ONG realiza estudo sobre poluição dos manguezais no litoral de SP | Santos e Região

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    A Organização Não Governamental (ONG) Ecologia em Movimento (Ecomov) inicia neste sábado (7) um estudo sobre poluição dos manguezais na Baixada Santista, no litoral de São Paulo. Essa pesquisa, realizada por uma equipe de biólogos e técnicos, irá se entender para todas áreas do litoral paulista que sofrem com maior impacto de lixo doméstico.

    Segundo informações da Ecomov, o grande objetivo deste estudo é atualizar os dados sobre a poluição e encaminhá-los ao Ministério Público para que seja feita a construção de medidas de preservação e contenção de áreas mais críticas. No próximo sábado (14), os pesquisadores realizarão as coletas na Cidade Náutica, em São Vicente, e no Casqueiro, em Cubatão.

    O levantamento será baseado nas visitas técnicas realizadas no mês de setembro, nas quais o grupo identificou uma grande influência de embalagens alimentares e lixo hospitalar entre os manguezais das duas cidades. Será feita uma análise correlacionando os dados até o final do estudo, que encerra seu primeiro ciclo em novembro de 2021.

    Pesquisadores querem fazer medidas para proteger essas áreas da poluição — Foto: Divulgação/Ecomov

    A bióloga Juliana Teixeira explica que a segunda incursão está prevista para dezembro ou janeiro. “Vamos analisar todas as cidades da Baixada Santista que tem manguezal, assim como o litoral sul e norte. Estamos fazendo esse estudo pois acreditamos que, com a pandemia, o volume de resíduos aumentou próximo as áreas de manguezal. Isso acontece porque as pessoas estão pedindo muita marmita. Nosso foco é detectar se realmente houve o aumento de descarte incorreto nesses locais”.

    Ainda de acordo com a bióloga, os materiais registrados nas visitas mostram o aumento do descarte de embalagens alimentares, como pacotes de arroz, bolachas e potes de usos diversos. Essas embalagens causam risco ao manguezal e podem ser ingeridas por animais marinhos que procuram essa região para reprodução. Algumas embalagens, como papel metalizado, contém um metal altamente perigoso ao meio ambiente, que pode contaminar a vegetação e a fauna local.

    “Após esse estudo, temos o objetivo de criar um artigo científico mostrando para a população a importância do descarte correto para que esses resíduos não cheguem nessas áreas de manguezais. Depois de todo esse levantamento, queremos ainda criar ‘ecobarreiras’ nesses locais e trabalhar com as comunidades locais. É inédito uma ONG fazer um estudo no litoral todo para verificar a quantidade de resíduos encontrados nesse ecossistema”, finaliza.



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