Mulheres que passaram pelo câncer

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O Outubro Rosa é uma campanha de conscientização que tem como objetivo principal alertar as mulheres e a sociedade sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama e mais recentemente sobre o câncer de colo do útero.

O movimento surgiu em 1990 quando aconteceu a primeira Corrida pela Cura, realizada em Nova Iorque, e desde então, promovida anualmente na cidade. No Brasil, a primeira iniciativa, foi em 2002, em São Paulo, quando iluminaram de cor de rosa, o monumento Mausoléu do Soldado Constitucionalista (o Obelisco do Ibirapuera).

A iniciativa começou com um grupo de mulheres e, a partir de 2011, ocorrem campanhas sobre o câncer de colo do útero em diversos estados, mas foram instituídas por lei federal apenas em 2018. A TV Cultura conversou com duas mulheres que passaram pelo câncer de mama e usam próteses, porém distintas.

Ana Claudia Ferreira Marins Lemos, professora, de 50 anos, teve seu diagnostico confirmado em janeiro deste ano, com um caroço + mamilo retroagido, começou o tratamento, agora curada, está ansiosa para que termine. Ela conta que quando descobriu foi assustador, “Chorei muito, achei que iria morrer”, diz.

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Questionada de como é colocar uma prótese de silicone interna, ela disse que no começo é dolorido e não aconselha, mas que, “Depois de 45 dias é tranquilo, porém tem que se adaptar com organismo estranho, seu braço não encosta no seu corpo”. Hoje, Ana está muito melhor e se recuperou, ela segue com acompanhamentos e só faltam as radioterapias para eliminar micro células que podem aparecer e impedir que o câncer volte.

Fernanda Aguiar, advogada, de 53 anos, fundadora do projeto “Mamas do Amor”, que se iniciou quando ela descobriu que estava com câncer de mama, precisou retirar os dois seios e sem poder fazer reconstrução mamaria, devido uma infecção, teve que usar prótese externa. Como não se adaptou as outras próteses, ela se sentia mal, então uma conhecida indicou o uso de uma prótese de alpiste, usada por mulheres do nordeste de antigamente.

Comecei me sentir melhor, minha autoestima melhorou, então resolvi doar estas próteses para mulheres mastectomizadas como eu e para isso foi criado o projeto ‘Mamas do Amor’. Estas doações já foram feitas para mais de 8 mil mulheres com câncer de mama, tanto no Brasil quanto fora do país”, conta.

No projeto tudo é feito sem cobrança de valor, pois são para pacientes carentes, porém solicitam doações via site de qualquer valor, que revertem para o pagamento de Correio, a parte mais cara da confecção, pois o custo de envio é de 30 a 40 reais dependendo da região.

Conheça os tipos de próteses:

– Próteses de Silicone: A prótese de silicone é indicada para uso diário, e por isso deve ser escolhida com as mesmas características da outra mama. A variação de peso e formato depende de cada fabricante. São próteses laváveis, entretanto não devem ser utilizadas no mar ou em piscinas. As próteses de silicone são encontradas em lojas especializadas.

– Próteses de Espuma ou de Polipropileno: São almofadas com revestimento de malha de algodão, com recheio de grânulos de polietileno. Por ser muito leve, o uso diário não é recomendado, pois não previnem problemas de coluna advindos da retirada da mama. São próteses de baixo custo e laváveis. É uma alternativa ideal para praia ou piscina.

– Próteses de Painço: As próteses de painço são confeccionadas artesanalmente, em um único formato. O invólucro de lycra pode ser lavado, quando necessário, mas é necessário retirar e recolocar o recheio, por meio de uma pequena abertura, na costura da prótese. Essas próteses de baixo custo, entretanto não podem ser molhadas.

– Próteses Domésticas: A prótese doméstica é muito leve e ideal para uso no pós-cirúrgico ou para dormir. Elas geralmente têm um revestimento de malha antialérgica e são preenchidas com polipropileno. Esse tipo de prótese dispensa o uso de sutiã.

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