Prótese de silicone e câncer de mama: existe risco? | Especial Publicitário ONCOCENTER

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O Brasil é o país que mais faz cirurgias plásticas estéticas no mundo e a queridinha das brasileiras é a de implante de prótese mamária – o famoso silicone.

Mulheres de todas as idades, algumas muito jovens, têm recorrido a esse procedimento para melhorar a autoestima. Nada mais justo.

Porém, a relação entre prótese de silicone e o câncer de mama é uma preocupação comum entre as mulheres. “A prótese aumenta o risco?”, “ela atrapalha os exames preventivos?”, “quem teve câncer de mama pode colocar?”. Essas são algumas das dúvidas mais frequentes. Vamos tentar esclarecer essas perguntas.

Primeiro, vamos falar da relação entre o silicone e o desenvolvimento de câncer. Esse é um assunto bastante estudado por médicos há várias décadas e os resultados dessas pesquisas mostram que o implante de silicone não aumenta o risco de câncer de mama. Ou seja, as chances de desenvolver câncer são as mesmas em quem tem ou quem não tem próteses.

Por outro lado, nos últimos anos foi observado que, em raríssimas pacientes, o silicone do tipo texturizado pode provocar um tipo de câncer de células linfáticas chamado de “linfoma de células gigantes anaplásico”. Além de ser bastante raro, essa doença é curável na imensa maioria dos casos.

Dessa forma, consideramos o implante de silicone bastante seguro. Dessa forma, o risco geral de desenvolvimento de câncer é muito, muito baixo e o procedimento é considerado bastante seguro.

Doutor Cleberson Queiroz, especialista em oncologia clínica — Foto: Assessoria

E quanto aos exames de rotina como a mamografia, a prótese atrapalha? Realmente a presença da prótese de silicone exige algumas adaptações no posicionamento da paciente e do aparelho no momento do exame. Mas isso não impede a realização da mamografia.

De um modo geral, ela é tão efetiva em pacientes com silicone quanto em pacientes sem a prótese. Além disso, outros exames de imagem podem complementar a mamografia, caso o ginecologista ou mastologista achem adequado.

E quem teve câncer de mama e agora deseja colocar silicone, algum problema? A princípio, nenhum. Mulheres que foram submetidas a cirurgias parciais (quadrante ou setor) ou total (mastectomia total) podem realizar cirurgias plásticas com segurança, seja com uso de prótese ou com outros métodos hoje disponíveis (como o uso de músculo ou gordura da própria paciente).

Aliás, está se tornando muito comum a realização de cirurgia plástica reparadora no mesmo momento da retirada do câncer de mama. Pacientes com diagnóstico recente de câncer de mama que estão planejando tratamento cirúrgico devem conversar com seu cirurgião a respeito das opções mais indicadas para seu caso.

Clínica Oncocenter fica localizada na região central de Cuiabá — Foto: Assessoria

Por último, caso uma paciente com silicone venha a desenvolver câncer de mama (só lembrando, nesse caso não seria por causa da prótese), o tratamento cirúrgico irá levar em consideração a presença do implante, que com frequência precisará ser retirado ou trocado, mas sem que haja qualquer prejuízo em termos de taxas de cura.

Dessa forma, esclarecemos que a colocação de prótese de silicone é bastante segura do ponto de vista do médico oncologista. Quaisquer dúvidas adicionais podem ser tiradas com o cirurgião plástico, mastologista ou oncologista.

Residência Oncologia Clínica no Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP).

Doutorado em Oncologia na Universidade de Liverpool – Inglaterra.

Responsável Técnico pela Clínica Oncocenter.



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