Por onde anda Gyselle, piauiense vice-campeã do BBB? Ainda é um sucesso e hoje faz seu próprio filme

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A série “Por Onde Anda” realizada pelo OitoMeia destaca, neste domingo (21/11), Gyselle Soares, a piauiense que mais chegou perto de vencer o reality show mais assistido do País, o Big Brother Brasil, veiculado anualmente pela Rede Globo.

Vice-campeã da edição de 2008, ela atualmente atua como atriz e agora também como produtora, tendo a sua própria empresa e prestes a lançar seu primeiro filme, que revela um pouco de suas raízes e através da história das quebradeiras de coco.

Gyselle concedeu uma entrevista exclusiva ao OitoMeia e falou sobre sua carreira e as novidades que estão em vista. Entre essas novidades, está de malas prontas para o Rio de Janeiro (RJ), onde fará um teste para possivelmente participar de uma grande novela.

Ex-BBB, atriz, modelo e agora produtora: saiba por onde anda Gyselle Soares (Foto: Ricardo Morais / OitoMeia)

POR ONDE ANDA?

Uma revelação: considerada uma modelo franco-brasileira, isto é, tendo nacionalidade na França e com uma carreira reconhecida na Europa, Gyselle disse que não pretende mais voltar para Paris para gravar ou participar de campanhas. A partir de agora seu foco é o Brasil, especialmente sua terra natal, o Piauí. Aos 38 anos, a atriz, modelo e produtora  falou sobre seu filme, que será um curta-metragem.

Gyselle também se prepara para ter uma participação fixa na TV O Dia, afiliada da Rede TV no Piauí. Morando em Teresina, na companhia de sua família, está em ponte aérea de forma bem frequente para trabalhos em São Luís, capital do Maranhão, e no Rio de Janeiro (RJ). Namorado? Não tem! Mas deixa bem claro que não descarta a possibilidade de se envolver com alguém em breve, desde que esteja ao seu lado em suas atividades e seguindo a sua agenda, que é bem movimentada desde os tempos de BBB.

Gyselle em entrevista ao OitoMeia fala sobre a sua carreira (Foto: Ricardo Morais / OitoMeia)

UMA OUTRA GYSELLE

Pela sua recente comemoração de aniversário, no dia 27 de outubro, a produtora revelou em suas redes sociais que se auto presenteou com uma cirurgia plástica (Lipo HD) e comentou a sua felicidade com a realização, assim como alertou os riscos e importância de consultar um bom profissional, Gyselle revelou que sofria do efeito sanfona e comentou que chegou a engordar 10 kg quando morava na França. Culpa questões relacionadas à ansiedade. Olha o que ela postou no dia do seu aniversário:

“Após 3 anos tomei a decisão de fazer a Lipo HD. Hoje um mês depois estou aqui para mostrar como o resultado ficou incrível!! Estou muito feliz, me sentindo a própria Jennifer Lopez! Muito poderosa e com a auto estima lá em cima!!.Mais um recadinho meninas! Atenção! Vocês que pretendem fazer uma cirurgia de alto risco, seja essa ou qualquer outra, procurem sempre um profissional competente no que faz e de boas referências. Fiquem atentas também a todos os exames necessários de rotina, para ter a certeza que é seguro.”

Cada vez mais bela, Gyselle fala dos procedimentos que passou e melhoraram sua autoestima (Foto: Reprodução/ Instagram)

COMO ENCAROU A DEPRESSÃO

Amadurecimento. Talvez seja a palavra que se encaixe à Gyselle. E como se não bastasse o que já faz como modelo, atriz e agora produtora, ela lançou recentemente seu próprio livro. Um projeto que vem sendo feito desde 2017. Ela conta em sua obra detalhes de sua trajetória, desde quando iniciou, morando sozinha em Paris, até retornar, nos tempos de hoje, ao Piauí, ficando ao lado de sua família, de pessoas amigas que possam lhe ajudar. Gyselle contou que, devido a um momento em que não estava bem, passando por muitas frustrações, quis lançar seu livro. Foi quando ela descobriu que estava com um mal que atinge centenas de pessoas em todo o mundo: a depressão, que já começava a consumá-la, atrapalhando seus trabalhos.

“(Atuando como atriz), eu sabia tudo do texto, mas chegava lá, eu bloqueava. Passava a errar o texto, não sabia mas de nada. Foi aí que eu percebi que tinha algo errado comigo. Eu não estava feliz. Quando eu saía nos lugares, não me sentia bem. Eu me sentia sempre inferior, sabe? Tipo uma coisa que dava tudo errado na minha cabeça e eu comecei a perceber que eu estava muito mal, que tinha que me cuidar. Descobri então que eu estava em depressão. Graças a Deus, sempre fui uma pessoa muito forte. E soube lidar com tudo que passei”, afirmou Gyselle.

Gyselle em entrevista na TV fala sobre seu livro (Foto: Reprodução da TV)

LIVRO, INFÂNCIA, FAMÍLIA… GYSELLE DE VOLTA

Segundo a “Cajuína”, apelido que ganhou nos tempos de Rede Globo, durante e após o BBB, a distância da família contribuiu para o diagnóstico de depressão. Mesmo assim ela garante ter seguido uma força que a fazia acreditar em si mesma. E disse que encontrou na escrita um sentimento bom, relembrando de sua infância e de todo um sentimento de nostalgia que a confortava. E foi daí que surgiu seu livro, “Bonjour! Como fazer uma carreira de sucesso fora do Brasil”.

“Eu comecei a escrever coisas da minha infância. Coisas que eu lembrava, desde uma bicicleta que eu sonhava ter, quando eu tinha uns 5 anos de idade. Tipo, era uma bicicleta rosa, mas minha mãe sempre disse que não poderia me dar Até que um dia ela conseguiu. Demorou, mas ela conseguiu em um Natal! Ela conseguiu comprar essa bicicletinha rosa para mim, de segunda mão. Eu pegava essa bicicleta e subia na ladeira, ficava descendo, me machucava toda (risos). Era uma das coisas da minha infância que eu passei a me lembrar. Isso me ajudou muito (lembrar do próprio passado). Foi aí que eu passei a escrever meu livro, contar o que eu passei. Como eu tive essa carreira fora daqui, como foi lidar com uma pressão, como foi possível encontrar pessoas bacanas… Então, nesse livro, eu conto várias diquinhas bacana. Conto tudo lá”.

Gyselle com a mãe em visita à França, em foto de 2015 (Foto: Reprodução Instagram)

LIVRO É UMA REALIZAÇÃO PESSOAL: “EU QUE FIZ”

Em dezembro de 2019, com a pandemia já chegando na Itália, ela decidiu deixar a Europa e voltar de vez por todas para sua terra natal. Visitou a sua família nas festas de final de ano e não saiu mais. Então aprimorou a escrita de seu livro, além, claro, como ela mesmo conta, começou o tratamento com o psicólogo. Tratou de suas crises de pânico e ansiedade e passou a se cuidar mais, inclusive esteticamente. Gyselle contou ao OitoMeia que o BBB foi importante inclusive para ter bons e influentes relacionamentos, como o do jornalista Pedro Bial, ex-apresentador do reality show em sua época e que assinou a orelha do seu livro. O que contribui muito na divulgação de sua obra.

“(O livro ) é uma realização. Eu fiquei pensando: poxa, fui eu que fiz esse livro. Tipo: meu Deus, fui eu que fiz essa capa! Sabe, as pessoas acham que foi fácil, mas tá ali a menina que foi todos os dias procurar emprego, que não conseguia e agora está conseguindo tudo sozinha.  Foi uma insistência. Então quando você vê, você ainda não acredita,  você fica em choque… É muito legal essa sensação. De ter sido útil, mesmo para você e também dando informações preciosas para outras pessoas… Isso foi muito legal para mim. Imaginar essa grande conquista, principalmente depois de tanto tempo de sentimentos de angústia. A gente fica feliz ao saber que, no final tudo deu certo”.

Lançamento do livro “Bonjour: Como Fazer Uma Carreira de Sucesso Fora do Brasil” (Foto: Reprodução Instagram)

APRESENTADORA DE TV E COM PROGRAMA A ESTREAR

Já em terras piauienses, desde o começo do ano passado, em tempos de pandemia e isolamento social, Gyselle passou a se desafiar e aceitou diversos desafios em sua carreira. Um deles foi de se tornar uma apresentadora de TV, tendo um programa ao vivo. Foi uma novidade em sua carreira que a fez crescer bastante. Foi apresentadora no Circuito de Lives do São João do Nordeste durante o período de festas juninas na TV Antena 10 em épocas antes de vacina com muitos casos de Covid-19 afetando as pessoas. Logo em seguida assumiu um programa chamado Verão Piauí (na mesma emissora), algo que a fez ver de que seria capaz de coisas muito maiores em sua carreira.

Gyselle colocou em prática o quadro “A hora da Venenosa” na Antena 10. E não quis mais parar de fazer projetos. Depois que saiu desses programas na emissora, circulou por outras empresas de comunicação, até aceitar e iniciar o que faz atualmente: está trabalhando em um novo programa na TV O Dia, que é o “Trés Chic com Cajuína”. Neste novo projeto ela percorrerá o Piauí e o mundo atrás de piauienses que fazem a historia do estado de forma descontraída. A previsão de lançamento é para janeiro de 2022. Abaixo ela apresenta o seu novo programa:

FILME “O GONGO” É OUTRO MARCO NA SUA CARREIRA

Por fim, Gyselle fala sobre o seu mis novo e consolidado projeto. Nos últimos meses ela revela estar totalmente focada na produção de seu Curta-metragem: “O Gongo”. O curta será feito por sua produtora, que leva o seu nome: “Gyselle Soares Filmes”. O projeto cultural visa a representação da vida das mulheres quebradeiras de coco do estado do Piauí, as lutas e os desafios que ela enfrentam, como os conflitos agrários, a falta de acesso às terras e territórios e a falta de legislação. É um projeto que terá apoio da iniciativa pública e privada. O curta apresentará, segundo Gyselle, novos caminhos de esperança, empoderamento e abrirá leques de novas oportunidades para as pessoas que vivem nessa região

O nome do filme faz referência ao bicho-do-coco que fica no centro dele, trazendo a metáfora à realidade das quebradeiras de coco. A ideia é mostrar que elas querem sair desse formato de “gongo”. Que não querem mais ser comidas, engolidas. Gyselle explica que seu filme é uma forma de mostrar como essas mulheres saem da dificuldade e seguem batalhando por suas vidas de de suasfamílias: “Vai valorizar os produtos que elas estão ali cortando. Vamos mostrar no filme como era antigamente. Elas produzem, por exemplo, óleos que passamos no nosso rosto. Eu uso, várias mulheres usam. Olha que incrível o trabalho dessas mulheres.  Vamos valorizar elas. As histórias delas. As pessoas vão conhecer personagens como a Amulate. É uma verdadeira heroína”.

Gyselle em dia de gravação de seu filme ao lado das quebradeiras de coco: O Gongo (Foto: Reprodução)

PARTICIPAÇÃO NO BBB 8 E SUCESSO ALCANÇADO

Gyselle, é claro, admite que o BBB 8 foi um um marco e tanto em sua carreira. Contou que o lado positivo de sua participação no reality foi a grande visibilidade nacional adquirida com o programa, a qual ajudou no seu trabalho de atriz e apresentadora, além de sair das dificuldades financeiras enfrentadas. Ela garante que após o BBB, pôde proporcionar melhores condições à sua família, como por exemplo conquistar a tão sonhada casa própria. Gyselle ganhou muito dinheiro por sua participação no BBB. Foi estrela de capa da revista Playboy, participou de programas de TV, fez propagandas diversas e conseguiu uma boa grana. Foi essencial para seguir com outros projetos.

Antes da edição 8 do reality show, Gyselle já estudava e residia em Paris, onde cursava para atriz de cinema desde o ano de 2003. Sua ida à capital da França foi motivada pela necessidade de ajudar a mãe. Neste contexto ela conta que trabalhou em todos os tipos de serviços gerais: babá, garçonete e barista. Foi em cafeteria, no ano de 2006, que uma agência de modelos a encontrou a a convidou para atuar na área. Daí para frente não parou mais. Antes do BBB, ela já havia participado de um teste para um reality show francês. Foi assim que surgiu a oportunidade de participar do Big Brother, onde foi vice-campeã, perdendo por milésimos de diferença para o participante Rafinha em um resultado que é até hoje contestado por muitos fãs do programa global.

Final do BBB8, onde Gyselle aparece ao lado de Rafinha: ele foi campeão e ela vice (Foto: Reprodução)

FAMA, TAPETE VERMELHO E GLAMOUR: FOI BOM ENQUANTO DUROU

Foi com o dinheiro do BBB e com o que ganhou posando nua para a revista Playboy que Gyselle passou a investir ainda mais na sua carreira de atriz. E na França conseguiu dar saltos além do que imaginava. Participou de cursos importantes  e se aproxiou de grandes atores franceses como Catherine Deneuve, Gérard Depardieu e Marion Cotillard. Foram muito importantes para sua evolução como atriz. Em 2012 ocorreu o lançamento do filme francês, Dépression et des potes, no qual a atriz interpretou o papel de Tália, deu uma alavancada na carreira.

“Eu consegui fazer essa personagem e foi quem me abriu várias portas lá (na França). Portas de grandes teatros, das grandes TVs francesas… e assim eu fiquei muito conhecida e foi uma coisa me levando a outra. O primeiro personagem eu consegui estudando nesses cursos”. Gyselle foi parar nos grandes festivais, ao lado de grandes atores no tapete vermelho na Europa. Em 2012 participou do tapete vermelho de um festivais de cinema mais prestigiados e famosos do mundo: Cannes, que acontece anualmente durante a segunda quinzena de maio. Até postou em  seu Instagram a sua foto com o ator, diretor e produtor de cinema norte-americano Robert De Niro. É a prova de que sim, Gyselle chegou lá. Foi bom enquanto durou? Sim. Mas ela segue contando a sua história. Só que agora em solo piauiense.

Gyselle ao lado de Robert De Niro no Festival Cannes (Foto: Reprodução/ Instagram)



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