Segunda cidade em SC inaugura ambulatório trans | Santa Catarina

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    Um ambulatório direcionado para pessoas transexuais foi inaugurado em São José, na Grande Florianópolis. O local oferece consulta médica, orientação e aconselhamento psicológicos e apoio sócio-familiar no contexto de atenção primária à saúde.

    Esta é a segunda cidade de Santa Catarina a oferecer o atendimento. O primeiro ambulatório trans do estado foi aberto em 2015 em Florianópolis e ao menos 400 pessoas foram atendidas.

    Em dois dias, segundo a prefeitura de São José, 12 acolhimentos já foram realizados desde a inauguração, em 25 de maio. O local funciona nas terças-feiras (veja mais abaixo). A equipe que atua no local é multiprofissional e composta por médicos, enfermeiras, psicólogo e assistente social.

    “Já temos agenda completa de acolhimento para as próximas duas semanas. Realmente estamos com bastante procura e os pacientes estão bem satisfeitos com os atendimentos prestados” afirma a Gerente de Saúde Mental da Prefeitura Municipal de São José, Ana Sheidt.

    Segundo especialista, iniciativa foi comemorada pela comunidade LGBTQI+ — Foto: Prefeitura de São José/Divulgação

    Para Rodrigo Moretti, professor e pesquisador do departamento de Saúde Pública da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), do Núcleo de Estudos em Gênero e Saúde, a abertura de uma segunda unidade como esta na região é importante para a comunidade trans.

    “Quando você institui um serviço específico você está dizendo para a população trans daquele município que naquele lugar as pessoas não vão ser discriminadas. E isso muda completamente a adesão ao serviço de saúde. Essa pessoas também passam a se sentir mais cidadãs, porque elas conseguem ver o seu direito constitucional, de ter acesso à saúde, podendo ser exercido”, afirma.

    O pesquisador explica que o ideal seria que essa população não precisasse de um espaço específico para o atendimento. Mas isso se torna necessário em razão do preconceito e da falta de capacitação de alguns agentes de saúde para lidar com as demandas específicas desta parte da população.

    “Até porque as peculiaridades destas pessoas não seriam por si a justificativa de você ter ambulatórios específicos. No entanto, apesar de terem os problemas regulares de todas as outras pessoas que não são trans, elas enfrentam as barreiras da discriminação e o preconceito. As vezes os profissionais não tem capacitação técnica para questões como a hormonoterapia”, afirma.

    Segundo Rodrigo, a abertura de um novo ambulatório trans foi comemorada pela comunidade LGBTQI+ e defensores do Sistema Único de Saúde (SUS) da região.

    “Primeiro por ter um espaço onde pessoas LGBTQI+ podem ter o seu direito à saúde assegurado e também por saber de que quando a cidadania chega à porta de quem é mais discriminado isso significa que a comunidade, como um todo, é mais cidadã”, conclui.

    Equipe é composta por médicos, enfermeiras, psicólogo e assistente social — Foto: Prefeitura de São José/Divulgação

    No local, segundo a prefeitura de São José, além de acolhimento e orientação, são realizados ainda atendimentos de queixas clínicas, aconselhamento em hormonioterapia e consulta de enfermagem com preventivo e testes rápidos.

    O serviço funciona todas as terças-feiras, exceto nos feriados, das 18h às 22h, no segundo andar da Policlínica de Campinas, localizada na Avenida Gov. Jorge Lacerda, nº 193.

    As consultas poderão ser agendadas via Whatsapp pelo número (48) 98468-3260 ou pelo e-mail: [email protected]

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