Obesidade pode diminuir produção de testosterona em homens, diz estudo

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Descubra como a obesidade pode comprometer a produção de testosterona

Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

A obesidade e o sobrepeso, ao contrário do que alguns imaginam, não é apenas uma questão de estética. O acúmulo excessivo de gordura corporal está associado à diversos problemas de saúde, como diabetes, câncer e até mesmo deficiências imunológicas que podem aumentar o risco de morte por Covid-19, por exemplo.

Além disso, a obesidade também pode comprometer a produção de testosterona – hormônio masculino que é fundamental para o bem-estar, qualidade de vida e desempenho sexual. É o que aponta um estudo realizado pela UEFS (Universidade Estadual de Feira de Santana), que analisou o eixo hormonal de pessoas acima do peso.

A pesquisa observou 3,5 mil pacientes, que foram divididos em grupos de acordo com a faixa etária de cada um. O estudo identificou que homens obesos – com circunferência abdominal acima de 102 centímetros – têm cinco vezes mais probabilidade de apresentarem deficiência de testosterona do que os não obesos.

“Historicamente atribui-se a queda da testosterona ao envelhecimento. O nosso estudo mostra que a idade dos homens com e sem testosterona foi a mesma. O que nos chamou atenção foi que a obesidade esteve fortemente associada à queda de testosterona em qualquer faixa etária. A mensagem mais importante é que todos os esforços devem ser feitos para evitar a obesidade”, explicou o professor José Bessa Junior, médico urologista e coordenador do estudo.

Entenda mais sobre a obesidade

De acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde), a obesidade é considerada uma doença crônica, que pode desencadear inúmeros problemas de saúde e que necessita de acompanhamento médico e tratamento especializado. No entanto, principalmente após o início da pandemia de Covid-19, é notável o aumento do número de pessoas acima do peso.

“Dados – tanto oficiais, quanto observacionais – mostram que as pessoas, ao invés de melhorarem o seu consumo alimentar, passaram a comer muito pior. Nós observamos na nossa clínica, pessoas aumentando grandes quantidades de peso e transformando-se em obesas ao longo da pandemia”, conta a médica nutróloga Dra. Marcella Garcez, professora e diretora da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN).

E mesmo antes do coronavírus atingir o mundo e obrigar as pessoas a passarem mais tempo em casa, longe de atividades do dia a dia, a obesidade já era um problema que chamava a atenção no Brasil. Segundo o último levantamento do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 26,8% dos brasileiros com mais de 20 anos de idade eram obesos em 2019. Enquanto 61,7% da população adulta brasileira estava com excesso de peso.

A recomendação para as pessoas que sofrem com o acúmulo de gordura corporal é, na maioria dos casos, apostar em um estilo de vida saudável, com uma alimentação balanceada, atividades físicas regulares e descanso correto. No entanto, diversos fatores podem atrapalhar o emagrecimento e, por isso, o acompanhamento de profissionais de saúde, como médicos, nutricionistas, psicólogos e educadores físicos, torna-se fundamental no combate à obesidade.



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