Navio que destruiu píer da travessia de balsas atraca em cais da Marinha no Porto de Santos para reparos | Porto Mar

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    O navio cargueiro, de bandeira dinamarquesa, que colidiu e destruiu as estruturas de um terminal de travessia de balsas em Guarujá (veja abaixo), no litoral de São Paulo, fez a descarga dos contêineres, no final da tarde de sexta-feira (25), e atracou no cais da Capitania dos Portos ainda durante a noite. A embarcação passará por reparos nos próximos dias e, assim que os trabalhos forem finalizados, poderá seguir viagem.

    O acidente aconteceu no último domingo (20). O navio teve o casco danificado, o que afetou os tanques de água de lastro e causou vazamento. Esses tanques captam água do mar para dentro da embarcação, a fim de manter o equilíbrio do navio durante a navegação.

    Segundo divulgado pela Capitania dos Portos, o navio foi liberado pela sociedade classificadora para voltar ao cais santista na noite de quarta-feira (23). Ele atracou no terminal da BTP, no Alemoa, por volta 14h de quinta-feira (24), e aguardava a liberação para fazer a descarga dos contêineres, o que ocorreu na sexta-feira (25).

    Vídeo mostra momento em que navio destrói píer de travessia de balsas

    Vídeo mostra momento em que navio destrói píer de travessia de balsas

    Os contêineres foram descarregados completamente no final da tarde de sexta para outra embarcação, que seguirá viagem até o Porto de Paranaguá (PR), e serão entregues a seus clientes. Já no início da noite, por volta das 18h, o navio atracou no Cais da Capitania dos Portos.

    Em nota a empresa afirmou que os reparos necessários estão sendo coordenados para que ele retome seu itinerário e navegue para o porto de Paranaguá o mais rápido possível. A empresa segue à disposição das autoridades e está em frequente comunicação com os encarregados da investigação.

    De acordo com a Capitania dos Portos, a agência responsável pelo navio no Porto de Santos contratará uma empresa para realizar os reparos, que devem ocorrer nos próximos dias. Finalizado o trabalho, a Sociedade Classificações faz outra inspeção atestando, por meio laudos técnicos, que os reparos estão dentro das condições exigidas.

    Em seguida, a Marinha é novamente acionada para realizar outra inspeção, que valida ou não as condições de navegação segura da embarcação. Caso seja validada, ela estará liberada para seguir viagem.

    Píer ficou destruído em Guarujá, SP — Foto: Reprodução

    Em nota, o Departamento Hidroviário afirmou que aguarda o resultado das vistorias e do inquérito, feito pela Capitania dos Portos, para calcular os prejuízos e as obras que serão necessárias na travessia, em Guarujá. O DH mantém conversas com o escritório que representa o Navio no Brasil para dar celeridade neste processo de forma legal.

    O Departamento esclarece que tem trabalhado ao máximo para reduzir os efeitos aos usuários, e que nesta semana, mesmo operando com restrição, a travessia Santos/Guarujá registrou excesso de veículos apenas no horário de pico pela manhã. Nesta manhã de sábado (25), a travessia opera com cinco embarcações, e não há registro de espera de mais de 15 minutos.

    O DH afirma ainda que, para garantir o atendimento aos ciclistas e pedestres com segurança, mantém nos horários de pico duas embarcações destinadas somente para esses usuários. Do lado do Guarujá, com os danos provocados no atracadouro, os ciclistas e pedestres precisam embarcar pela gaveta do Centro de Controle (CCO). Os usuários estão sendo orientados através dos Painéis de Mensagens Variáveis (PMV) sobre restrições e tempo de espera nas travessias.

    O acidente aconteceu no terminal de travessia de balsas, em Guarujá, no domingo (20). O navio Cap San Antonio estava carregado com contêineres no momento do acidente. A embarcação estava no Porto de Santos e tinha como destino o porto de Paranaguá (PR).

    Navio colidiu contra píer em Guarujá, SP — Foto: Arquivo pessoal

    O navio atingiu duas balsas paradas para manutenção, danificou um dos três atracadouros de veículos e destruiu o único píer destinado ao embarque de ciclistas e pedestres. A responsabilidade pela apuração do acidente está a cargo da Marinha do Brasil, por meio da Capitania dos Portos.

    No entanto, especialistas ouvidos pelo G1 levantam a hipótese de que ventos fortes, combinados com rajadas de vento, podem ter sido a causa do acidente.

    VÍDEOS: G1 em 1 Minuto Santos



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