Preenchimento labial: tudo o que você precisa saber

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Os lábios estão sempre em pauta quando o assunto é beleza facial, incluindo técnicas caseiras, truques de maquiagem e até estratégicos ângulos e filtros para sair com a boca mais carnuda em fotos e vídeos. Recentemente, porém, clínicas dermatológicas e consultórios de cirurgia plástica atraíram novos pacientes em busca de mudanças reais.

Dados do último Censo da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), feito em 2016, apontavam aumento de 390% na procura por procedimentos estéticos não cirúrgicos desde 2014. Coincidência ou não, esse crescimento significativo aconteceu na mesma época em que passaram a ser visíveis esses tipos de procedimento no rosto de celebridades, como Anitta e a norte-americana Kylie Jenner, adeptas do preenchimento labial. E a tendência é que a busca por lábios volumosos siga em alta.

De acordo com a dermatologista Cíntia Cunha, o preenchimento labial temporário não tem grandes contraindicações, somente em pacientes com alergia à substância ou a anestésicos tópicos locais tipo amida. “Gestantes, por exemplo, não devem se submeter ao tratamento, mas as lactantes podem, desde que previamente orientadas por um profissional. No mais, é preciso tomar cuidados específicos apenas quando o paciente tiver alguma ferida no local, como herpes”, orienta.

O procedimento é simples: consiste na introdução do ácido hialurônico na região dos lábios, por meio de agulha ou cânula, com a finalidade de delinear o contorno, aumentar o volume ou mesmo projetá-los com efeito imediato. 

Segundo a especialista, o ácido hialurônico, um biopolímero formado pelo ácido glucurônico e a N-acetilglicosamina, está naturalmente presente no nosso corpo, ocupando espaço entre as células, e tem como ação garantir firmeza e sustentação à pele. O problema é que, com o tempo, o organismo vai gradualmente diminuindo sua produção. “Após os 24 anos de idade, perdemos parte dessa molécula e, quando chegamos aos 50, produzimos apenas 35% da quantidade de que precisamos, daí a importância de fazer a reposição com produtos injetáveis”, afirma. 

Cíntia Cunha é dermatologista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia e indica a aplicação do ácido hialurônico em clínicas dermatológicas ou com um cirurgião plástico

Cíntia Cunha é dermatologista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia e indica a aplicação do ácido hialurônico em clínicas dermatológicas ou com um cirurgião plástico (ABC/Divulgação)

Questão de saúde

Apesar de seguro, por ser naturalmente absorvido pela pele, é preciso estar atento à qualidade do produto escolhido. “Marcas inferiores podem ter a durabilidade afetada, causar alergias com sintomas como inchaço, dor, vermelhidão, sem falar no comprometimento estético quando essas reações acontecem. É fundamental perguntar ao médico qual produto será usado”, explica Cíntia. 

Uma das marcas mais conhecidas de ácido hialurônico, o preenchedor Restylane® possui tecnologia patenteada há 20 anos, sendo o único produto do mercado com mais de 40 milhões de tratamentos realizados no mundo. Dentro da linha, existe o Restylane® Kysse, que foi desenvolvido especialmente para a região dos lábios, fato que, para a dermatologista, é um diferencial. “Um ácido hialurônico bom, próprio para o lábio, é mais maleável, deixa uma aparência natural e tem duração mínima de 12 meses.”

Outro fator de atenção é a escolha de um profissional da saúde apto a realizar as aplicações com segurança. De acordo com Cíntia, a consulta prévia e o procedimento devem ser feitos por um dermatologista ou por um cirurgião plástico. “O rosto é composto por veias, artérias e nervos, e qualquer aplicação inadequada pode causar danos sérios, como grandes hematomas, feridas e até mesmo cegueira. Sem contar os resultados inestéticos, ou seja, de mau gosto, que deixam os pacientes insatisfeitos e deprimidos”, aponta. 

Tomando esses cuidados, os riscos são mínimos. O procedimento não requer preparo específico, ressalta a especialista. Depois de feita a aplicação, é normal observar um discreto inchaço local, que pode durar de dois a cinco dias, e, em alguns casos, pequenos hematomas, que melhoram gradativamente.

É preciso ter bom senso para que o preenchimento seja condizente com a naturalidade e harmonia do rosto e até com a personalidade do paciente

É preciso ter bom senso para que o preenchimento seja condizente com a naturalidade e harmonia do rosto e até com a personalidade do paciente (iStock/Abril Branded Content)

Questão de beleza

A aplicação de ácido hialurônico é uma intervenção muito procurada. Isso porque, quando injetado, ele pode recuperar a pele que está em processo de envelhecimento, definir o contorno labial, dar volume, reduzir as rugas em torno dos lábios, criar pontos de sustentação e agir como harmonizador facial, sendo aplicado em pontos adequados para redefinir contornos, formas e proporções. A molécula também tem efeito higroscópico, ou seja, ela atrai a água, melhorando a qualidade da pele.

Nos lábios, o procedimento pode ser feito quantas vezes o dermatologista ou o cirurgião plástico julgar necessário e seguro, até ser obtido o efeito desejado. Mas é preciso parcimônia para evitar exageros. “Para um resultado bonito e natural, o bom senso do médico faz toda a diferença. A medida do lábio precisa estar de acordo com o tamanho da face desse paciente e até mesmo com sua personalidade”, ressalta a médica.

No fim das contas, o ácido hialurônico pode ser utilizado tanto por quem se preocupa em envelhecer bem quanto por quem quer se sentir mais bonito. Unindo um bom profissional e um bom produto, a chance de sucesso é alta. E a de conseguir os lábios dos sonhos com o poder de atrair beijos também.



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