Rede de alimentos saudáveis fatura R$ 35 milhões

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Por Melissa Santos

A vontade de empreender está no DNA de Rodrigo Barros. Ele cresceu vendo o avô empreender, ainda que mais pela necessidade do que pela oportunidade, e sempre encontrou uma maneira de ganhar dinheiro desde pequeno. “Desde pequeno jogava ‘bafo’ e vendia as figurinhas que ganhava. Comecei a trabalhar cedo. Aos 15 anos virei jogador de futebol e desde então sempre tive meu salário”, conta.

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Após abandonar a carreira esportiva, Rodrigo empreendeu no segmento imobiliário (focando na venda de grandes áreas), no setor público (chegou a ser Secretário de Desenvolvimento Científico, Econômico, Tecnológico e Inovação de Guarulhos) e também na mídia, apresentando um programa onde entrevistava empresários de sucesso.

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“Fiquei no ar por cinco anos na Gazeta e depois fui para a RedeTV. Ganhei muito network com o programa e desenvolvi outros negócios em paralelo como um fórum empresarial regional. Sou a prova de que dá para empreender em todos os segmentos, inclusive no público”, fala.

Ele, então, resolveu abrir mão de tudo para ir ao Vale do Silício estudar e gravar um documentário. No fim, acabou empreendendo em uma plataforma de vídeos e desenvolvendo uma competição de startups. “Foi durante esse período que virei mentor dos sócios da Salad Creation. A alimentação saudável era uma tendência no Vale do Silício. Tanto que as discussões de carne de laboratório estavam fervendo lá e eu sempre acreditei em universalizar esse tipo de dieta para todos”, relembra.

Um dos sócios resolveu vender sua parte da companhia e Rodrigo a comprou. Na época, eles ainda estavam vinculados à franquia da Salad nos EUA. “Eles compraram e então resolvemos mudar o nome da rede para Boali. No entanto, subestimamos o valor da marca e o respeito que ela tinha entre os clientes. De cara, perdemos 30%”, conta.

Hoje, ele afirma que essa transição de marcas teria sido feita de outra maneira. “Acho que devíamos ter comunicado essa mudança, que foi uma coisa que não fizemos. Achávamos que só de colocar outra marca no PDV e manter a qualidade e cardápio seria o suficiente, mas tivemos que ganhar nosso espaço novamente”, fala.

O objetivo com a mudança de nome foi abrasileirar a marca e também se posicionar como uma rede com mais de um produto. “Nos Estados Unidos funciona ter uma loja com um produto único, mas aqui no Brasil as pessoas querem diversidade. Por isso, deixamos de servir só saladas e incluímos pratos quentes, crepes, wraps, bowls com quinoa, macarrão integral, grelhados e etc”, fala.

Hoje, a rede conta com mais de 30 unidades operando em São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás, Brasília, Bahia, Alagoas, Pernambuco e Ceará, com pretensões de terminar 2019 com 42 lojas e chegar a 80 até 2020. Em 2018, o faturamento foi de R$ 35 milhões e a meta para 2020 é alcançar R$ 65 milhões.

Para isso, a Boali aposta em novidades no cardápio a cada ano, como arroz sete grãos, hambúrguer de berinjela com quinoa, além de observar as novidades do mercado alimentício. “Há dois anos, as vendas eram 100% no balcão e hoje o delivery é uma realidade. Nossa aposta é de que a venda no balcão diminuirá ainda mais e que as pessoas irão ‘assinar’ para receber comidas daquele determinado restaurante”, aposta.

Os interessados em virar franqueados da rede tem diferentes modelos de investimento, com aportes iniciais que variam de R$ 60 mil a R$ 500 mil. “O tempo de retorno do investimento depende de cada negócio, mas dentro deste custo está adaptação do ponto, treinamentos de novos funcionários e etc. Um dos grandes diferenciais é que não é preciso se preocupar com o Supply porque o manejo dos fornecedores locais fica conosco”, fala.



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