Número de mortes em incêndio em navio no Bangladesh sobe para 40

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Habibur Rahman, um alto funcionário do governo, disse ter uma lista incompleta de 17 pessoas desaparecidas que estavam sexta-feira a bordo do navio quando o incêndio acordou os passageiros por volta das 03:00 locais, forçando muitos a saltar para as águas frias para tentar nadar até à costa.

O barco, que transportava entre 700 e 800 passageiros, incendiou-se na madrugada de sexta-feira no rio Sugandha, perto da cidade de Jhalokathi, a cerca de 275 quilómetros de Daca, quando se dirigia desde a capital para o distrito de Barguna.

Inicialmente, o governador da região sul de Jhalokathi, Mohammad Zohor Ali, informou que as equipas de resgate tinham recuperado 36 corpos sem vida, número que hoje subiu para 40. O número de feridos, segundo o novo balanço, é de 50 (sexta-feira foram anunciados oficialmente mais de uma centena), havendo ainda um número indeterminado de desaparecidos.

Os mergulhadores procuraram, em vão, por mais sobreviventes antes de suspender as buscas ao pôr do sol de hoje.

Rahman indicou que cerca de 50 pessoas estavam a ser tratadas em dois hospitais, enquanto outras 19 foram enviadas para casa.

Por seu lado, Samanta Lal Sen, coordenadora-chefe do Instituto Nacional de Queimaduras e Cirurgia Plástica Sheikh Hasina, em Daca, disse que no seu hospital estava a tratar de 15 pessoas com queimaduras graves.

“Eu diria que todos estão em estado crítico e que ninguém está fora de perigo”, sublinhou, enquanto Saiful Isalm, diretor do hospital de Barishal, indicou que os 35 hospitalizados não inspiram muitos cuidados.

Os investigadores inspecionaram o navio ‘MV Abhijan-10’, destruído pelo fogo, e um deles, Mohammed Tofayel Islam, disse ter encontrado alguns defeitos na sala de máquinas.

“Estamos a tentar descobrir outras razões possíveis”, disse.

O incêndio demorou 15 horas para ser controlado, segundo o comandante dos bombeiros locais, Kamal Uddin Bhuiyan, que liderou a operação.

Depois disso, o casco enegrecido do navio ficou ancorado na beira do rio.

Moinul Haque, da polícia de Daca, disse que as equipas de resgate recuperaram 37 corpos no rio, enquanto duas pessoas morreram em queimaduras no caminho para o hospital. Outro passageiro ferido morreu durante a noite em um hospital de Daca.

Acidentes marítimos, como naufrágios e colisões de navios, são comuns no Bangladesh, onde centenas de hidrovias – incluindo os rios do delta do Ganges, como o Brahmaputra, Padma e Meghna – são frequentemente utilizados para transporte de pessoas e mercadorias.

Na maioria dos casos, os acidentes podem ser atribuídos à sobrecarga e às más condições dos barcos, mas os incêndios são relativamente raros.

De acordo com uma agência de controlo de tráfego do Bangladesh, em 2020, um total de 313 pessoas morreram e 371 continuam desaparecidas em 183 acidentes nas vias navegáveis do país. Um dos últimos acidentes com maior número de vítimas ocorreu em agosto passado, quando pelo menos 22 pessoas morreram após o naufrágio de um navio no leste do Bangladesh.

 

JSD (RJP) // HB

By Impala News / Lusa




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