Ossada que pode ser de surfista que sumiu no RS passa por exames em SP | Santos e Região

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    Os ossos, que estavam em meio a uma roupa de borracha, semelhante àquelas utilizadas por surfistas para entrar no mar, foram localizados na praia do Prelado por banhistas que acionaram o Corpo de Bombeiros e Polícia Militar de Ilha Comprida.

    A suspeita é que o corpo seja do surfista Gustavo de Oliveira, de 18 anos. Ele sumiu no mar, em Imbé, em 6 de junho. A distância entre as duas praias é de quase 700 quilômetros. Ele foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) de Registro (SP) e, de acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), deve demorar aproximadamente 30 dias para que haja uma identificação.

    Ossos foram encontrados em praia de Iguape (SP)  — Foto: G1 Santos

    Ossos foram encontrados em praia de Iguape (SP) — Foto: G1 Santos

    Seguindo o procedimento do IML, o primeiro exame a ser realizado para identificação do corpo é o de digital. Como foi encontrada apenas a ossada da vítima, será preciso realizar exames genéticos para descobrir sua identidade e os resultados podem demorar até 30 dias para serem emitidos. Os exames podem utilizar material genético da família ou a arcada dentária da vítima.

    Os pais do surfista Gustavo tiveram material genético coletado na quarta-feira a pedido da Polícia Civil de Imbé, que investiga o desaparecimento do jovem no Litoral Norte do Rio Grande do Sul. As amostras genéticas serão inseridas no Banco Nacional de Perfis Genéticos para cruzamento de dados.

    O prazo pode ser prorrogado se, por exemplo, o resultado do primeiro exame for inconclusivo, de acordo com a SSP.

    Além da roupa específica encontrada junto à ossada, a suspeita de que seja o surfista surgiu também pois a polícia e os bombeiros de São Paulo não têm registros recentes de pessoas desaparecidas no mar naquela região, também não há alerta sobre eventual naufrágio de embarcações emitido pela Marinha do Brasil na costa do estado.

    Os bombeiros paulistas entraram em contato com os colegas de Imbé nesta quarta-feira e as suspeitas foram reforçadas depois que houve a confirmação das semelhanças nas características, inclusive a roupa.

    Segundo o GBMar, apesar da distância entre as praias, é possível que correntes marítimas em alto-mar possam ter transportado o corpo do surfista a partir da costa do Rio Grande do Sul até a de São Paulo. O caso também foi registrado na Delegacia da Polícia Civil da cidade como encontro de cadáver para ser investigado e oficialmente identificado.

    Gustavo estava com um primo quando desapareceu no mar de Imbé. O outro rapaz conseguiu chegar à praia nas proximidades da avenida Santa Rosa, durante sequência de fortes ondas. O parente relatou aos bombeiros que olhou para trás e não viu mais o primo. Segundo familiares, ambos eram iniciantes no surfe.

    Buscas foram realizadas durante onze dias seguidos pelos bombeiros do Rio Grande do Sul e foram continuadas nas semanas seguintes por amigos e parentes, que chegaram fazer uma roda de oração em homenagem a Gustavo durante os trabalhos.

    Familiares e amigos fizeram roda de oração em homenagem a surfista desaparecido em Imbé — Foto: ReproduçãoFamiliares e amigos fizeram roda de oração em homenagem a surfista desaparecido em Imbé — Foto: Reprodução

    Familiares e amigos fizeram roda de oração em homenagem a surfista desaparecido em Imbé — Foto: Reprodução



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