programa de gestão do sangue do doente vence Prémio de Boas Práticas em Saúde

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“PBM em cirurgia cardíaca” é o projeto vencedor da 13.ª Edição do Prémio de Boas Práticas em Saúde da Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Hospitalar (APDH), que decorreu ontem, em Lisboa.

“O objetivo é otimizar os doentes com indicação de cirurgia cardíaca, mas de uma forma inovadora: envolvendo outros hospitais e os cuidados de saúde primários”, disse Fátima Lima, anestesiologista e responsável pela área da Anestesia do “Coração & Pulmão” do Centro Hospitalar de Vila Nova Gaia/Espinho (CHVNG/E).

Maria José (enfermeira chefe – Cirurgia Cardiotorácica), Ana Fonte Boa (anestesiologista – Cardiologia de Intervenção), Fátima Lima, Diana Paupério (anestesiologista – Cirurgia Cardíaca) e Helena Cruz Gomes (imunohemoterapeuta)

O projeto, que envolve uma equipa multidisciplinar do CHVN/E, começou a ser concebido em fevereiro de 2018 e foi implementado no início deste ano. Até ao momento, dos 125 doentes que o integram, 88 já foram intervencionados.

“Com o Patient Blood Management (PBM), o nosso objetivo é otimizar os doentes antes da cirurgia, para que se possa ter melhores resultados no intra e no pós-operatório. Sabe-se que um quarto da população mundial tem anemia, logo estamos perante um problema de Saúde Pública”, alertou.

“levar os cuidados de saúde ao doente, inclusive fora das grandes cidades”

De acordo com a médica, as vantagens têm sido várias e bem evidentes: “Com o PBM – nas fases pré, intra e pós-operatória – têm-se registado menos complicações e transfusões e, por conseguinte, menos tempo de internamento, o que acaba por ter também implicação nos custos associados.”

Para Fátima Lima, a inovação do projeto está, sobretudo, na partilha interpares, ou não se tratasse de uma equipa multidisciplinar, assim como na acessibilidade. “Uma das nossas preocupações é levar os cuidados de saúde ao doente, inclusive fora das grandes cidades.”

E especificou: “O cirurgião encaminha para a Consulta de Anestesiologia e, sendo necessário, é então iniciada a otimização da sua condição clínica no nosso hospital ou no que fez a referenciação ou até no médico de família.”

No caso dos cuidados de saúde primários, a médica clarificou que é dado todo o apoio. “Nas situações em que o médico não pode instituir alguma terapêutica, pode sempre contactar-nos via e-mail. O contacto é facilitado, existindo articulação.”

Fátima Lima espera que o projeto possa vir a ser replicado a nível nacional. “Não apenas na cirurgia cardíaca, mas nas restantes valências, porque a anemia é um grave problema de Saúde Pública.”

“As candidaturas têm aumentado”

Além do projeto vencedor houve ainda uma Menção Honrosa para o “Projeto C.A.S.O. – Centro de Apoio à Saúde Oral” da Missão Sorrir – Associação de Médicos Dentistas Solidários Portugueses. Os restantes nove, por chegarem à final, receberam, este ano, o Certificado de Boas Práticas. Houve ainda duas menções honrosas para pósteres.

Adelaide Brissos, coordenadora do Prémio de Boas Práticas em Saúde da APDH, fez um balanço positivo do evento e relembrou como os projetos vencedores são reconhecidos. “A Hospitalização Domiciliária do Hospital Garcia de Orta tornou-se um modelo seguido noutros hospitais e o percurso do doente crónico da Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano foi considerado modelo a nível nacional.”

O presidente da Direção da APDH, Carlos Pereira Alves, também não podia estar mais satisfeito. “As candidaturas têm aumentado e é uma alegria e um prazer ver o Prémio com cada vez mais candidaturas e com elevado nível de qualidade.”

Na sessão de encerramento também marcaram presença Marisa Cristino, da APDH, e, como o evento teve lugar na sede da direção da Polícia Judiciária (PJ), Luís Neves, diretor Nacional da PJ.

Além da APDH, das entidades promotoras do evento fizeram parte a Direção-Geral da Saúde, a Administração Central do Sistema de Saúde e as administrações regionais de saúde do Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve. Contou-se ainda com a colaboração especial da Direção Regional da Saúde dos Açores e da Secretaria Regional da Saúde da Madeira.


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