Professora afirma ter sido agredida com chutes por bolsonarista em SP: ‘Assustador’ | Santos e Região

    0
    17

    Lima & Santana Propaganda, sua agência de publicidade e propaganda em Santos

    .

    Uma jovem de 24 anos denunciou um homem por agressão após levar um chute enquanto voltava de uma manifestação política em Santos, no litoral de São Paulo. Professora e assessora de comunicação de uma vereadora santista, Paula Vitoria de Farias , relata que estava voltando de uma manifestação contra o governo Bolsonaro quando levou um chute após ser ofendida por um homem.

    Paula relatou ao G1, nesta quarta-feira (8), que voltava da manifestação na última terça-feira (7), contra o governo do presidente, acompanhada de quatro amigos quando buscava o carro estacionado na Rua Carlos Affonseca, no Gonzaga. Por ser feriado do Dia da Independência, ocorriam também manifestações a favor do governo. Durante o trajeto até o carro, um homem que fazia parte do grupo bolsonarista teria passado a ofendê-los.

    “A gente atravessou a rua para não passar perto do bar com algumas pessoas de verde e amarelo. Passamos do outro lado da rua e eles começaram a proferir ofensas. Eles vieram para cima, eu fui tentar conversar, e o homem tentou me dar uma ‘voadora’, mas eu acho que ele estava muito bêbado, mas ai ele me chutou e caiu no chão”, descreve.

    Com o tumulto, policiais se aproximaram, mas o agressor ficou no bar e conseguiu ir embora andando. Diante disso, ela decidiu ir registrar um boletim de ocorrência de lesão corporal, no 7º Distrito Policial de Santos. A jovem explica que não ficou muito machucada, mas relata medo ao ter passado por uma situação como esta, sendo vítima de uma agressão.

    “Isso é extremamente assustador, uma violência política e de gênero, porque você tinha cinco pessoas lá, quatro homens e o cara foi agredir a única mulher”, descreveu a professora.

    Paula mora em São Vicente e é vice-presidente do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) na cidade. Ela faz parte de movimentos políticos e lamenta o fato do posicionamento que tem em relação ao tema ser motivo para agressão. “A gente que é mulher fica com medo constante, principalmente a gente que atua em movimentos políticos”, descreveu.

    A professora reitera que vai buscar imagens de câmeras de monitoramento para auxiliar na investigação e tentar localizar o agressor. “Isso é inadmissível, é uma afronta a democracia, ao livre direito de protesto”, finalizou.

    VÍDEOS: as notícias mais vistas do G1



    Fonte