Novos tratamentos para enfrentar a enxaqueca

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Sentir intensas dores de cabeça quase diárias faz parte da realidade de muitas pessoas. Nos últimos anos, porém, novos tratamentos surgiram para aliviar os sintomas da enxaqueca, que é lembrada hoje, no Dia Nacional da Conscientização da Cefaleia.

Atualmente, o principal tratamento usado nos consultórios é a aplicação do remédio Erenumabe, que contém anticorpos monoclonais. Por meio de uma injeção, ele atua diretamente na neutralização das moléculas responsáveis por provocarem as dores.

Segundo a neurologista Jovana Gobbi, esse medicamento é o primeiro criado especificamente para a doença. “Não é cura, mas alivia a dor. Quem tem a forma crônica da enxaqueca apresenta uma melhora significativa”, diz. O remédio só pode ser oferecido pelo especialista que acompanha o paciente.

Doença atinge 600 mil pessoas no Estado (Foto: Shutterstock – 06/05/2018)

Realizadas em poucos consultórios do País, as cirurgias prometem ser outro divisor de águas para quem sofre com o problema. Elas podem durar até duas horas e são realizadas em nervos periféricos da face, cabeça e pescoço. Os pacientes recebem alta no mesmo dia.

Também já é possível observar os efeitos positivos da lipoenxertia (enxerto de gordura), cujo público-alvo são aqueles pacientes que continuaram com dores mesmo após a cirurgia. Uma pesquisa do Jornal da Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos avaliou que 7 entre 9 pacientes relataram alívio das dores com o procedimento.

Outras alternativas que ainda estão em estudo são a cromoterapia, que utiliza a exposição a luzes coloridas, e o uso de antidepressivos e anti-hipertensivos.

José Antonio Fiorot, neurologista da Rede Meridional, enfatiza que o ideal é que o paciente entenda o que provoca as crises, pois isso o ajudará a utilizar as melhores opções de tratamento. “Estresse, consumo de alimentos com glúten e sedentarismo pioram o quadro. Mude alguma dessas coisas para achar a origem da dor”, orienta.

De acordo com a Organização da Saúde (OMS), a enxaqueca acomete cerca de 600 mil pessoas no Espírito Santo. Destes, 540 mil ficam incapacitados por causa das dores, conforme pesquisa da Migraine Research Foundation (Fundação de Pesquisa da Enxaqueca).

Renata herdou a enxaqueca da mãe (Foto: Dayana Souza/AT)Renata herdou a enxaqueca da mãe (Foto: Dayana Souza/AT)

Já foi parar no hospital

Pouco antes da fisioterapeuta Renata Stein, 30, entrar no período menstrual, ela sabe que precisará enfrentar uma das suas principais inimigas: a enxaqueca. Herdada da própria mãe, a doença apareceu na vida dela há menos de oito anos.

“Quando eu tenho uma crise forte, não consigo nem abrir os olhos. Preciso ficar dentro de um quarto escuro, sem barulho externo”, conta.

Renata já chegou a parar no hospital por causa das fortes dores. Segundo a fisioterapeuta, a intensidade varia de acordo com os alimentos e bebidas que consome.

“Assim que eu comia chocolate, por exemplo, a dor ficava tão forte que eu vomitava. Parei de tomar cafeína, de comer coisas com glúten, e passei a me medicar”, relata.

Conheça a doença

Tipos

  • Ao todo, existem quatro principais tipos de dores de cabeça: tensional, enxaqueca, associada à sinusite e cefaleia em salvas (rara).

Sintomas

  • Dores latejantes em apenas um dos lados da cabeça, acompanhadas de náuseas, vômitos e hipersensibilidade à luz e a sons.

Causas

  • Estresse; insônia; jejum prolongado; pouca ingestão de água; sedentarismo; além do consumo excessivo de cafeína, bebidas alcoólicas e alimentos gordurosos e muito condimentados.

Prevenção

  • Alguns dos fortes sintomas da enxaqueca podem ser amenizados com uma alimentação equilibrada, principalmente com a inclusão de castanha-do-pará, atum, canela, entre outros.
  • Evitar fast-foods, frituras e alimentos gordurosos, que têm perfil mais inflamatório, também é fundamental para evitar a enxaqueca.
  • Diminuir o consumo de cafeinados, e de bebidas alcoólicas.
  • Praticar exercícios físicos, como acupuntura e ioga.

Acometidos

  • De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a enxaqueca é a 10ª doença mais incapacitante e acomete em torno de 15% da população mundial.
  • No Brasil, são aproximadamente 30 milhões de pessoas que sofrem da doença, segundo a OMS. No Espírito Santo, esse número pode chegar a 600 mil. Destes, 90% são incapazes de trabalhar ou fazer qualquer atividade durante a enxaqueca.
  • 540 mil pessoas perdem aulas e dia de trabalho no Espírito Santo por causa da doença.

Tratamentos

  • Anticorpos Monoclonais: Liberado recentemente pela (Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Erenumabe é o primeiro medicamento desenvolvido especificamente para a enxaqueca.
  • Cirurgias: Podem ser feitas em qualquer paciente que tenha diagnóstico de enxaqueca feito por um neurologista, e que sofra com duas ou mais crises severas de dor por mês que não consigam ser controladas por medicações.
  • Lipoenxertia: Uma pesquisa do Journal of the American Society of Plastic Surgeons, a maior revista científica de cirurgia plástica do mundo, avaliou que 7 entre 9 pacientes relataram alívio das dores com o o enxerto de gordura.
Fonte: Especialistas consultados.



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