Prefeitura atende mais de 30 mil pessoas com diabetes em Sorocaba

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13/11/2019 – Sorocaba – SP

da assessoria de imprensa da Prefeitura de Sorocaba

No dia 14 de novembro comemora-se o Dia Mundial do Diabetes. Sorocaba conta com 32 UBSs, Ambulatório de Feridas e Pé Diabético e endocrinologista para oferecer assistência de qualidade a esses pacientes

Nesta quinta-feira, dia 14 de novembro, é celebrado o Dia Mundial do Diabetes. Em Sorocaba, 31.356 pacientes estão cadastrados nas 32 Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Desses pacientes, 11.205 são apenas pessoas com diabetes e 20.151 são cidadãos com diabetes e hipertensão. Do total, aproximadamente 8 mil são insulinodependentes, ou seja, pessoas com diabetes que dependem de insulina para o tratamento da doença. Além disso, a Secretaria da Saúde (SES) também conta com endocrinologista e Ambulatório de Feridas Pé Diabético para casos mais complexos.

A pessoa que é diagnosticada com diabetes na rede SUS (Sistema Único de Saúde) em Sorocaba, passa por uma consulta com o médico para avaliar sua classificação de risco e é direcionada ao Programa de Diabetes da UBS. Após a avaliação, o usuário entra num cronograma de consultas, que varia entre consulta médica individual ou coletiva, consulta de enfermagem individual ou coletiva, e atendimento individual com o técnico de enfermagem.

Os pacientes insulinodependentes recebem gratuitamente o glicosímetro, tiras reagentes, lancetas e seringas. Já para os pacientes não insulinodependentes, esses podem retirar sua medicação na rede de farmácia popular da cidade.

As 44 equipes das Unidades Estratégia de Saúde da Família atuam em prol da comunidade em regiões estratégicas da cidade e contam com residentes das áreas de educação física, fisioterapia e nutrição. Através dessa equipe multiprofissional, pacientes diabéticos recebem orientações sobre atividades físicas e orientações nutricionais.

Para o endócrino e médico da rede pública, Antonio Roberto Maestrello, o diagnóstico precoce e tratamento adequado é de extrema importância para evitar futuras complicações que a doença oferece. “Os diabéticos podem ter complicações visuais, infarto, AVC, amputações de membros e, até mesmo, problemas renais”, alerta o especialista.

Maestrello também destaca que a atividade física é fundamental para um bom controle do diabetes e que a adesão ao tratamento é muito importante e precisa de um trabalho de parceria entre o paciente e seu médico.

O secretário da Saúde, Ademir Watanabe, ressalta que o melhor caminho para a diabetes é a prevenção. “A missão do município é orientar sobre a prevenção e promover saúde aos cidadãos. Se esse trabalho for realizado com empenho, teremos menos doentes e menos complicações para outras doenças que a diabetes traz. Sabemos que nossas equipes da rede são empenhados, mas dependemos da sensibilidade e conscientização da população para o diagnóstico precoce e o tratamento adequado”, explica o titular da pasta.

O Ambulatório de Feridas e Pé Diabético

O Ambulatório de Feridas e Pé Diabético, situado na estrutura predial da Policlínica Municipal, oferece atendimento para 500 pacientes por mês com problemas nos pés, como feridas, calos, ressecamento, deformidades, lesões crônicas nas pernas (lesão por pressão e deiscência cirúrgica), além de vários problemas causados por pacientes diabéticos. O setor também atua em parceria com o Programa Municipal de Hanseníase à assistência desses pacientes. Os atendimentos são realizados desde 2005 e oferecem assistência multiprofissional especializada aos pacientes SUS.

A equipe multiprofissional do Ambulatório é composta por uma enfermeira estomaterapeuta e profissionais das áreas de cirurgia vascular e cirurgia plástica. Além de técnicos e auxiliares de enfermagem, assistência social, fisioterapia, nutrição, podologia e dermatologia.

Os atendimentos no Ambulatório de Feridas e Pé Diabético são realizados de segunda a sexta-feira, das 7h às 13h, com os pacientes encaminhados pelas Unidades Básicas de Saúde (UBSs).

A enfermeira estomaterapeuta e encarregada pelo ambulatório, Uiara Kaizer, conta que a Federação Internacional de Diabetes fez um levantamento, e aproximadamente 425 milhões de adultos vivem com a doença e em 2045 serão 629 milhões. “Um dos problemas do diabetes alto é a neuropatia, que são os danos nos nervos periféricos das extremidades dos pés fazendo com que a pessoa com a doença deixe de sentir dor, tenha a sensação de formigamento. Essa perda da sensibilidade é o que faz com que a pessoa se machuque e não sinta por conta de um calçado apertado, por exemplo. Aí causa uma ferida que pode evoluir para infecção e amputação”, explica.

Uiara também esclarece que o diabetes é uma doença crônica que ocorre quando o pâncreas não consegue mais produzir insulina ou quando não consegue fazer o uso da insulina que o corpo produz. Isso aumenta os níveis de glicose no sangue e a longo prazo, causa danos no corpo e em vários órgãos e tecidos.

Desde o segundo semestre de 2018, a equipe do Ambulatório de Feridas e Pé Diabético teve a excelente ideia de promover uma ação especial na alta dos pacientes. No momento em que o paciente recebe a notícia, a equipe fantasiada comemora com cantoria e dança. A ação chega a emocionar o usuário e parentes que acompanham o tratamento. “Estávamos pensando em algo para trazer alegria ao paciente, afinal, a alta é uma grande felicidade para o enfermo e para a equipe que finaliza mais uma missão”, ressalta a enfermeira responsável pelo setor, Uiara Kaizer.

Doméstica de 40 anos e diabética há 27, Thais Fernanda dos Santos, elogia o atendimento do ambulatório e conta que fazia tratamento particular, mas a ferida só fechou depois que mudou para fazer o acompanhamento na Policlínica. “A assistência do ambulatório é excelente e a equipe dá orientações e suporte. Aqui tenho todo material e medicação fornecida para o meu uso”, conta.

 



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