Sem data definida para demolição de prédio que tombou em Betim, na Grande BH, vizinhos vivem clima de apreensão | Minas Gerais

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    Moradores que tiveram que sair de casa depois que um prédio tombou em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, estão apreensivos: por medo do desabamento do imóvel e por não saberem quando terão suas casas de volta.

    “A gente está fora daqui desde a última terça-feira e, até então, a gente não tem nenhuma previsão de volta, enquanto não acontecer essa demolição”, diz o mecânico Eduardo Fernandes.

    Os moradores dizem que não receberam nenhuma assistência da construtora responsável pelo prédio. Desalojados, a maioria deles teve que se abrigar na casa de amigos ou parentes.

    “Está cedendo cada dia mais, a gente está muito preocupado. Eu estou com minha loja parada aqui há uma semana. A gente tem medo que caia”, afirma o autônomo Geraldo Nazareno da Silva.

    Famílias retiradas de casa em Betim esperam solução para prédio que tombou na terça-feira

    O prédio começou a ceder durante um temporal na noite de terça-feira (17). Os dois andares mais baixos acabaram prensados pelo restante do edifício, que estava em fase de acabamento. E novas trincas no prédio não param de aparecer. Quinze famílias vizinhas da construção tiveram que sair de casa por causa do risco.

    Os imóveis vazios estão virando alvo de pichações. A vizinhança também teme ser vítima de saques.

    “Eles podem saquear, entrar aqui e levar as coisas da gente. A gente já não tem nada, o que a gente tem, conseguiu com tanto esforço, e está correndo esse risco imenso”, afirma a dona de casa Luciana Silva.

    A Defesa Civil já definiu como a estrutura vai ser derrubada, e a prefeitura de Betim diz que está pronta para fazer a demolição do prédio. Mas, para isso, a construtora Abrahim Hamza Construções Eireli tem que ser notificada da decisão da Justiça — o que ainda não aconteceu.

    “Após a notificação, a construtora terá até 24 horas para cumprir a decisão judicial de alojar as vítimas, providenciar laudo e, se necessário, conduzir a demolição. Depois deste prazo, e a empresa não ter se manifestado, a Prefeitura de Betim assumirá os custos e a operação para demolir o prédio e os repassará à construtora. Até então, a administração municipal aguarda o vencimento de todos os prazos da tramitação”, informou a prefeitura por meio de nota.

    Ainda segundo a administração municipal, as equipes da Superintendência de Defesa Civil e da empresa contratada pelo município para conduzir a demolição aguardam a confirmação por parte da Justiça para ter uma previsão de quando os trabalhos poderão ser iniciados.

    A reportagem não conseguiu contato com a construtora.

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