Randolfe diz que pedidos de indiciamento de Bolsonaro, deputados e ministros chegam nesta quarta à PGR | CPI da Covid

    0
    34

    Lima & Santana Propaganda, sua agência de publicidade e propaganda em Santos

    .

    O vice-presidente da CPI da Covid, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), afirmou nesta quarta-feira que, até o final do dia, os pedidos de indiciamento do presidente Jair Bolsonaro, de deputados e de ministros chegarão à Procuradoria-Geral da República (PGR).

    “Até o final do dia de hoje chegará separado o que é de competência do senhor procurador, no que tange ao presidente Jair Bolsonaro, os deputados e os senhores ministros de Estado”, afirmou Randolfe.

    O vice-presidente da CPI deu uma entrevista ao lado de colegas da comissão depois de encontros com o procurador-geral da República, Augusto Aras, e com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

    Na visita a Aras, os senadores apresentaram o relatório final da CPI, aprovada na terça-feira (26). O relatório pede o indiciamento de Bolsonaro por nove crimes que, segundo a CPI, o presidente cometeu ao longo da pandemia. Há pedidos de indiciamento também para deputados e para ministros, além de empresários, médicos e outros profissionais. No total, são 80 pedidos de indiciamento.

    O relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL), que estava na comitiva de senadores, explicou que a comissão vai entregar os pedidos de indiciamento de forma fatiada. Isso significa que a própria CPI vai separar quais pedidos de indiciamento são de responsabilidade de qual órgão do Ministério Público.

    A PGR, por exemplo, é responsável pelas autoridades com foro privilegiado, como é o caso do presidente da República, dos deputados e dos ministros.

    Também serão enviados pedidos de indiciamento para o Ministério Público de São Paulo e para o do Amazonas.

    São Paulo ficará com o caso da operadora de Saúde Prevent Senior, acusada pela CPI de promover estudos com medicamentos ineficazes contra a Covid e omitir mortes de pacientes.

    Amazonas ficará com as autoridades e profissionais que foram alvo da CPI em razão do colapso da saúde no estado no pico da segunda onda da Covid, no início do ano.

    “Nós comunicamos ao PGR que iríamos fatiar a investigação e enviarmos apenas aqueles indiciados que tivessem foro especial compatível com a PGR”, afirmou Renan.



    Fonte