Paulo Morais, fundador da maior franquia de depilação

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O advogado Paulo Morais, formado pela USP e pós-graduado pela Universidade Clássica de Lisboa, apesar de gostar do ramo em que atuava, seguiu para o caminho da estética.

CoCEO e um dos fundadores da Espaçolaser, há mais de 17 anos, apresentou sua empresa para o país com uma proposta de um tratamento mais eficaz, menos doloroso e muito mais higiênico na depilação.

Para contar essa e outras histórias, Morais estará na 4ª edição da Money Week, maior evento online e gratuito sobre investimentos do Brasil, que acontece entre os dias 24 e 28 de maio.

O que você verá neste artigo:

Sucesso na América Latina

Sócio de nomes, como Xuxa Meneghel, Paulo Morais, Ygor Moura, Tito Pinto e José Carlos Semenzato, a Espaçolaser virou uma potência gigantesca se tornando a maior franquia do segmento no país em termos de faturamento, número de lojas e clientes atendidos.

Em 2017, o fundo de investimentos L Catterton, que controla a rede americana de spas médicos Ideal Image e os supermercados St Marche, entre outros negócios, abocanhou uma fatia cerca de 40% da empresa de depilação, dando a chance de Morais e seus sócios investirem cada vez mais na estética.

No mesmo ano, o grupo criou a marca Estudioface de tratamento facial, que em setembro de 2020 tinha nove franquias e uma loja própria.

A empresa também desenvolve hidratante corporal e álcool gel.

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Números altos

Até o fim do ano passado, a Espaçolaser tinha 572 lojas, presente em todos os Estados do país e no Distrito Federal, além de duas internacionais, sendo uma na Colômbia e seis na Argentina (através da marca Definit), com um investimento de quase R$ 200 mi.

Em 2018, a receita líquida cresceu 73,6%. No ano seguinte, 92,6%.

Veja o último balanço da empresa: Espaço Laser (ESPA3): lucra lucra 110% a mais no balanço do 1TRI21

Dedicação para tirar a ideia do papel

Os shoppings não acreditavam que uma empresa de depilação a laser poderia dar bons frutos dentro de um shopping.

A primeira filial foi no MorumbiShopping, em São Paulo, e levou três meses até dar o aval para a instalação de um estabelecimento dedicado à depilação em suas dependências.

O modelo de gestão da Espaçolaser demanda uma equipe de cinco a nove funcionários por unidade, de acordo com o tamanho da operação, que pode ser de 30 a 80 m².

As clínicas, em shoppings ou nas ruas, precisam de um investimento total de aproximadamente R$ 850 mil.

O aporte contempla: taxa de franquia, capital de giro, investimento na montagem, como mobiliário, maquinário e tecnologia, com um prazo médio de retorno de 30 meses. A empresa promete um lucro médio de 28 a 30%.

Um espaço na B3

Estreante na bolsa de valores no mês de fevereiro, a Espaçolaser disparou no primeiro pregão, mas perdeu fôlego logo depois, em meio ao aumento dos casos de Covid-19.

Os papéis fecharam na véspera da estreia a R$ 17,88, de R$ 17,90 no IPO e de 23,2% em relação à máxima intradia de R$ 23,28 batida um dia após o primeiro pregão.

No IPO, a companhia captou mais de R$ 1 bilhão em recursos líquidos, que serão usados também na compra da fatia restante em controladas da empresa e de 10 franqueadas.

Após o IPO, as fatias de Morais e do sócio Moura passaram de 18,39% e 32,65% para a 10% e 15,7%.

No mercado, houve questionamentos sobre as operações com as franquias, por se tratarem de pessoas próximas a executivos e acionistas relevantes da companhia.

Isso porque a Espaçolaser começou como empresa familiar, e alguns familiares ou partes relacionadas se tornaram franqueados por acreditarem no trabalho.

Espaçolaser (ESPA3) capta R$ 2,3 bi em IPO; ação estreia com alta de 6%

Money Week: a força do negócio

Os executivos ainda vêem muita força no negócio no Brasil, já que, segundo a própria empresa, há 69 milhões de adeptos de algum tipo de remoção de pelos no país, sendo que apenas 4,9% usam laser.

Paulo Morais explica que um pêlo tratado a laser não volta a crescer, mas há casos hormonais, que precisam de manutenção; que as pessoas aumentam as áreas de depilação após verem seus benefícios; além do público masculino, que ainda aparece tímido nas pesquisas, mas que tem grande perspectiva de crescimento.

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