Síndrome do silicone e queda de cabelo: quais os riscos?

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A relação entre silicone e queda de cabelo vem sendo estudada desde quando a queixa surgiu em pacientes com prótese.

A Síndrome ASIA, chamada popularmente de síndrome ou doença do silicone, no entanto, ainda não é um consenso.

O que é a síndrome de silicone?

A sigla ASIA, do inglês
Autoimmune Syndrome Induced by Adjuvants, pode ser traduzida como síndrome autoimune induzida por adjuvantes.

Trata-se de um conjunto de sinais e sintomas possivelmente associados ao uso de próteses mamárias ou de bumbum contendo silicone.

Uma das principais associações estudadas na síndrome é a relação entre silicone e queda de cabelo.

Apesar do nome doença do silicone, não se sabe ao certo se a síndrome se deve somente ao silicone.

Segundo suspeitas, outros compostos químicos, focos de infecção, hormônios e mais fatores adjuvantes poderiam estar envolvidos.

Quais os sinais e sintomas da síndrome do silicone?

O termo doença do silicone é usado para descrever uma condição com mais de 40 sintomas possivelmente associados, com manifestações muito variadas.

Além da relação entre silicone e queda de cabelo, outros sintomas descritos pelas pacientes incluem:

  • fadiga ou cansaço;
  • fraqueza muscular;
  • artrite;
  • depressão;
  • ansiedade;
  • distúrbios neurológicos;
  • alterações de raciocínio;
  • dor no peito;
  • calafrios;
  • lesões cutâneas;
  • fotossensibilidade;
  • distúrbios do sono;
  • alterações na memória;
  • febre;
  • distúrbios intestinais.

Além dos sintomas relatados, uma outra preocupação é quanto à possibilidade de desenvolver câncer.

Esse receio surgiu principalmente após relato do aparecimento de linfoma anáplasico de grandes células T em mulheres após colocar prótese de silicone.

Desde então, inúmeras pesquisas científicas têm sido feitas para se avaliar os riscos associados ao implante mamário.

O que dizem os estudos sobre a síndrome do silicone e queda de cabelo?

O tema doença do silicone e queda de cabelo é controverso. Não há um consenso na literatura médica sobre o assunto.

De um lado há estudos descrevendo não só a presença dos sintomas, mas também a melhora das queixas após retirada da prótese.

Do outro, há revisões científicas contestando dados e até mesmo a própria existência dessa entidade.

Um dos estudos mais citados a respeito da síndrome do silicone foi realizado na Holanda em 2016.

No
estudo, pacientes com prótese tiveram suas queixas analisadas e comparadas com um outro estudo anterior, desta vez realizado no Texas entre 1985 e 1992.

Uma das intenções do estudo holandês era verificar se as possíveis mudanças no material das próteses ao longo do tempo poderia modificar os sintomas, inclusive a relação entre silicone e queda de cabelo.

No entanto, além de novamente observar a relação entre a prótese de silicone e queda de cabelo, o estudo encontrou semelhança nos sintomas relatados pelas pacientes do estudo texano, mesmo após mais de 20 anos de possível “evolução” das próteses.

Já pelo lado daqueles que contestam a doença do silicone, a interpretação é diferente.

Uma revisão sistemática publicada em 2021 argumenta não haver evidências concretas para sustentar a existência da doença do implante de silicone.

O
estudo aborda diferentes patologias historicamente investigadas como sendo associadas ao silicone. Uma delas é o câncer de mama.

Para exemplificar a segurança do implante, os autores relembram do receio inicial sobre o possível risco aumentado de desenvolver câncer de mama com a prótese mamária.

Hipótese descartada posteriormente por estudos comparativos entre mulheres submetidas à mamoplastia e a população em geral.

Fazendo um paralelo com esse e outros casos, os pesquisadores apontam vários argumentos para justificar que a prótese de silicone é segura.

O mais contundente e decisivo deles é o posicionamento atual da agência de regulação americana FDA.

O FDA aprova o uso de próteses mamárias nos EUA, assim como a ANVISA no Brasil.

Como saber se a prótese de silicone e queda de cabelo estão relacionados?

A ciência ainda não obteve respostas claras sobre a chamada síndrome do silicone.

Apesar de existirem pacientes relatando os sintomas, a comunidade médica ainda não se posicionou.

Diante desse cenário conflitante sobre o tema, é preciso saber como conduzir mulheres com prótese de silicone e queda de cabelo ou outros sintomas possivelmente associados.

No caso da queda de cabelo, é importante se fazer uma extensa investigação, com exames de sangue e imagem antes de se considerar a síndrome do silicone como possível causa.

Existem diversos fatores associados à queda de cabelo, como:

  • genética;
  • distúrbios nutricionais;
  • estresse;
  • remédios;
  • alterações hormonais;
  • doenças autoimunes;
  • fatores ambientais.

Algumas dessas causas também podem apresentar sintomas associados, como fadiga, alterações do sono, ansiedade, fraqueza e outros.

Por isso, a investigação especializada é fundamental na confirmação do diagnóstico e também para identificar quais as causas associadas à queda de cabelo.

Assim, antes de se pensar na relação entre silicone e queda de cabelo ou se considerar a retirada da prótese, visite um médico especialista.

Somente após extensa avaliação médica se torna possível determinar quais as causas do problema e principalmente se há ou não associação com o implante mamário.


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