Necrópsia determinará causa; SBCP-MT não viu erro técnico

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O presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica em Mato Grosso (SBCP), cirugião Vidal Guerreiro, afirmou que uma necropsia (também conhecida como autópsia) determinará a causa da morte de Keitiane Luzia da Silva, de 27 anos.

 

Ele disse que, com base em informações preliminares, não houve erro técnico, como perfuração de veias ou órgãos durante o procedimento.

 

A jovem se submeteu à uma lipoaspiração e abdominoplastia, feitas pelo médico Alexandre Veloso, no Valore Day Hospital, em Cuiabá, nesta terça (13).

 

Conversei com alguns envolvidos. O que me passaram é o protocolo correto de assistência

“Fizeram os procedimentos que precisam ser feitos para descobrir o que estava acontecendo. O que podemos falar, e já sabemos, é que não houve erro técnico, não houve perfuração [durante a lipoaspiração]”, disse.

 

“Se é perfurada, não vai para o quarto, fica bem, conversa… Houve, sim, um quadro de que a paciente teve uma instabilidade no pós-operatório”, disse. 

   

“Liguei no hospital [Valore Day], conversei com alguns envolvidos. O que me passaram é o protocolo correto de assistência. [Após a cirurgia] teve alguns sintomas diferentes, foi assistida pela equipe do hospital, porque eles têm médico de plantão. Nesse momento, ela já estava bem, conversando”, relatou o cirurgião. 

 

Apesar da melhora, Keitiane voltou a se sentir mal durante a madrugada, dessa vez com sintomas mais graves. Ela chegou a ser atendida por Alexandre e pelo diretor clínico do Valore Day.  

 

Cirurgia após Covid-19 

 

Luana Barros, amiga e colega de trabalho de Keitiane, contou que há cerca de 20 dias a jovem testou positivo para Covid-19. 

 

De acordo com Vidal, a recomendação é de que a pessoa que contraiu a doença aguarde um mês para passar por uma cirurgia.

 

No entanto, o cirurgião reforçou que não tem acesso aos exames de Keitiane e, por isso, não sabe o período em que ela ficou doente. E, portanto, não iria comentar sobre o diagnóstico.

 

O cirurgião também explicou que é comum que os profissionais façam lipoescultura com enxerto nos glúteos e abdominoplastia. 

 

Conforme ele, o retoque de uma cicatriz nos seios, também entre os procedimentos feitos em Keitiane, não seria enquadrado como uma cirurgia. 

 

“O retoque é bastante rápido, acaba não contando como um procedimento a mais, não seria isso que aumentaria o risco. Não podemos, por exemplo, fazer lopo, mama, nariz e abdômen, tudo junto. A lipo e abdominoplastia podem ser executadas juntas, é muito normal e habitual. Rotineiro para a maioria dos cirurgiões plásticos, talvez seja uma das mais frequentes”, contou. 

 

Questionado sobre uma possível arritmia cardíaca detectada em Keitiane ter interferido no pós-operatório, Vidal afirmou que a evolução do quadro dela indica que o problema foi outro. 

 

“Nesse caso, pela evolução que houve, não parece que tenha sido a arritmia que levou ao óbito. Mas como não tive acesso aos exames, pelo que foi descrito, o quadro que aconteceu não remonta para arritmia. Evoluiria de outra forma [caso fosse]”, explicou. 

 

Risco da cirurgia plástica 

 

Vidal ressaltou que apesar de cirurgias plásticas possuírem riscos como qualquer outro procedimento invasivo, são operados pacientes saudáveis ou, em caso de comorbidades, com diagnósticos controlados. 

 

“Não temos como eliminar esse risco completamente, mas verifiquei lá [no Valore Day Hospital], foi tudo feito direito. Infelizmente, não controlamos todos os fatores envolvidos, por exemplo, a coagulação sanguínea… não controlamos tudo que pode acontecer depois [da cirurgia]”, avaliou. 

 

De acordo com o presidente, nos últimos seis anos, Mato Grosso registrou apenas duas mortes em cirurgias plásticas. Os dados não levam em consideração procedimentos realizados em programas de cirurgias plásticas. 

 

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