o fator humano para além da tecnologia

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Beleza: manifestação característica do belo ou virtude do que é belo. Nos dicionários, a definição de belo é aquilo que tem proporções e formas harmônicas. Claro que dizer que só o que é harmônico pode ser considerado belo é extremamente reducionista nos dias de hoje, mas daí já dá para deduzir de onde vem o termo harmonização facial. Logo, quem não tem proporções harmônicas estaria mais distante dessa “beleza” dos dicionários.

Depois de criado e espalhado por aí, eis que a harmonização caiu no gosto de homens e mulheres, primeiro das celebridades: começaram a surgir boatos de que alguns famosos realizavam um conjunto de procedimentos com a promessa de chegarem à perfeição. Depois disso, a harmonização facial chegou a nós, mortais, e não é difícil encontrar uma clínica que realize esses procedimentos.

Entre os principais que fazem parte da harmonização facial (ou harmonização orofacial, como também é chamada) estão o preenchimento com ácido hialurônico, aplicação da toxina botulínica (o famoso botox), além da bichectomia e alguns procedimentos odontológicos.

Os preenchimentos e aplicação de toxina botulínica são chamados de procedimentos cosmiátricos invasivos. Isso porque, apesar de simples, eles se tornam invasivos quando uma substância é injetada no corpo. E se engana quem pensa que qualquer profissional pode fazer um procedimento, ainda que ele seja minimamente invasivo. Alguns peelings mais agressivos e certos tipos de laser também são considerados invasivos.

A dermatologista Taís Valverde, ex-presidente e atual delegada da Sociedade Brasileira de Dermatologia (Bahia), diz que é necessário muita pesquisa na hora de escolher o local do procedimento.

Além disso, ela explica que os riscos são mínimos, mas caso alguma intercorrência ocorra, é preciso ter um profissional que entenda de anatomia, conheça muito bem a área aplicada e a estrutura dos nervos. O médico é o profissional capacitado para realizar esses procedimentos pelo risco de complicações, de acordo com a Lei do Ato Médico. Pois existe um risco de injetar uma substância e ocluir uma artéria, o que pode causar uma necrose, por exemplo.

Além de ser médico, o profissional tem que ser capacitado para aquele procedimento, para analisar o tipo de substância utilizada, o peso molecular do ácido hialurônico quando for o caso, o local de injeção e se ela é superficial ou profunda no tecido.

Também existe o risco de alergia à substância ou à anestesia local. Por isso, deve ser feita uma anamnese criteriosa no paciente para descobrir se há alguma contraindicação. A princípio, gestantes, lactantes e pacientes com doenças reumatológicas não devem realizar esses procedimentos.

A cirurgiã-dentista Cleice Ribeiro realiza em sua clínica algumas dessas técnicas, como a aplicação da toxina botulínica, lipólise de papada – a chamada lipo de papada –, preenchimento labial, maçã do rosto, queixo e nariz, a rinomodelação. Ela ressalta os baixos riscos, mas concorda com Taís Valverde: “Experiência na área, qualidade dos compostos, cuidados com possíveis efeitos colaterais são necessários em qualquer um destes procedimentos”, diz Cleice.

E complementa as contraindicações: pessoas com doenças autoimunes, com 75 anos e menores de 18 anos, quando o corpo ainda está em formação, não devem passar por nenhum desses procedimentos estéticos invasivos.

Autoestima

Conseguir um efeito de cirurgia com um procedimento mais simples e temporário – a maioria deles dura cerca de um ano – é um grande avanço, já que um procedimento cirúrgico requer internação, anestesia geral, cuidados pós-operatório e muita certeza antes de sua realização, já que é irreversível.

“Conseguimos manter o paciente com a autoestima boa de forma minimamente invasiva. Os preenchedores, por exemplo, conseguem repor um volume perdido no rosto e consequentemente melhorar a relação da pessoa consigo mesma”, diz Taís Valverde.

Além disso, os preenchimentos podem ser uma amostra para quem tem dúvidas em realizar ou não uma cirurgia estética e são mais baratos: os preenchimentos costumam custar a partir de R$ 1 mil e a aplicação da toxina botulínica a partir de R$ 800, na clínica Soul Odontologia Integrada, de Cleice Ribeiro.

Na área da estética, não foi só a medicina que avançou. Outros procedimentos não invasivos também se popularizaram nos últimos anos. Entre eles, a extensão de cílios. Essa técnica que consiste em colar fios sintéticos aos fios naturais faz a cabeça de mulheres, mas também tem seus riscos. Jéssica Oliveira trabalha com alongamento de cílios e explica que podem ocorrer sérios problemas caso o trabalho não seja realizado da forma correta, que em casos mais graves e raros podem até comprometer a visão.

Qualidade

Atualmente, não existe regulação para exercer a atividade, mas é preciso que o profissional conheça a técnica e os riscos da aplicação. Utilizar materiais de boa qualidade também é essencial para não causar nenhum resultado indesejado.

Quando os fios sintéticos são colados na raiz, os fios naturais ficam abafados e podem cair. O excesso de cola e fio muito grosso, que gera um peso maior que aquela região pode suportar, também são fatores de risco. “E se o tempo para a aplicação for inferior a 1h30, a pessoa não está fazendo corretamente e pode causar danos, porque são cerca de 150 a 200 fios em cada olho, impossível fazer da forma correta tão rápido”, diz Jéssica.

A qualidade da cola também é um ponto importante. De acordo com ela, não existem colas hipoalergênicas e todas podem resultar em algum tipo de reação. Por isso, quem tem histórico de alergia a cosméticos deve fazer um teste de 24h antes da aplicação.

Quem tem alopecia (perda de pelos) ou doenças oculares, como ceratocone ou glaucoma, não deve realizar o alongamento de cílios que custa a partir de R$ 150.

Entre as novidades da estética está o rejuvenescimento íntimo não cirúrgico para mulheres. A esteticista Lilian Denerina realiza há dois anos técnicas como peeling, microagulhamento, permeação de ativos e lifting que proporcionam elevação da autoestima e melhora da vida sexual.

“O peeling íntimo é eficaz para clareamentos e menos agressivo que o ácido, além de melhorar a elasticidade e a hidratação. Já o microagulhamento é feito com nano agulhas que depositam ativos para cada necessidade, como flacidez, por exemplo, e a permeação de ativos feito com o jato de plasma para estimulação para regenerar a região”, explica.

Mas quando Lílian percebe que a cliente tem a necessidade de procedimentos mais complexos e que ela não pode resolver, indica médicos capacitados para complementar o seu trabalho.

“Sei das minhas limitações como esteticista e o rejuvenescimento íntimo inclui diversos procedimentos que só podem ser realizados por médicos”, diz a profissional que também realiza a micropigmentação labial, técnica que consiste em deixar a boca corada naturalmente, simulando o uso de um batom.

E se engana quem pensa que a procura por esses procedimentos parte de pessoas mais velhas: cada vez mais cedo as mulheres buscam a ajuda de Lilian para essa finalidade. “Mulheres a partir de 18 anos querem fazer clareamento e mulheres casadas, na faixa dos 30 anos, são o meu maior público”.

Calvície

De acordo com a Sociedade Brasileira do Cabelo, a calvície atinge mais de 42 milhões de brasileiros. E a Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que metade dos homens com até 50 anos já sentem os efeitos da calvície.

Mas, como diz a dermatologista com especialização em tricologia médica Helga Abreu, quem não quer não precisa ficar careca, porque hoje existem tratamentos que preservam os fios. Alerta, porém, que devem ser iniciados logo quando surgem os primeiros sinais.

São muitos métodos para tratar calvície disponíveis e os mais utilizados, por sua tecnologia e eficiência, são a microinfusão (MMP capilar), em que a máquina faz um microagulhamento no couro cabeludo, formando microlesões em que são injetados ativos para estimular o crescimento, e o Lavieen, um laser fracionado não ablativo que provoca lesões térmicas microscópicas na superfície do couro cabeludo.

“Através da luz, consigo estimular o folículo e aumentar a produção de célula. É um procedimento totalmente indolor e não faz lesão visível”, afirma Helga. A única contraindicação fica por conta das substâncias utilizadas, que devem ser analisadas para evitar riscos. Além disso, vale a regra máxima: o procedimento deve ser realizado por um profissional capacitado.

O maior público da dermatologista é do sexo masculino, que varia numa faixa etária desde o fim da adolescência até os 40 anos, mas as mulheres também sofrem com o problema. Os resultados são visíveis a partir do terceiro mês, quando é possível reavaliar a resposta e a nutrição dos fios.

“O ideal é que esses procedimentos sejam associados, porque com diferentes tipos de estímulo e mecanismos de ação alternados, a gente consegue potencializar o resultado do tratamento”, avalia a especialista.

Corpo

A harmonização facial já está bem famosa por aí, mas sabia que é possível aplicar técnicas no corpo para fazer uma harmonização corporal? Tudo isso para dar um empurrãozinho para o tão sonhado corpo perfeito. O biomédico Vinicius Said diz que após a primeira onda da Covid-19, a procura pelos procedimentos corporais aumentou significativamente em sua clínica.

“O foco saiu da face e foi para o corpo, porque muitas ficaram em casa e não conseguiram manter a dieta, então, quando começaram a sair, a preocupação com o corpo veio com muita força”, conta.

O tratamento é feito a partir de uma combinação de procedimentos, primeiro com foco na gordura localizada, e depois Vinicius trabalha o processo de ganho de massa muscular. “Fazemos isso injetando substâncias intramusculares que aceleram o metabolismo, dando mais força ao paciente, para que ele consiga um bom desempenho nos treinos e atividades físicas”, explica.

Esse é o chamado bodys lean, protocolo criado por Vinicius, aplicado após uma avaliação personalizada do paciente em que são associadas técnicas de eletroterapia – para gordura localizada, com equipamentos de ultracavitação, criolipólise, radiofrequência e corrente russa –, a intradermaterapia (quando são aplicadas substâncias no corpo), e uma bioestimulação de colágeno, normalmente na região abdominal, do glúteo e pernas.

“O primeiro motivo que leva a pessoa a procurar um tratamento é a autoestima. Quando ela não se sente bem com o próprio corpo, ou acaba vestindo uma roupa que não cabe mais, são situações do cotidiano que podem afetar muito a sua vida”, diz ele.

O seu maior público ainda são as mulheres, cerca de 60%, mas, quando o assunto é corpo, os homens não ficam de fora das novidades. A faixa etária dos 35 aos 40 anos tem sido a mais interessada por esses procedimentos.



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