenagem ao idoso, com um cortejo pela cidade, na manhã desta terça-feira, que foi acompanhando por aplausos de dezenas de pessoas (veja o vídeo acima).

    Em entrevista ao G1, a filha do motorista, Amanda Linkeives, contou que o pai fazia parte do grupo de risco por ter diabetes. Mesmo assim, não foi dispensado de seu serviço e continuou integrando a equipe do Samu de Cubatão.

    “Ele honrava a farda, amava o que fazia. Ele sempre respeitou o fato de trabalhar no serviço de saúde pública e amava ajudar ao próximo. Enterramos ele com o uniforme”, conta a filha, emocionada.

    Motorista do Samu morre ao contrair infecção bacteriana nos pulmões após se recuperar do novo coronavírus. — Foto: Arquivo pessoal/Amanda Linkeives

    Motorista do Samu morre ao contrair infecção bacteriana nos pulmões após se recuperar do novo coronavírus. — Foto: Arquivo pessoal/Amanda Linkeives

    A filha relata que Adelson, apesar de ter diabetes, não tinha problemas pulmonares. “Os pulmões dele eram perfeitos, mas a Covid-19 os destruíram”, conta. “Ele conseguiu se recuperar da primeira, chegou a sair da UTI exclusiva para pacientes com coronavírus, mas começou a regredir, contraiu uma infecção bacteriana nos pulmões e faleceu”.

    Ela diz, ainda, que toda a família já estava abalada com a morte do melhor amigo de Adelson no dia 25 de março, também profissional da saúde. Uma colega de José Luiz chegou a fazer uma transmissão ao vivo do cemitério para que os amigos pudessem se despedir da vítima.

    Na segunda-feira (4), Amanda foi visitar o pai, que havia voltado à sedação e estava internado na Santa Casa de Santos, no litoral de São Paulo. Segundo ela relata, o clima já estava em tom de despedida.

    “Eu já sentia que ele iria morrer. Senti uma energia desprendida daqui, vinda dele. Conversei bastante, falei sobre muitas coisas para ele ouvir. Saí de lá por volta das 2h com a certeza que seria a última vez que veria meu pai vivo”, confessa.

    Ao chegar em casa, Amanda chamou a mãe e o irmão para conversar e relatar sobre o que sentia acerca do pai. Segundo a filha, ao terminar a conversa, o hospital ligou pedindo para que ela voltasse à unidade de saúde, pois seu pai havia partido. “Ainda não absorvi tudo isso. Ontem [segunda-feira] eu estava com ele a essa hora. Hoje [terça], acabei de enterrá-lo”.

    A Prefeitura de Cubatão foi procurada pelo G1, mas até a publicação desta reportagem a administração não havia se posicionado.



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