Serviço de Fissurados da Santa Casa apresenta resultados promissores

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A equipe que atua no Serviço de Fissurados da Fundação Santa Casa realizou, hoje, no auditório da Instituição, uma série de eventos para marcar o trabalho de um ano em benefício dos usuários. O ato contou com a presença da direção do Hospital e dos deputados Raimundo Santos e Jacques Neves. Durante a abertura do evento, a médica Cintia Martins, cirurgiã plástica, uma das coordenadoras do projeto, fez questão de agradecer pela equipe de qualidade que realiza o serviço. 

O deputado estadual Jaques Neves, que está à frente da Comissão de Saúde na Alepa, falou que “este é um trabalho de todos nós, para que essas famílias e esses pacientes tenham dias melhores. Hoje é dia de comemorarmos a melhoria na assistência, no tratamento aos fissurados e no alcance deste serviço em todo o estado do Pará”.

Raimundo Santos, deputado estadual, autor do projeto que criou o Dia Estadual do Fissurado Labiopalatal, comemorado no dia 6 de agosto, falou da ação que passou a ser uma referência e que acabou com a fila para a execução dessas cirurgias. “É muito gratificante ter contribuído para amenizar esse problema e lutar pela inclusão social dos fissurados que sofrem preconceito. Por isso é importante que esse paciente tenha o tratamento adequado que envolve a equipe multidisciplinar da Santa Casa, que começa com o acompanhamento prévio, a cirurgia e o pós-cirúrgico”.

Raimundo Santos informou, ainda, que apresentou na Alepa mais um projeto de lei que visa melhorar o atendimento, que é a criação da semana dessa patologia para articular com a sociedade, por meio de seminários, palestras e análises e o dia 6 de agosto estaria dentro desta semana.

Para o presidente da Fundação Santa Casa, Bruno Carmona, o serviço prestado precisa ser cada vez mais melhorado, tanto em tecnologia, como em tratamento, para que coloque a Santa Casa à disposição da população que busca esse atendimento. “Nenhum dos nossos usuários vem aqui passear, vem porque está precisando e a nossa obrigação enquanto profissional que atua no hospital, é trabalhar em prol de quem nos procura. Essa é a nossa obrigação enquanto servidor”.

Por meio da Governo do Estado e da Sespa, o apoio é fundamental para melhorar a gestão e por conseguinte o atendimento aos pacientes na Santa Casa. “Conseguimos montar um time de gestão bem coeso e alinhado para que possamos administrar as políticas públicas que o Estado tem passado pra gente e a necessidade de nossa população. Transformar isso de forma viável dentro da realidade da utilização dos recursos públicos na Santa Casa e agora com nossos gerentes e todos os servidores trabalhando em benefício dos usuários” Diz o presidente.

Franklin Rocha, cirurgião plástico que coordena o serviço, falou que o tudo começou com uma fila de 150 pacientes, inclusive com demanda judicial. E agora temos o orgulho de dizer que não existe mais demanda judicial, nem fila. Toda a demanda é atendida. “Posso dizer que nunca ouvi um não da Santa Casa, com relação aos fissurados. Temos muita coisa para conseguir no próximo ano. Vamos fazer o cadastramento no serviço de alta complexidade, que vai trazer mais recursos do Ministério da Saúde para que a gente possa investir mais ainda e tornar o melhor serviço de qualidade do Brasil. Reconhecemos que o serviço na Santa Casa é um avanço, principalmente com o crescimento da equipe, que trabalha com metas”, diz o cirurgião plástico.

Rosimeire Igreja, mãe da adolescente Stefanie Igreja, moradora de Tucurui, sudeste do estado, conta que sua filha já fez duas cirurgias de correção e está tendo seu acompanhamento pela equipe na Santa Casa. “É um serviço muito bom, não demora muito como antes. A gente já sai com o dia da cirurgia agendado daqui. A equipe cresceu e o número de leitos também e isso é uma segurança para os pacientes”. Relata Rosimeire.

Tatiana Mota, coordenadora da Associação Sorrisos Largos, relata que quando o serviço mudou pra Santa Casa, a sensação foi de alívio. “O serviço está agora onde sempre deveria estar, o acolhimento e a humanização que a própria Santa Casa nos oferece foi um grande acalento para o coração de nossas famílias. Estar com essa equipe maravilhosa, engajada, que veste a camisa, é sucesso e nós da Associação não temos queixa, a fila está zerada. Hoje temos a felicidade da criança ser atendida logo após o nascimento, a mãe já sai orientada para que possibilite a amamentação. Já sai da primeira consulta com a cirurgia marcada”.

Débora Costa, fonoaudióloga da Santa Casa, do Serviço de Referência em Fissuras e Anomalias Crânio Faciais diz que é muito gratificante a comemoração por um ano do serviço. Hoje apresentamos uma equipe multiprofissional que tem garantido um acompanhamento de qualidade para os nossos pacientes. Realmente ver o sorriso em cada rosto dos nossos pacientes é o que nos deixa mais felizes.    

Serviço – Foi iniciado pelas equipes de Neurocirurgia Pediátrica e Cirurgia Plástica e Craniofacial, com a realização de cirurgias para correção de deformidades, principalmente craniofaciestenoses (anomalia na união entre dois ossos cranianos). O Serviço de Fissurados da Santa Casa faz o acompanhamento pré e pós-operatório de pacientes, dos quais 342 são crianças que já foram beneficiadas com as cirurgias – a maioria com fissuras palatais.



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