Professora da rede pública tem parada cardíaca após 3 plásticas em SC

0
36

Lima & Santana Propaganda, sua agência de publicidade e propaganda em Santos

.

Um misto de angústia, medo e fé acompanha a família de Roberta Lopes dos Passos, de 35 anos, desde que ela apresentou complicações, incluindo uma parada cardíaca, após a realização de três cirurgias plásticas no dia 15 de dezembro em um hospital de Tijucas, a 50 quilômetros de Florianópolis. Professora da rede pública de ensino de Balneário Camboriú (SC), ela decidiu aproveitar o período de recesso para fazer uma mamoplastia devido a dores que sentia nas costas, além de realizar abdominoplastia e lipoaspiração.

O que era para ser a realização de um sonho se tornou incerteza de recuperação após a descoberta de uma hemorragia e outros problemas pós-operatórios. Desde então, Roberta permanece internada com estado de saúde grave. Seu marido, Leandro Akajhdfud, 35, sem apresentar culpados, acredita que a esposa possa ter sofrido algum tipo de negligência.

“Ela passou por todos os exames, era uma mulher saudável, e, desde a cirurgia não voltou mais para casa. A gente não sabe o que aconteceu, só que algo deu errado. Acreditamos que no pós-operatório. Mas o que mais indignou nossa família foi que o hospital foi omisso, não tivemos o respaldo que a gente pedia [na unidade de saúde onde os procedimentos ocorreram]”, diz.

O UOL entrou em contato com o profissional responsável pelas cirurgias na manhã de hoje, e o cirurgião plástico informou que estava em atendimento. O espaço permanece aberto para manifestação.

A professora Roberta Lopes dos Passos, está internada em estado grave após passar por uma cirurgia plástica em SC

Imagem: Arquivo pessoal

A percepção de que algo estava errado e não houve suporte adequado surgiu logo após a cirurgia que, segundo a família, teve cerca de cinco horas de duração. Roberta reclamou com a mãe de fortes dores.

Ela reclamou de dor, principalmente na costela, a noite toda, só que enfermeiras e médicos diziam que era normal. A pressão dela baixava muito, ela desmaiava. Nas poucas vezes em que o médico passou no quarto, também dizia que era normal. Assim ela passou a noite toda, com vários problemas, até que chegou a manhã seguinte e minha sogra notou que ela estava tendo ‘falência’ e saiu gritando por socorro. Aí começaram a dar o suporte e ela foi para o centro de cirurgia novamente e viram que ela estava tendo hemorragia”

Ainda segundo o marido de Roberta, ele tentou a transferência dela para o Hospital do Coração de Balneário Camboriú, mas antes foi necessário fazer uma transfusão porque ela estaria com muito pouco sangue no corpo.

“Até esse momento o caso dela era tratado como mais tranquilo, mas não era. Tanto que, quando ela estava na ambulância para ser transferida, falaram que ela teve uma parada cardíaca muito rápida. Quando ela chegou no hospital de Balneário —por volta do meio-dia de 16 de dezembro— descobri que, na verdade, a parada foi de oito minutos. Ali percebemos o quão grave era o quadro de saúde dela. Hoje, os médicos dizem que a situação dela é crítica e só um milagre nos trará ela de volta”, lamenta.

Depois do ocorrido, Leandro Akajhdfud conta que o médico que fez as cirurgias enviou uma mensagem formal à família alegando que todos os procedimentos necessários foram feitos e que não teria sido informado sobre possíveis complicações no pós-operatório da paciente.

“Enfrentamos primeiro a dor, porque a gente sabe que o quadro dela é crítico e ela tem dois filhos pequenos, de 3 e 6 anos, que perguntam pela mãe a todo momento. A gente tem raiva, porque se ela tivesse tido a atenção correta isso nunca teria acontecido. E também temos medo de perdê-la, mas temos ainda mais fé de que ela vai voltar para nós”, diz Leandro.



Fonte